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Dor de cabeça: quando procurar um médico?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde, Curiosidades

Após estudos recentes, divulgados em março de 2018, a dor de cabeça foi classificada pela Organização Mundial da Saúde como uma das dores mais incapacitantes. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia cerca de 70% da população do país sofre do problema com frequência.

A intensidade ou região afetada é diversa, assim como suas causas. Uma noite mal dormida, picos de estresse ou desiquilíbrios hormonais são fatores recorrentes. Os tipos mais comuns de dor de cabeça são enxaqueca com e sem aura (com sintomas visuais e sensitivos - ou sensibilidade à luz e barulho), cefaleia tensional (excesso de tensão nos músculos do pescoço e da cabeça, que ficam junto ao crânio) e cefaleia cervicogênica (causada por hérnia de disco, artrose, problemas posturais ou excesso de contratura muscular, motivado por estresse e ansiedade).

Segundo o neurologista atuante na Rede de Hospitais São Camilo de SP, Dr Fabiano de Moraes, é fundamental procurar orientação médica quando a dor de cabeça for súbita, quando for extremamente intensa ou quando ela se torna diária ou progressiva (cada vez pior e mais frequente).

Também é fundamental estar atento a outros sintomas associados a ela, como visão dupla, desequilíbrio, fraqueza ou dormência de algum lado do corpo, além de febre e perda de peso. "São considerados sintomas preocupantes que devem motivar a busca imediata de um melhor diagnóstico", esclarece o neurologista.

Tomar analgésicos com frequência também é um sinal de alerta. "Os analgésicos quando tomados mais de duas vezes na semana, podem fazer o papel contrário do esperado. Eles pioram a dor em vez de melhorá-la. Isso acontece porque os medicamentos acabam sensibilizando mais o cérebro permitindo que a dor se torne crônica", finaliza Dr. Fabiano.


O Transplante de Medula Óssea é uma opção de tratamento para diversas patologias como Anemia Aplástica, Mielodisplasias, Mieloma Múltiplo, Linfomas e em alguns tipos de leucemias. Ser Doador de Medula Óssea é um gesto bastante nobre, que pode salvar a vida de muitas pessoas. No entanto, para tornar-se um doador é preciso cumprir alguns requisitos.  Por isso, a Dra Iracema Esteves Lopes, hematologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, esclareceu abaixo dúvidas importantes. Confira:

- Quem pode doar  Medula Óssea?

É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade. Estar em bom estado geral de saúde. Não ter doença infecciosa ou incapacitante. Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

- Existe um banco de Medula Óssea? O que fazer para se voluntariar?

Diferente da doação de sangue, onde o material coletado fica armazenado e é distribuído conforme a necessidade dos hospitais, na doação de medula óssea, é coletada uma pequena amostra de sangue para armazenar os dados do doador. Quando os dados entre pacientes e doadores são compatíveis, o doador é chamado para fazer a doação. Para ser um doador é preciso cadastrar-se no Redome - Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (http://redome.inca.gov.br/) e escolher o Hemocentro mais próximo para fazer a coleta da amostra.

- Quais são os tipos de procedimento para realizar a doação?

Existem duas formas de coleta de células e a decisão entre uma e outra é do doador, mas uma das duas formas pode ser sugerida pelo médico, dependendo da doença apresentada pelo paciente que vai receber o transplante.

A forma tradicional de coleta é realizada em centro cirúrgico. São realizadas múltiplas punções nos ossos posteriores da bacia, sendo aspirado até um volume máximo de 15 ml de medula óssea para cada quilo de peso do doador.

A coleta mais frequente realizada atualmente, contudo, é a periférica, na qual o doador recebe uma medicação que estimula a proliferação das células tronco e a liberação dessas células para o sangue. Enquanto isso, esse material é coletado por meio de um aparelho especializado para esse procedimento. Nesse tipo de coleta não há necessidade de internação hospitalar ou afastamento das atividades normais do doador.

- O processo de doação é doloroso?

Não costuma ser doloroso. Quando é feito o procedimento cirúrgico o doador recebe anestesia.

- O doador corre algum tipo de risco?

A doação é bastante segura. Não costuma haver riscos importantes durante o procedimento. Os hematologistas explicarão cada processo e possíveis complicações, como dor local leve, quando a doação for requerida.

- É necessário fazer algum procedimento antes ou após a doação?

Antes da doação é preciso passar por avaliação médica. É checada a Compatibilidade HLA (para conferir se o doador e receptor possuem compatibilidade sanguínea). Além de exames de sorologias infecciosas. Após a doação é recomendado manter uma rotina mais leve por um ou dois dias.

- Quantas vezes são possíveis doar medula  óssea? Há um intervalo necessário entre as doações?

Segundo o próprio Redome, a medula se recompõe rapidamente, assim, é possível realizar uma nova doação, sem prejuízo à saúde. É recomendado que a segunda doação ocorra após seis meses da primeira. Se possível, utilizando um método de coleta distinto.

- E em algum momento paciente e doador se conhecem?

Não, é obrigatório resguardar a identidade tanto do doador quanto do receptor.

 

 


Como evitar e tratar a indigestão?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde

A sensação de indigestão, tecnicamente nomeada de dispepsia, é caracterizada pela digestão lenta e difícil dos alimentos. É uma doença crônica benigna e geralmente aparece em períodos de maior estresse e também está relacionada à má alimentação ou excesso alimentar. Pode ser frequente também em pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos, sofrem com alcoolismo e tabagismo. Para esclarecer dúvidas sobre a indigestão, o proctologista Dr. Alexander de Sá Rolim, atuante na Rede São Camilo SP, pontuou informações importantes sobre a doença. Confira a seguir:

- Características e sintomas

Os sintomas da indigestão estão relacionados ao aparelho digestivo alto. Normalmente são caracterizados por dor na região do abdome superior, queimação, sensação de plenitude rápida pós-refeição, queimação atrás do peito, dificuldade ou dor para engolir, azia, arrotos e soluções excessivos, e em casos mais extremos, náuseas e vômitos.

- Tipos de Indigestão

Há alguns tipos de doenças que causam a sensação de indigestão. Elas fazem parte de três categorias diferentes. Entre elas estão a Digestivas pépticas: refluxo, úlceras e gastrites. As Digestivas não pépticas: tuberculose, doença de crohn, neoplasias e doença celíaca. E as Não digestivas: doenças metabólicas, diabetes, problemas na tiroide, hiperparatiroidismo, doença coronariana, uso frequente de medicamentos (antinflamatórios e antibióticos) e doenças psiquiátricas (ansiedade, depressão, pânico, distúrbios alimentares).

- Tratamentos

O tratamento varia com a intensidade e gravidade do quadro clínico. As principais orientações são evitar os alimentos que provoquem indigestão, mastigar bem durante as refeições, aumentar o número de refeições e diminuir a quantidade de comida ingerida, cessar o tabagismo, reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e café, evitar analgésicos e antinflamatorios e melhorar qualidade de vida, praticando atividade física e lazer. Além disso, existem medicamentos para diminuir a quantidade de ácido no estômago e diminuir o tempo de esvaziamento gástrico, que devem ser prescritos por médico.

- Complicações

Quando for persistente a indigestão pode levar a algumas complicações como emagrecimento inexplicado, anemia, sangramento digestivo, vômitos persistentes, entre outras sequelas.

- Riscos da automedicação

Muitas vezes quando o paciente apresenta sintomas de indigestão frequentes pode sugerir uma doença mais grave, como um tumor maligno. O câncer em si não é uma doença causada pela indigestão, mas por se situar no estômago pode apresentar sintomas semelhantes. A automedicação pode mascarar os sintomas momentaneamente e adiar o diagnóstico, diminuindo as chances de sucesso no tratamento.  Se o incomodo for persistente, é fundamental a busca de um especialista. 

Formado pelos rins, bexiga, ureteres e uretra, o sistema urinário é responsável pela eliminação de substâncias em excesso ou indesejáveis do organismo através da urina. Doenças nesses órgãos podem trazer bastante desconforto e se não forem tratadas corretamente podem gerar sérios problemas de saúde.

Hábitos saudáveis, visitas regulares ao urologista e estar atento aos sintomas podem ajudar a prevenir ou auxiliar no diagnóstico precoce de doenças do aparelho urinário. Dr Caio Cintra, urologista na Rede São Camilo SP, elencou as características e sintomas das 3 doenças urológicas mais comuns em homens e mulheres. Confira:

Infecção urinária

A doença é causada quando bactérias entram no fluxo urinário pela uretra e se multiplicam na bexiga. As mulheres tem mais chance de ter a doença ao longo da vida. Seus principais sintomas são ardência ao urinar; vontade frequente e intensa de urinar, mas sai pouca urina; tons avermelhados ou escuros na urina; dores na região pélvica e em alguns casos febre. Infecção urinária febril em crianças e em homens é sempre motivo de investigação, pois se relacionam constantemente a problemas urológicos significativos.

Prevenção: Algumas pessoas possuem mais predisposição para a doença, no entanto, são recomendados cuidados diários com a higiene dos órgãos genitais.

Tratamentos: É recomendado beber bastante água e buscar recomendação médica para realização de exames e prescrição de remédios se necessário.

Cálculo renal

Popularmente conhecida como pedras nos rins, a doença é bastante frequente e pode ser causada pelo acúmulo de sais na urina, consumo excessivo de sal, falta da ingestão de água, dieta rica em gordura ou proteína.

Seus sintomas são dores intensas na parte lateral-inferior das costas, urina escura, dor para urinar e em alguns casos, vômitos. Quando associada à infecção urinária, necessita de tratamento imediato devido aos graves riscos à saúde, podendo levar ao óbito.

Prevenção: Beber bastante água, evitar sal e carne vermelha.

Tratamentos: O tratamento irá depende do tamanho e localização do cálculo renal e da fase da doença. Somente um especialista poderá indicar a melhor opção. Seja uma terapia medicamentosa ou procedimento cirúrgico.

Disfunções miccionais e incontinência urinária

Alterações funcionais da bexiga podem surgir em todas as fases da vida. Seus sintomas podem surgir como dificuldade para urinar ou diferentes quadros de incontinência urinária. A doença pode trazer consequências no bem estar do paciente, como isolamento social e comunitário, depressão, e até o risco de graves problemas renais.

Embora a incontinência urinária de esforço (escape da urina ao fazer movimentos como agachar, levantar peso etc.), em mulheres, seja sua forma provavelmente mais conhecida, sua relação com o diabetes, o envelhecimento e os problemas causados pelas doenças da próstata também são bastante importantes e conhecidos.

Prevenção: Atividades físicas que exercitem o assoalho pélvico; não segurar a urina por muito tempo, indo ao banheiro sempre que necessário; tratamento da prisão de ventre e do diabetes, perda de peso e ingestão hídrica em volume e horários adequados.

Tratamentos: Os tratamentos podem ser terapias medicamentosas, físicas (fisioterapia) e cirurgias minimamente invasivas.

Com os avanços da medicina, tecnologia e políticas públicas voltadas à saúde, a longevidade da população é cada vez maior. Atualmente, a expectativa de vida do brasileiro é de 75 anos. Entre 1940 e 2016 a expectativa aumentou em mais de 30 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para viver a terceira idade com qualidade é importante desenvolver bons hábitos ao longo da vida. Praticar atividade física regular, alimentar-se de maneira equilibrada, evitar o uso frequente de álcool e cigarro, dormir bem e fazer visitas ao médico e exames periódicos são alguns desses hábitos determinantes. No entanto, a Dra Aline Thomaz, geriatra na Rede São Camilo SP, explica abaixo como essas práticas ajudam a envelhecer bem e de forma feliz. Confira!

Cuidar da Saúde Mental para envelhecer feliz

O envelhecimento ativo e saudável está dentro de um tripé básico: exercícios físicos, alimentação saudável e diminuição do estresse psicológico. Para preservar a sua saúde mental na velhice, é importante que o adulto cultive um círculo de amizades, desenvolva atividades sociais e contribua para a sociedade - hábitos que deverão ser preservados na fase do envelhecimento. Exercitar os neurônios sempre favorecerá a longevidade mental. Superar problemas psicológicos através de psicoterapia também leva a ganhos cognitivos, pois contrabalança o prejuízo ocasionado por condições adversas à saúde mental, como o estresse, ansiedade, fadiga e depressão, sedentarismo, tabagismo, poucas horas de sono e má alimentação.

Comer bem = Envelhecer bem

Sempre que possível deve-se dar preferência a alimentos orgânicos e pouco processados industrialmente. Caprichar no consumo de legumes, verduras, grãos integrais e preferir carnes magras. Independente da idade, mas, especialmente entre as pessoas idosas, devemos evitar exageros principalmente nos doces, salgadinhos, massas em geral, produtos industrializados e refrigerantes. É também importante não embarcar em "dietas da moda" sem consultar um médico nutrólogo ou nutricionista. E para quem é portador de doenças como a diabetes e hipertensão arterial, a orientação nutricional é imprescindível.

Atividade física: nunca é tarde para começar

Nunca é tarde para iniciar ou retomar a prática de exercícios físicos. Eles são sempre efetivos na prevenção de doenças, além de propiciar melhor qualidade de vida e bem-estar ao idoso. 
Mesmo atividades não sedentárias que movimentam o corpo, como jardinagem, caminhadas leves, arrumação da casa dentre outras, ajudam a manter a boa saúde na velhice. 
Hoje, sabe-se que uma carga de exercícios físicos regulares de cerca de 150 minutos por semana, divididos em 3 sessões de 50 minutos ou 5 vezes de 30 minutos intercalados, é algo muito benéfico para a saúde física e mental para os idosos.

Cuidando da pele

Os cuidados com a pele devem ser iniciados desde a infância, com o uso sistemático de protetor solar, especialmente em horários entre as 10h e 16 h, para inibir a ação dos raios ultravioleta, responsáveis pelo câncer de pele e retardar os sinais do fotoenvelhecimento. Outros cuidados devem ser constantes durante toda a vida: evitar banhos muito quentes,  beber água, chás e sucos naturais, evitar o álcool e o cigarro, manter a pele bem hidratada, se necessário fazendo uso de hidratantes corporais.

Mais cuidados, menos remédios

É possível e muito desejável que o indivíduo tenha hábitos e condutas que lhe proporcionem uma melhor qualidade de vida na velhice e, consequentemente, diminuam a necessidade de recorrer a vários medicamentos quando se tornar idoso. Nunca é demais repetir, a alimentação saudável, as atividades sociais, não fumar e os exercícios físicos regulares são fundamentais para que se mantenha uma boa saúde ao longo de todo o ciclo de vida. 

Muitas pessoas apesar de apresentarem um peso corporal considerado equilibrado, possuem um índice alto de gordura no corpo, gerando riscos a sua saúde assim como quem é diagnosticado com obesidade. Popularmente esse grupo de pessoas é chamado de "falsos magros" ou "obesos ocultos".

Essa realidade tem gerado o debate sobre a avaliação isolada do IMC (Índice de Massa Corporal), calculado através da divisão do peso em quilos pela altura em metros elevada ao quadrado. "Apesar de ser o indicador mais usado para diagnóstico de sobrepeso e obesidade, por ser simples e prático, sua principal limitação é não diferenciar massa gorda de massa magra. Independentemente dos valores de IMC, os indivíduos com excesso de gordura corporal têm um alto grau de desregulação cardiometabólica, que está associada a aumento de morbidade e mortalidade" analisa a endocrinologista atuante na Rede São Camilo, dra Cristiane Lauretti.

Por isso, especialistas têm sugerido que a obesidade seja analisada baseada na adiposidade, e não no peso corporal "Independentemente do peso ou do IMC, o excesso de gordura em adultos está associado a alterações metabólicas como aumento do nível de triglicérides e glicemia de jejum, redução do HDL-colesterol e aumento de LDL-colesterol e aumento da pressão arterial, ocasionando, portanto, risco elevado de doenças cardiovasculares" observa dra Cristiane.

Para esclarecer o tema, a dra Cristiane Lauretti tirou as principais dúvidas sobre Obesidade Oculta e o excesso de gordura corporal. Confira:

- Riscos do Excesso de Gordura Corporal

O excesso de gordura corporal está associado à resistência à insulina e inflamação sistêmica crônica de baixo grau. O número elevado de adiposidade é uma fonte de moléculas inflamatórias que podem perturbar o metabolismo da glicose e contribuir para o desenvolvimento da resistência à insulina. Por sua vez, a resistência à insulina influencia o armazenamento de gordura. Ocorre um ciclo vicioso em que o acúmulo de gordura e suas consequências iniciais se alimentam, impulsionando a desregulação metabólica.

- Índice de Massa Corporal (IMC) não deve ser a única medida 

A avaliação isolada do IMC para diagnóstico de obesidade pode classificar erroneamente até 50% de pacientes com excesso de gordura corporal, segundo estudos recentes. Desta forma, confiar apenas no IMC pode ter sérias implicações em nossa capacidade de dimensionar o problema e, portanto, na capacidade de tratar adequadamente suas conseqüências.

- Alimentação ruim e sedentarismo versus Peso equilibrado

Algumas pessoas tem a capacidade de manter um peso reduzido por muitos anos, sem ter nenhuma doença. Uma hipótese para explicar esta condição é a genética, alguns genes envolvidos no balanço energético, diferença entre as calorias ingeridas e as utilizadas, causariam um equilíbrio negativo e capacidade reduzida de acumular gordura no corpo. É possível que eles também estejam associados à utilização maior de gordura do que de carboidratos como fonte de energia.

- A importância da Alimentação equilibrada

A manutenção de um equilíbrio de calorias ao longo do tempo é importante para conservar um peso saudável. Consumo excessivo sustentado de calorias gera acumulo de gordura corporal e leva à obesidade, associada ao maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Prevenção é o fator fundamental. Recomenda-se priorizar alimentos que trazem benefícios à saúde.  

- Medição ideal da gordura corporal

Os métodos usados para quantificar a quantidade de gordura corporal incluem impedância bioelétrica, pletismografia hidrostática, técnicas de diluição de isótopos, absorciometria de raios X duplo (DXA), método de dobras cutâneas, e outros, sendo o DXA um dos métodos mais precisos para medir o total gordura corporal e massa magra diretamente.  Estudos epidemiológicos também demonstraram que a estimativa da gordura central por meio de medidas da circunferência da cintura e relação cintura-estatura pode ser útil na avaliação do risco relacionado à adiposidade.


5 dúvidas sobre cirurgia de prótese de joelho

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde

O desgaste do joelho, também conhecido como artrose, consiste na perda da camada de cartilagem que reveste a superfície articular do fêmur, da tíbia e da patela, ossos que em conjunto compõem a articulação do joelho.

Em muitos casos são indicados os tratamentos medicamentosos e fisioterápicos. No entanto, em circunstâncias mais graves, surge a necessidade da Cirurgia de Prótese de Joelho para melhorar a qualidade de vida do paciente.

Escolher por um procedimento cirúrgico como tratamento pode gerar incerteza em alguns pacientes. Por isso, o ortopedista Dr. Leandro Gregorut, atuante na Rede São Camilo de SP, esclarece 5 principais dúvidas sobre a Cirurgia de Prótese de Joelho. Confira a seguir:

 

1 - Quais as principais causas da artrose?

· Artrite reumatoide ou artrites em geral – são inflamações crônicas nas articulações causadas por doença autoimune.

· Sequela de trauma com deformidades – são sequelas adquiridas nos joelhos e proveniente ou não de cirurgias.

· Desgaste idiopático - sem motivo aparente é um desgaste que acontece com o avanço da idade.

· Uso indevido com excesso de impacto – tipo de desgaste proveniente de treinamento inadequado em quantidade ou intensidade.

· Obesidade - alguns trabalhos demonstram que pacientes que estão acima do peso tem uma maior propensão a ter artrose nos joelhos, tanto pelo aumento do desgaste causado pelo impacto mecânico nos joelhos, quanto pela deficiência de uma enzima que protege a cartilagem das articulações e também está associada à obesidade.

2 - Em quais casos é indicada a cirurgia de prótese de joelho?
A prótese de joelho ou autoplastia total do joelho é indicada quando há falha do tratamento conservador, principalmente nos casos em que o desgaste da articulação (artrose) está avançado, causando dor, perda da capacidade de andar ou de realizar as atividades de vida diária.

3 - É uma cirurgia simples? Quais os principais riscos?
É uma cirurgia complexa, mas muito segura. As técnicas atuais de cirurgia, os materiais utilizados (implantes ortopédicos) e as técnicas de anestesia evoluíram muito nos últimos anos, tornando a cirurgia segura e rápida. Os principais riscos desta cirurgia é a Trombose Venosa Profunda – que pode ser evitada com medicação e cuidados no pós-operatório e a infecção tardia – que apresenta uma taxa muito baixa de incidência, normalmente menor que 1% dos casos operados.

4 – Quais os cuidados pós-cirurgia e quanto tempo leva a recuperação?
Após a cirurgia, o paciente passa por um processo de fortalecimento muscular e ganho de movimentos do joelho em conjunto com a fisioterapia. Normalmente a recuperação total leva em torno de 3 a 6 meses. Esse período leva em conta a força muscular do paciente antes do procedimento e sua dedicação na fisioterapia.

5 - É possível praticar esportes normalmente após colocar a prótese no joelho?
Após a cirurgia o paciente poderá fazer caminhadas, exercícios na piscina, exercícios de fortalecimento na academia e andar de bicicleta. Orientamos o paciente a evitar corrida e exercícios que tenham a necessidade de fazer mudança de direção tais como jogar futebol, tênis, basquete, vôlei entre outros.

Por que é importante vacinar seu filho?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde

​"A imunização salva milhões de vidas e é amplamente reconhecida como uma das intervenções globais em saúde de maior sucesso e mais economicamente viável" destaca a Organização Mundial da Saúde. Apesar da ampla divulgação sobre a importância da vacinação, ainda existem mais de 19 milhões de crianças que não são vacinadas ou não tem acesso aos programas completos de vacinação.

No Brasil, o Ministério da Saúde segue a meta estipulada pela OMS de imunizar 95% das crianças. Apesar do Brasil ser reconhecido mundialmente pelo seu programa de vacinação, em 2017 o País não atingiu a meta de imunização do calendário infantil, resultando no índice mais baixo registrado desde 2002. A vacina Tetra Viral, responsável pela imunização do sarampo, caxumba, rubéola e varicela, obteve a cobertura mais baixa, totalizando apenas 70,69%.

Alguns mitos têm influenciado a baixa da vacinação na população infantil brasileira. Por isso, a médica pediatra Dra. Vivian Pereira de Oliveira, atuante na Rede São Camilo de SP, esclarece algumas dúvidas. Confira:

Alguns pais acreditam que o fato do filho ter uma boa alimentação, acesso a saneamento básico e não estar em áreas com maior incidência de certas doenças anula a necessidade da vacinação. Isso é verdade ou um mito? 
Dra. Vivia Oliveira: Todos estes fatores do meio ambiente não são o suficiente para criar anticorpos específicos para determinadas doenças. A boa alimentação, por exemplo, evita a desnutrição e a falta de algumas vitaminas, o que ajuda a ter uma boa imunidade, mas não é o suficiente. Quando se toma uma vacina, o sistema imune é exposto às partículas ou ao agente causador da doença, o que faz com que o organismo crie anticorpos específicos para aquele determinado vírus ou bactéria.

Algumas pessoas acreditam que a vacinação pode causar males em longo prazo. Quais são os riscos da vacinação? 
Dra. Vivia Oliveira: 
Algumas vacinas podem ter efeitos colaterais, mas são efeitos agudos e não em longo prazo. 

Aplicar mais de uma vacina ao mesmo tempo pode invalidar a eficácia de uma delas? 
Dra. Vivia Oliveira: 
Não. O calendário vacinal brasileiro é muito bem planejado e estudado. 

Se a doença está quase erradicada no País, por que ainda é necessário tomar a vacinação para preveni-la? 
Dra. Vivia Oliveira: 
Apesar de estarem quase erradicadas no Brasil, algumas doenças ainda existem em outros países. Com o mundo globalizado, qualquer pessoa pode viajar se contaminar com o vírus ou bactéria e trazer para o país de origem. Essa realidade pode ser vista com o que está acontecendo com o sarampo, por exemplo. 

Dica de vacinação: É fundamental estar com a carteira de vacinação em dia. Acesse o site do Ministério da Saúde para consultar o calendário de vacinação oficial ou procure um Centro de Saúde mais próximo https://bit.ly/2wZR7za

A osteoporose é uma patologia que acelera a perda de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e porosos. Ela costuma surgir na terceira idade e provoca a diminuição da absorção de minerais e de cálcio. Com isso, os riscos de fraturas aumentam, principalmente no quadril, costela e colo do fêmur. De acordo com a Fundação Internacional da Osteoporose, a doença atinge 10 milhões de brasileiros e deve crescer 32% até 2050 no país.

Há muitas dúvidas sobre as causas e tratamentos da doença. Por isso, convidamos o dr. Levi Jales Neto, reumatologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, para esclarecer o que é MITO e o que é VERDADE. Confira:

1. MITO ou VERDADE: apenas as mulheres desenvolvem a patologia.

MITO. Homens também têm osteoporose, sendo prevalente após os 70 anos. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose, uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose. Entre os homens, o índice é de um em cinco. A chance entre as mulheres é maior por causa da diminuição de alguns hormônios após menopausa.

2. MITO ou VERDADE: apenas os laticínios são fontes boas de cálcio.

MITO. Existe cálcio também de origem vegetal.  Como nozes, sementes, alho e vegetais de folha verde escura. É importante a consulta com o nutricionista para adaptar fontes variadas de cálcio no cardápio.

3. MITO ou VERDADE: hábitos alimentares ruins na infância podem influenciar no surgimento da doença.

VERDADE. A massa óssea é formada na infância e adolescência e necessita do cálcio e da vitamina D para sua formação, geralmente proveniente de uma dieta equilibrada e exposição solar.

 4. MITO ou VERDADE: é arriscado praticar atividades físicas quando há o diagnóstico da doença.

MITO. Somente as atividades de elevado impacto e atividades com flexão da coluna podem aumentar a incidência de fratura.

5. MITO ou VERDADE: osteoporose pode ser uma doença silenciosa.

VERDADE. A maioria dos casos de osteoporose só é diagnosticada após a fratura, porque não apresentam sintomas. Por isso, é necessária a investigação com densitometria óssea durante os exames anuais para tratarmos preventivamente.

6. MITO ou VERDADE: osteoporose não possui cura e tratamento.

MITO. Apesar de não haver cura, existem diversos tratamentos incluindo medicamentos e medidas não medicamentosas. O tratamento depende de cada paciente, por isso é fundamental acompanhamento médico.

7. MITO ou VERDADE: a principal forma de prevenção é ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos

VERDADE. Diversos estudos comprovam essas medidas como prevenção. Por isso é fundamental a inclusão de alimentos ricos em cálcio na dieta, além de manter uma alimentação equilibrada. Já a atividade física exerce pressão sob o tecido ósseo, estimulando sua formação e rigidez. Sem contar o desenvolvimento do reflexo e equilíbrio, prevenindo quedas.

 

Ter cada vez mais responsabilidades e tarefas na rotina profissional, pessoal e doméstica, somado ao uso excessivo de dispositivos móveis, tem causado mais estresse em homens e mulheres.  O frequente estado de alerta tem gerado dificuldades em encontrar momentos de relaxamento durante o dia, afetando a qualidade do sono à noite.

Dormir pouco ou mal com frequência pode trazer uma série de problemas à saúde em longo prazo, causando transtornos cognitivos (atividades relacionadas á memória, aprendizado, linguagem, cálculos) e alterações do humor, como nervosismo e irritabilidade. "Entre os principais sintomas da má qualidade de sono estão à sonolência diurna ou a facilidade para ficar sonolento durante pausas da atividade principal ou quando está submetido a situações mais tediosas, como aulas ou palestras" pontua dr. Edson Issamu, neurologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP.

A quantidade ideal de sono REM (conhecido como o período de sono profundo e reparador) é relativa a diversos fatores e necessidade de cada pessoa, pois é preciso considerar o desgaste que ela sofreu durante o período de vigília,  e o hábito  de sono, que é moldado desde seus primeiros momentos de vida "Existem indivíduos que precisam de muitas horas de sono e de dias seguidos para se recuperar, em contraposição a outras que em poucas horas de sono  já conseguem adquirir a reparação necessária para retornar ás suas atividades normais" analisa Issamu.

No entanto, o cochilo de 20 a 40 minutos costuma ser uma prática benéfica às pessoas em geral. Estudos mostram que alguns minutos de interrupção na atividade, possibilitando até um breve período de sono, melhora a produtividade e mantem a pessoa mais equilibrada por mais tempo revela o neurologista "Em alguns países da Europa isto já é praticado, curiosamente, a tal sesta espanhola não seria apenas um aspecto folclórico local, mas sim uma importante ferramenta fisiológica para melhorar e equilibrar a atividade humana".

Notívagos

Pessoas que apresentam melhor desempenho produtivo à noite e de madrugada podem apresentar transtornos cognitivos  e emocionais mais severos em longo prazo, pois a atividade noturna  é uma situação forçada, não fisiológica.

Por outro lado, existem pessoas que se adaptam perfeitamente à vida e trabalho noturno sem desenvolver nenhuma perturbação neurológica ou clinica. Tendo um desempenho produtivo maior, já que o número de interferências externas que produzem distrações é bem menor, conseguem focar mais, melhorando o seu desempenho. "Para não haver mais desequilíbrio, a pessoa deve procurar dormir durante o dia o mesmo número de horas que iria dormir se dormisse à noite" aconselha dr Edson.

Em casos de má qualidade de sono é indicado procurar neurologistas clínicos, pneumologistas e otorrinolaringologistas, especializados em questões do sono.

Confira quais hábitos geram problemas no sono:

 -  Excesso de atividade cerebral nas horas que antecedem seu horário habitual de sono, como continuar trabalhando mesmo em casa.

   -  Assistir no período noturno,  presencialmente ou pela televisão, atividades  que liberam muita adrenalina, como os jogos de futebol do seu time favorito.

   -  Realização de atividade física neste horário.

   -  Ingestão de bebidas alcoólicas ou que contenham estimulantes como a cafeína.

   -  Ingestão de alimentos ricos em tecidos gordurosos e temperados, de difícil digestão.

   -  Dormir em ambientes com algum tipo de iluminação.

   -  Levar para a cama telefone celulares, tablets e laptops nos momentos que  antecedem o sono.  Atualmente é um grande fator de desequilíbrio para que se consiga um sono rápido e agradável.

   -  Dormir em ambientes com ruídos, como televisão ou rádio, mesmo que seja com música lenta  e contemplativa.

   -  Desenvolver conversas ou contatos com alto teor explosivo, como desavenças familiares ou financeiras com seus parceiros comerciais no período próximo ao sono.

   - Uso de medicações inadequadas, como os benzodiazepínicos que não são indutores do sono e sim ansiolíticos, mas que carregam como efeito adverso a  própria eficácia e diminuição do sono REM.

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