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Hospital São Camilo
Transplante de Medula Óssea

Especialidades

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Transplante de Medula Óssea

​​​​​​Os Centros de Transplante de Medula Óssea (TMO) da Rede de Hospitais São Camilo estão localizados nas Unidades Pompeia e Santana, sendo, o da Unidade Pompeia, um dos 29 centros de referência no país autorizados pelo Ministério da Saúde a realizar todos os tipos de trans​plantes de medula óssea, incluindo os alogênicos não aparentados (quando o doador não é familiar), o que multiplica as chances de se localizar um doador. Sua condição de referência pode ser traduzida em números. Os Centros de TMO da Rede São Camilo realizaram cerca de 500 transplantes de medula óssea.

O Centro de Transplante de Medula Óssea na Unidade Santana, o primeiro da Zona Norte de São Paulo, foi implantado em outubro de 2016, contando com um ambiente exclusivo para o atendimento aos pacientes que necessitam de cuidados de alta complexidade e está apto a realizar transplantes autólogos de medula óssea.

 

Diferenciais do nosso Centro de TMO

As equipes dos Centros de Transplante de Medula Óssea atuam em parceria com o médico hematologista do paciente, com o Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme) e com o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome) ​para encontrar um doador de medula óssea no menor tempo possível. E, como agilidade é um dos mais importantes requisitos, os profissionais das Unidades estão sempre preparados para viajar a qualquer lugar do Brasil ou mesmo de outros países para captar a medula localizada, compatível com o paciente.

O Serviço de Hemoterapia é certificado pela American Association of Blood Bank (AABB) para o fornecimento de plaquetas e hemácias aos pacientes transplantados e em tratamento quimioterápico.

Para contribuir para a segurança da transfusão, é utilizada uma tecnologia informatizada que confere e sincroniza as informações do paciente, exames laboratoriais e a bolsa de sangue que será transfundida.

A equipe multiprofissional dos Centros de Transplante de Medula Óssea desenvolveu um Manual de Orientação para o Paciente Transplantado, que contempla de forma detalhada todas as etapas do transplante, trazendo maior conforto e segurança aos pacientes. Essa equipe também se reúne periodicamente para discutir as melhores práticas assistenciais no fluxo do tratamento do paciente transplantado.

 

Estrutura planejada para maior conforto

O Centro de Transplante de Medula Óssea (TMO), da Unidade Pompeia, que realizou o primeiro transplante de medula óssea em 1998, conta com 20 leitos, todos reversíveis para leitos de UTI. As acomodações têm infraestrutura especial, com sistema de filtragem de ar e pressão positiva, criando um ambiente protetor contra infecções. No Centro de TMO, os pacientes pediátricos contam com estrutura especial de apoio e tratamento, que inclui a UTI Pediátrica e profissionais especializados em Oncopediatria.​ Os consultórios têm salas de espera exclusivas para o atendimento de pacientes oncológicos.

Em casos de intercorrências, os pacientes são atendidos em uma área exclusiva preparada para emergências. Esse serviço funciona 24 horas e é realizado por uma equipe especializada e dedicada, formada por profissionais que possuem todo o histórico do paciente.

​O Centro de TMO, da Unidade Santana, está apto a realizar transplantes autólogos de medula óssea. Possui estrutura completa para realização de internações, suporte laboratorial e de diagnóstico por imagem e corpo clínico nas diversas especialidades para o acompanhamento conjunto com a equipe médica do paciente transplantado.​​
 

Humanização

Para o Hospital São Camilo, cada paciente é único. Por isso, oferece um atendimento humanizado e diferenciado em todas as etapas do tratamento, com uma equipe multiprofissional que acolhe e realiza atividades especiais adaptadas às necessidades de cada um.

Os pacientes contam ainda com toda a estrutura de excelência da Rede de Hospitais São Camilo, com suporte laboratorial e de diagnóstico por imagem e corpo clínico qualificado nas mais diversas especialidades, para o acompanhamento conjunto com a equipe de transplante, além de centro cirúrgico preparado para realização de cirurgias de alta complexidade.

O Centro de Transplante de Medula Óssea também oferece padrão de hotelaria confortável, com cardápio personalizado, e apoio psicológico e terapia ocupacional para pacientes acompanhantes.

 

Conheça mais sobre nosso Centro de Transplante de Medula Óssea​​​​ e as histórias de nossos pacientes​​​​​

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Perguntas e Respostas​

  • O que é a medula óssea?

    É o local em que o sangue é produzido. É um tecido líquido que fica no interior dos ossos e no qual são encontradas as células mães (progenitoras), que dão origem aos glóbulos brancos, aos vermelhos e às plaquetas.

  • Qual é a diferença entre a medula óssea e a espinhal?

    A medula óssea é líquida e fica na cavidade dos ossos, ao passo que a espinhal é formada por tecido nervoso e ocupa o espaço dentro da coluna vertebral, tendo a função de transmitir os impulsos nervosos a partir do cérebro para todo o corpo.

  • Em que casos é necessário o transplante?

    Essencial para a vida, a medula óssea pode, em algumas pessoas, deixar de ser capaz de produzir as células do sangue, entrando em falência, ou pode ainda ser destruída completamente, durante o tratamento de determinados tipos de câncer que exigem altas doses de medicamentos quimioterápicos e/ou de radioterapia. Nesses casos, o transplante de medula óssea (TMO) passa a ser um procedimento clínico essencial. O transplante é considerado pelos especialistas um importante tratamento para mais de 60 doenças hematológicas, oncológicas, imunológicas e genéticas.

  • O que é compatibilidade entre doador e receptor?

    Para realizar um transplante de medula é necessário que haja compatibilidade entre doador e receptor. Caso contrário, a medula poderá ser rejeitada ou o paciente poderá desenvolver uma complicação do transplante, denominada doença do enxerto contra o hospedeiro. Essa compatibilidade é determinada por um conjunto de genes localizados no cromossoma 6, que preferencialmente devem ser iguais entre doador e receptor.

    A análise de compatibilidade é realizada por meio de testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e do receptor, chamados de exames de histocompatibilidade.

  • Qual é a possibilidade de se conseguir um doador compatível na família?

    Com base nas leis de genética, as chances de um indivíduo encontrar um doador ideal entre irmãos (de mesmo pai e mesma mãe) é de 25% e entre os demais familiares de primeiro grau (pais, tios e primos), é menor que 10%.

  • O que fazer quando não há um doador compatível?

    Quando não há um doador aparentado é feita uma busca nos registros de doadores voluntários. Primeiro no registro nacional e, depois, nos internacionais. Existem cerca de 20 milhões de doadores em todo o mundo. No Brasil, são mais de 3 milhões.

  • Quem pode doar?

    Qualquer pessoa que tenha entre 18 e 54 anos de idade e com boa saúde. Basta procurar um hemocentro e agendar uma entrevista. Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue para reconhecer as características genéticas importantes para a seleção de um doador (HLA). Sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade é verificada. Uma vez confirmada a compatibilidade, o doador será consultado para decidir quanto à doação.

  • Existe um banco de medula?

    Não existe um banco de medula, como acontece com o banco de sangue. O que existe é um registro que reúne informações dos doadores, como nome, endereço, resultado de exames e características genéticas, o Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome), sistema que cruza informações genéticas dos doadores voluntários cadastrados com as dos pacientes que precisam do transplante. Então, quando é verificada compatibilidade, a pessoa é convocada para efetivar a doação. Por isso, é muito importante que o doador sempre mantenha os dados atualizados no cadastro.

  • Como funciona a doação?

    Antes da doação, o doador é submetido a um rigoroso exame clínico para assegurar que a doação não o exporá a riscos. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, como trabalho ou alimentação.

    Existem duas formas de coleta de células e a decisão entre uma e outra é do doador, mas uma das duas formas pode ser sugerida pelo médico do paciente, dependendo da doença apresentada pelo paciente que vai receber o transplante.

    A forma tradicional de coleta é realizada em centro cirúrgico; na maioria dos casos, é aplicada a anestesia geral, com duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções nos ossos posteriores da bacia, sendo aspirado até um volume máximo de 15 ml de medula óssea para cada quilo de peso do doador.

    A coleta mais frequente realizada atualmente, contudo, é a periférica, na qual o doador recebe uma medicação que estimula a proliferação das células tronco e a liberação dessas células para o sangue. Enquanto isso, esse material é coletado por meio de um aparelho especializado para esse procedimento. Nesse tipo de coleta não há necessidade de internação hospitalar ou afastamento das atividades normais do doador.

  • O doador tem algum risco?

    A quantidade retirada não causa nenhum problema e, em poucas semanas, a medula óssea do doador estará totalmente reconstituída.

    Após a doação, podem ocorrer alguns incômodos temporários e facilmente tratados, como dor local, fraqueza e dor de cabeça.

  • Qual é a diferença entre transplante autólogo, alogênico e singênico?

    No transplante autólogo são utilizadas as células do próprio paciente; no alogênico, células tronco de um doador saudável compatível. O termo singênico é utilizado quando o doador é um irmão gêmeo idêntico ao paciente.

  • Como é feita essa escolha?

    A escolha entre os tipos de transplante depende da doença do paciente e dos tratamentos realizados previamente. Em geral, os linfomas e os mielomas podem ser tratados com o transplante autólogo, e as leucemias necessitam de um transplante alogênico.

  • Quantos hospitais existem no Brasil para a realização do Transplante de Medula Óssea?

    São 70 centros para transplantes de medula óssea e 29 para transplantes com doadores não aparentados.

  • Como é feito o transplante?

    Depois de se submeter a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras, que, uma vez na corrente sanguínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, na qual se desenvolvem.

    Durante o período em que essas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ficar internado no hospital, em regime de isolamento.

    Cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos são necessários. Por um período de duas a três semanas, o paciente necessitará ficar internado e, apesar de todos os cuidados, os episódios de febre são muito comuns.

    Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento e monitoramento, só que em regime ambulatorial, sendo necessário, em alguns casos, o comparecimento diário ao hospital-dia até a sua completa recuperação, sendo espaçadas as visitas ao hospital.

    Em geral, os primeiros 100 dias após o transplante são os mais críticos, com necessidade de exames e consultas frequentes.​​​​

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