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O Transplante de Medula Óssea pode ser uma forma de tratamento para mais de 60 doenças. Mas o procedimento ainda gera muitas dúvidas para pacientes e possíveis doadores. Confira o que é mito e o que é verdade

1. A Medula Óssea é a Espinha?
Mito
A Medula Óssea  é um tecido líquido gelatinoso que fica dentro dos ossos. Ela é responsável pela produção das células do sangue - os glóbulos vermelhos, os brancos e as plaquetas. Já a Medula Espinhal é formada de tecido nervoso e ocupa o espaço dentro da coluna vertebral, sendo responsável pela transmissão dos impulsos nervosos a partir do cérebro para todo o corpo.

2. O transplantado tem que ficar isolado de tudo e de todos
 Verdade
O isolamento ocorre no pré e no pós TMO, sendo necessário para a proteção do paciente, que nesta fase do tratamento se encontra vulnerável,  principalmente aos agentes infecciosos. Essa é uma das etapas mais difíceis para os pacientes e familiares, pois exige a conscientização de todos e a participação da equipe multiprofissional da instituição.  A duração do isolamento será uma decisão do médico, dependendo do tipo de tratamento e das condições de recuperação do paciente.

3. Qualquer pessoa pode ser doadora
Verdade
O doador precisa ter entre 18 e 54 anos e boa saúde! Basta procurar um hemocentro e agendar uma entrevista. Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue para reconhecer as características genéticas importantes para a seleção de um doador (HLA). Sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade é verificada. Uma vez confirmada a compatibilidade, o doador será consultado para decidir quanto à doação. Uma vez selecionado, o doador passará por um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde.

4. O Transplante de Medula Óssea é uma cirurgia
Mito
O transplante Medula óssea pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, ou obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical, o tipo de transplante depende da patologia e da indicação médica. A coleta de material medular é feita em centro cirúrgico, sob anestesia e tem duração de cerca de 2 horas. Já a coleta do material por aférese, não necessita de internação ou de anestesia, é um procedimento semelhante a doação de sangue, o material  é coletado da veia do doador após preparo com medicação por 5 dias com o objetivo de aumentar o numero de células progenitoras circulantes no sangue periférico. 

5. A medula óssea só pode ser doada por alguém da família
Mito
Para realizar um transplante de medula  óssea é necessário que haja compatibilidade entre doador e receptor, condição mais esperada entre familiares. Porém quando não são encontrados doadores na família (aparentado), a solução é buscar doadores entre os indivíduos da população ( não aparentado). Desta forma surgiram os registros de doadores de medula óssea, no Brasil o REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) que faz a busca ativa de doadores cadastrados no Brasil e no mundo.

6. Somente as doenças malignas são indicadas para o transplante?
Mito
O transplante de medula óssea pode ser indicado para o tratamento de um conjunto de cerca de 80 doenças, relacionadas com a fabricação de células do sangue e com deficiências no sistema imunológico. Além de ser indicado em vários tipos de tumores, as doenças do sangue como a anemia aplástica grave, outras anemias adquiridas ou congênitas, mielodisplasia, na maioria dos tipos de leucemias, como a mielóide e a linfóide aguda, mieloma múltiplo, linfomas, doenças do metabolismo e  doença auto- imune.

​7. A pele de quem faz o transplante de medula óssea sempre escurece?
Verdade
Existem algumas alterações orgânicas, efeitos da quimioterapia e radioterapia. A pele pode escurecer, assim como as chamadas mucosites - inflamações transitórias nas mucosas, lábios, gengiva, língua e bochechas.  O tempo de recuperação é variável para cada caso, considerando o tipo de patologia, o tratamento e as condições do próprio paciente.

Uma década atrás, a jornada de trabalho costumava terminar no final do expediente. Com a popularização dos smartphones e dispositivos de trocas de mensagens instantâneas, este cenário mudou completamente e está cada vez mais difícil se desconectar da lista de tarefas profissionais. A leitura de um simples e-mail de trabalho durante o jantar ou a revisão de um relatório momentos antes de dormir inibem o descanso físico e mental, contribuindo para o aumento do estresse e a sensação de insatisfação profissional.  

Quando este comportamento se intensifica a ponto de comprometer a qualidade de vida, pode ser caracterizado como o distúrbio emocional - Síndrome de Burnout. Umas das suas principais características é o estado de tensão e estresse crônico, vivenciados em um ambiente de trabalho com condições desgastantes. A síndrome foi denominada pelo psicanalista nova-iorquino Herbert J. Freudenberger na década de 70, após diagnosticá-la em si mesmo. Para esclarecer dúvidas sobre o tema, a psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Camila de Cássia Ribeiro, relata suas principais características. Confira:

- Causas

A Síndrome de Burnout acontece principalmente por razões externas, como um ambiente de trabalho sobrecarregado, que propicia um estresse emocional intenso. Por vezes a pessoa ocupa seu cotidiano com afazeres, tendo pouco tempo livre para atividades prazerosas.

- Sintomas iniciais

Um dos principais sintomas é o esgotamento físico e emocional, que pode ser mais intenso quando potencializado pelo estresse vivenciado no cotidiano. Ao longo do tempo, quando não tratada, a Síndrome de Burnout desencadeia mais sintomas psicológicos negativos como: mudanças bruscas de humor, irritabilidade, agressividade, lapsos de memória, ansiedade, depressão e isolamento social. Já os sintomas físicos podem ocasionar palpitações, sudorese intensa, distúrbios gastrointestinais, pressão arterial alterada e dores musculares.

 - Diagnóstico

O diagnóstico da Síndrome de Burnout pode ser feito a partir do momento em que a pessoa sente que algo não vai bem a sua vida profissional. Há um descontentamento muito grande, atividades antes prazerosas passam a não ter mais importância. A realização profissional é acometida por sentimentos negativos, tudo isso prejudicando a vida pessoal também.  O diagnóstico pode ser feito pelo profissional de saúde mental, como o Psiquiatra ou um Psicólogo.  

- Quem pode ter?

Qualquer pessoa que vivencie um trabalho sobrecarregado, com atividades desgastantes pode sofrer com a Síndrome de Burnout. Podemos citar como exemplo, os profissionais da área da saúde, educação, policiais, advogados, quem faz dupla jornada; que atuam com envolvimento interpessoal direto e intenso, por exemplo. 

- Tratamento

O tratamento da Síndrome de Burnout pode ser feito com um Psiquiatra e uso de medicações, quando necessário, e também com Psicoterapia. É importante incluir no cotidiano a atividade física, ter uma alimentação saudável e buscar por momentos de lazer e relaxamento. 

A prática de atividade física combinada com uma alimentação adequada são bons aliados para uma vida com mais qualidade, refletindo de forma positiva no físico e emocional. Lembrando que isso não quer dizer que pessoas com esse estilo de vida estão livres da Síndrome de Burnout, mas, têm menos risco de desenvolver o distúrbio. 

Chegou a hora de procurar um Geriatra?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde

Envelhecer de maneira saudável tem sido uma preocupação crescente da maioria das pessoas. Mas você sabe quando é a hora de procurar um Geriatra e como este especialista pode ajudar na saúde do idoso? Segundo dra Aline Thomaz, médica geriatra na Rede de Hospitais São Camilo de SP, quando a pessoa a partir dos 60 anos deseja se preparar para um envelhecimento ativo e saudável e não dispõe de um bom clínico geral, a busca por um profissional geriatra deve ser a mais precoce possível.

"O geriatra cuida dos aspectos físicos, mentais e psicossociais do idoso. Este profissional deve ser procurado ainda quando forem levantadas dúvidas como: que tipo de médico devo procurar para tratar este sintoma? Ou ainda, "não aguento mais ir a tantos médicos, será que não há um médico que resolva a maior parte dos meus problemas?" Para estas questões a resposta será: Procure um geriatra!", afirma a médica.

Importante lembrar que a Geriatria abrange desde a promoção de um envelhecer saudável até o tratamento e a reabilitação do idoso. O processo de envelhecimento impacta no comportamento do organismo, demandando abordagens diferenciadas, assim como crianças e jovens apresentam especificidades que são tratadas pelo pediatra.

Por isso, a consulta ao geriatra contempla escalas e testes dentro de uma Avaliação Geriátrica Ampla, o que torna a consulta mais demorada. Neste momento é importante que o paciente tire todas as suas dúvidas sobre o que fazer para ter um envelhecimento melhor, mais ativo e com menos limitações. "Normalmente os pacientes têm dúvidas de prevenção em relação a doenças como o câncer, Parkinson e Alzheimer, prática de exercícios físicos e preocupações com a memória", reforça a geriatra.

Durante a consulta o objetivo do médico geriatra é detectar as incapacidades e fazer o planejamento terapêutico e de reabilitação. O profissional deve focar não só o diagnóstico e tratamento de doenças específicas, mas principalmente a manutenção e recuperação da capacidade funcional do idoso. Muitas vezes o geriatra irá atuar em conjunto com uma equipe multidisciplinar: gerontólogo, enfermeira, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, nutricionista, além das demais especialidades médicas clínicas e cirúrgicas.

Dicas para viver bem durante o processo de envelhecimento

  • Realize consultas médicas pelo menos uma vez ao ano
  • Faça os exames de forma regular conforme indicação do médico
  • Tenha uma vida social ativa, ou seja, mantenha convívio com outras pessoas
  • Seja positivo em relação à vida e a si próprio
  • Mantenha-se fisicamente ativo
  • Ajude os outros (o voluntariado é uma ótima opção)
  • Durma o suficiente para sentir-se disposto no dia seguinte e não cansado ou sonolento durante o dia
  • Desenvolva habilidades para o melhor enfrentamento dos problemas

Durante todo o ano, mas principalmente no inverno, os prontos-socorros ficam lotados. A demanda aumenta por conta de problemas respiratórios e alérgicos, além de casos que poderiam esperar por uma consulta médica. Mas como saber qual serviço procurar? Dr. Rafael Moraes, Coordenador Médico no Pronto-Socorro do Hospital São Camilo, Unidade Pompeia, dá dicas de como usufruir melhor destes dois tipos de serviços médicos. Lembrando que situações com risco à vida devem ser tratadas no Pronto-Socorro e já aquelas doenças mais crônicas podem ser direcionadas para o ambulatório.

"As pessoas devem procurar por um Pronto-Socorro em todos os casos de urgência e emergência, ou seja, em todas as situações de condições denominadas agudas. Pode ser um sintoma novo como uma dor no peito, dor de cabeça ou uma falta de ar súbita em pessoas com problemas respiratórios, por exemplo. Qualquer sintoma diferente, de início súbito, deve ser primeiramente investigado no Pronto-Socorro para que sejam descartadas patologias mais graves com risco à vida. Em todas estas situações é necessário procurar um Pronto-Socorro para que a equipe médica faça o rápido diagnóstico e tratamento adequado para os problemas de saúde", orienta o médico.

Já os casos de doenças crônicas de evolução lenta e duração prolongada, podem ser tratados e direcionados para ambulatórios e consultas médicas. Nos ambulatórios também são atendidos os casos de doenças que ainda estejam em investigação, mas que já foram descartados riscos à vida em relação aos sintomas apresentados. Geralmente, após uma consulta no Pronto-Socorro, as pessoas são orientadas a realizarem exames de imagem e laboratoriais e então encaminhadas para continuação da investigação e do tratamento nas consultas nos centro médicos.

"É muito comum as pessoas procurarem o Pronto-Socorro apenas para realização de exames de rotina. Porém,  o trabalho da equipe de plantão no PS deve ser o de orientação e direcionamento dos pacientes para continuação do tratamento nos centro médicos ambulatoriais. A consulta de Pronto-Socorro é direcionada para a queixa principal do paciente e os exames solicitados visam ao alívio dos sintomas e eliminação de problemas que causem risco à vida das pessoas", explica dr. Rafael.

É importante lembrar que os profissionais são treinados para a rápida identificação e tratamento dos problemas graves, e esta agilidade pode ser interpretada como falta de atenção. O papel de um serviço de Urgência e Emergência deve ser o de tratar rapidamente os pacientes, além de direcioná-los corretamente para o tratamento integral  nos ambulatórios médicos. 

Diferenças entre Urgência e Emergência e casos mais comuns

Urgência: quando ocorrem situações imprevistas de agravamento da saúde, com ou sem risco potencial à vida, sendo necessária assistência médica imediata. Está ligada a percepção de bem-estar do próprio paciente. Os casos mais comuns são sintomas respiratórios como gripes, dor de cabeça, sinusites, tosse, dor de garganta e também sintomas gastrointestinais como dor de barriga, náuseas e vômitos.

Emergência: constatação médica de agravamento da saúde com risco iminente de vida ou  sofrimento  intenso. Está ligada a percepção médica. Os casos mais graves atendidos estão relacionados à traumatismos como acidentes, fraturas e quedas, problemas cardíacos como o infarto e problemas neurológicos como o acidente vascular cerebral, mais conhecido como derrame.

Lembre-se:

- Ao identificar alguma urgência ou emergência de saúde procure imediatamente um Pronto-Socorro.

- Geralmente a consulta de Pronto-Socorro é direcionada para alívio imediato dos sintomas e identificação do risco à vida sendo que, muitas vezes, não há possibilidade de retorno e acompanhamento com o mesmo médico que fez o primeiro atendimento.

- Considera-se importante a criação de vínculo e confiança entre o paciente e o médico para que os problemas crônicos sejam investigados e tratados mais rapidamente e de maneira geral e completa.

- Para o atendimento de rotina, a consulta ambulatorial é o melhor ambiente para acompanhamento e investigação minuciosa dos problemas de saúde. 

Os eletrônicos estão fazendo mal às crianças?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde

Quem vive com crianças em casa sabe que os dispositivos digitais, seja a televisão, vídeo game, computador ou celular, fazem parte constante da rotina deles. A influência da tecnologia, inclusive em bebês com menos de um ano, tem modificado as formas de aprendizado e os tipos de brincadeiras.

Um exemplo simples é que mesmo antes da alfabetização muitas crianças manuseiam smartphones e tablets com bastante desenvoltura, escolhendo o conteúdo que desejam assistir ou brincar. Mas essas práticas digitais atuais podem gerar algum "risco" para a infância? Como saber o limite de uso?

Segundo Rita Calegari, psicóloga na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o recurso digital é valioso e complementa a educação, mas não é a educação em si. "Pais devem usar estes dispositivos complementando-os com outros, em que a totalidade de habilidades da criança seja estimulada", afirma a psicóloga.

Quando o tempo destinado a tecnologia é muito grande, é preciso ficar atento, já que os aparelhos não proporcionam o desenvolvimento de determinadas práticas, e pode comprometer o uso do próprio corpo, olfato, interação social e percepção do ambiente.  "A criança necessita explorar diversas ferramentas para um bom aprendizado, que envolve não apenas a tarefa em questão, mas habilidades complementares" complementa Rita.

Já do ponto de vista físico,  dr. Leandro Gregorut, ortopedista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, alerta que "o uso indiscriminado dos eletrônicos faz com que as crianças deixem de desenvolver habilidades neuromotoras tais como equilíbrio, força, propriocepção (percepção espacial do seu próprio corpo), noção de tempo, espaço, velocidade e agilidade física, interação social e habilidade sócio-cognitivas para resolverem conflitos e situações adversas".

Sinais de que o uso de eletrônicos está excessivo

Algumas características mostram quando o tempo dedicado aos dispositivos digitais não está saudável. "A baixa interação social e isolamento, a criança não aceitar novas propostas de aprendizado e recusar a  participação em atividades sociais são algumas das características que comprometem o desenvolvimento da inteligência emocional infantil. Além disso, o consumo excessivo de eletrônicos faz com que a criança esteja sempre em busca de mais tecnologia, tal como um vício, há sempre uma novidade a ser consumida", pontua a psicóloga Rita.

As sequelas podem não ser apenas comportamentais, mas também físicas, como explica o dr. Leandro. "A postura da criança fica alterada, com ombros para frente, coluna curvada, presença de fraqueza para realizar pequenas atividades do dia a dia e até  falta de fôlego. A longo prazo há um aumento da chance de desenvolver obesidade infantil e dores nos joelhos, coluna e quadris por encurtamento e fraqueza muscular".

O equilíbrio é a palavra-chave

Após notar que a criança apresenta traços de uso excessivo de eletrônicos, é possível encontrar um equilíbrio sem precisar proibir totalmente seu uso, revendo alguns hábitos, por exemplo. Os pais ou cuidadores precisam estabelecer regras e monitorar para que elas sejam aplicadas e cumpridas.  É necessário propor atividades alternativas que sejam interessantes para a criança e envolvam os pais, valorizando a relação afetiva. E acima de tudo, checar se o "mau exemplo" não vem dos próprios pais, que podem estar viciados na tecnologia a ponto de não perceber o uso abusivo da mesma", sugere a psicóloga.

Dr. Leandro também lembra de como é importante incentivar a prática diária de atividades físicas e monitorar a postura para evitar lesões futuras "O ideal é que a criança esteja sentada com a coluna lombar e a dorsal apoiada tendo  um suporte para os cotovelos. A posição sentada no chão com as pernas cruzadas, sem apoio nenhum para as costas ou deitada não são recomendadas"

E a dúvida mais importante, há um limite ideal para o uso dos dispositivos digitais? "Não há uma regra para isso mas acredito que deva ser como todo exercício ou prática de atividade física saudável, portanto não deve passar de duas horas consecutivas, sem descanso ou pausa para alongar e andar" conclui o ortopedista.​​

Escolha o calçado adequado para a saúde dos seus pés

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde

​​Os pés recebem todo o impacto da nossa rotina e são arduamente exigidos durante o dia. Por isso, cuidar bem da saúde dos pés e saber escolher o calçado adequado ajuda a evitar problemas futuros para os pés e para a estrutura do corpo.

Segundo dr. Leandro Gregorut Lima, ortopedista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, normalmente o calçado inadequado acaba prejudicando os pés, causando inflamações e tendinites. "O calçado inadequado pode também afetar os joelhos, quadris e coluna, pois a pisada errada faz com que as estruturas articulares acima dos pés tenham que se adaptar ao movimento errado para poder executá-lo", explica o médico. 

Alguns tipos de sapatos acabam favorecendo determinados problemas. Por exemplo, os sapatos de bico fino, favorecem o aparecimento de joanete – saliência óssea que se forma na articulação na base do dedão. Isso porque o bico fino pressiona e espreme o dedão do pé em direção ao segundo dedo, causando a deformidade, inflamação e dor.

O uso de sapatos com salto costuma aumentar a pressão sobre o peito do pé, causando uma inflamação que fica sensível e piora com o uso do salto alto. Já os sapatos baixos, como as rasteirinhas e chinelos, por não terem amortecimento facilitam a inflamação dos tecidos que ficam embaixo do calcanhar, o que causa uma dor pontual no osso que forma o calcanhar. "Classicamente as pessoas lembram do esporão de calcâneo que pode causar uma inflamação com o uso excessivo dos sapatos baixos", explica o ortopedista.

Mesmo o tênis consi​derado confortável, se estiver com o amortecimento vencido pode causar inflamações na planta do pé ou no osso do calcanhar, caso seja usado para a prática de exercícios de impacto, tais como a corrida. Até mesmo a sandália Croc, um calçado macio que não prende a parte posterior do calcanhar favorece a inflamação do Tendão de Aquiles, por exemplo.

"Não existe o calçado certo, o que existe é o sapato certo para a atividade que será desenvolvida, pois cada pessoa tem um calçado ideal e um modelo que seria prejudicial. Por exemplo, quem está acima do peso teria que usar um calçado com amortecimento bom e evitar rasteirinhas e salto alto. Quem faz atividade física, tem que passar em um médico ortopedista para analisar seu tipo de pisada e decidir se compra um tênis para pisada neutra, supinada ou pronada, e não escolher simplesmente o tênis mais colorido ou bonito", alerta dr. Leandro.

Da mesma maneira, quem tem Diabetes, por exemplo, recomenda-se um sapato bem macio e confortável sem costuras internas para não aumentar a chance de lesão por compressão. Assim como quem fica muito tempo em pé não deve usar sapato alto, pois aumenta a chance de inflamação nos ossos dos pés e quem é sedentário tem que usar sapatos com fixação do calcanhar, pois provavelmente tem a musculatura fraca que favorece as torções de tornozelo.

"Na hora de escolher um calçado a primeira questão que precisa ser levada em consideração é a finalidade e depois a qualidade do calçado, pois vale a pena pagar um pouco mais caro por algo que traga mais conforto e durabilidade. Caso a pessoa tenha alguma necessidade especial ou alguma dúvida, deve procurar um ortopedista, que o auxiliará na escolha do calçado adequado", finaliza o médico.

Dicas para relaxar os pés no final do dia

- Faça imersão em água morna

- Passe a planta do pé descalço em cima de uma bolinha de tênis com movimentos de ida e volta ou em uma garrafa com água congelada

- Faça massagem manual com o uso de algum creme hidratante​

Você sofre de Ansiedade

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde

Nervosismo, irritabilidade, dificuldade de concentração, preocupação exagerada, medo constante, sensação de que algo ruim vai acontecer e descontrole sobre os próprios pensamentos. Estes são alguns sintomas causados pela Ansiedade, que num grau mais elevado pode se tornar uma doença e até mesmo desenvolver fobias e transtornos psicológicos.

Segundo Luciana Jamas dos Santos, psicóloga na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Unidade Santana, a Ansiedade é uma emoção inerente ao ser humano, que vem associada a momentos de incerteza, insegurança e situações de risco. "A Ansiedade é um mecanismo de defesa do organismo, que desempenha uma função importante na nossa vida e faz com que a pessoa busque acertar e se empenhar para fazer o melhor. A ansiedade torna-se uma doença quando seus níveis aumentam e as sensações de incerteza e insegurança ficam desproporcionais a realidade, chegando ao ponto de prejudicar a execução das atividades do dia a dia", alerta a psicóloga.

Inclusive alguns transtornos psicológicos como o Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC), a Síndrome do Pânico e o Transtorno de Estresse Pós Traumático e algumas fobias, são doenças que estão associadas à Ansiedade. "Fisicamente a ansiedade se manifesta com tremores, sudorese, aumento dos batimentos cardíacos, tontura, falta de ar, dores no peito e na cabeça e tensão muscular. Para aliviar estes sintomas físicos, recomenda-se técnicas de relaxamento, atividade física, yoga e massagem que podem auxiliar no controle da ansiedade."

A Ansiedade atualmente pode estar relacionada com diversos fatores, como por exemplo, jornadas longas de trabalho associadas a períodos intensos de estresse e pressão, após eventos traumáticos e estressantes ou após ou durante processos de adoecimento. Tanto os fatores externos quanto hormonais, deixam as mulheres mais suscetíveis à Ansiedade. "As mulheres podem estar mais suscetíveis à ansiedade, devido à maiores oscilações de níveis hormonais no organismo e também ao fato das mulheres executarem múltiplas tarefas, muitas vezes sendo exigidas de forma intensa no ambiente profissional e também pessoal", completa Luciana.

Vale alertar ainda que a Ansiedade e a Depressão são problemas diferentes, mesmo sendo comum que em quadros depressivos, a pessoa apresente sintomas de ansiedade associados. "Enquanto a ansiedade é uma emoção inerente ao ser humano, a depressão é um adoecimento em que estão presentes sintomas de tristeza, falta de esperança, desespero e desânimo. Ao notar os sintomas mais intensos da Ansiedade é necessário procurar acompanhamento médico e psicológico para auxílio no controle dos sintomas. Além disso, somente um médico poderá recomendar tratamentos com psicofármacos e medicamentos ansiolíticos", conclui a psicóloga.​

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: