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Alimentação

Muitas pessoas apesar de apresentarem um peso corporal considerado equilibrado, possuem um índice alto de gordura no corpo, gerando riscos a sua saúde assim como quem é diagnosticado com obesidade. Popularmente esse grupo de pessoas é chamado de "falsos magros" ou "obesos ocultos".

Essa realidade tem gerado o debate sobre a avaliação isolada do IMC (Índice de Massa Corporal), calculado através da divisão do peso em quilos pela altura em metros elevada ao quadrado. "Apesar de ser o indicador mais usado para diagnóstico de sobrepeso e obesidade, por ser simples e prático, sua principal limitação é não diferenciar massa gorda de massa magra. Independentemente dos valores de IMC, os indivíduos com excesso de gordura corporal têm um alto grau de desregulação cardiometabólica, que está associada a aumento de morbidade e mortalidade" analisa a endocrinologista atuante na Rede São Camilo, dra Cristiane Lauretti.

Por isso, especialistas têm sugerido que a obesidade seja analisada baseada na adiposidade, e não no peso corporal "Independentemente do peso ou do IMC, o excesso de gordura em adultos está associado a alterações metabólicas como aumento do nível de triglicérides e glicemia de jejum, redução do HDL-colesterol e aumento de LDL-colesterol e aumento da pressão arterial, ocasionando, portanto, risco elevado de doenças cardiovasculares" observa dra Cristiane.

Para esclarecer o tema, a dra Cristiane Lauretti tirou as principais dúvidas sobre Obesidade Oculta e o excesso de gordura corporal. Confira:

- Riscos do Excesso de Gordura Corporal

O excesso de gordura corporal está associado à resistência à insulina e inflamação sistêmica crônica de baixo grau. O número elevado de adiposidade é uma fonte de moléculas inflamatórias que podem perturbar o metabolismo da glicose e contribuir para o desenvolvimento da resistência à insulina. Por sua vez, a resistência à insulina influencia o armazenamento de gordura. Ocorre um ciclo vicioso em que o acúmulo de gordura e suas consequências iniciais se alimentam, impulsionando a desregulação metabólica.

- Índice de Massa Corporal (IMC) não deve ser a única medida 

A avaliação isolada do IMC para diagnóstico de obesidade pode classificar erroneamente até 50% de pacientes com excesso de gordura corporal, segundo estudos recentes. Desta forma, confiar apenas no IMC pode ter sérias implicações em nossa capacidade de dimensionar o problema e, portanto, na capacidade de tratar adequadamente suas conseqüências.

- Alimentação ruim e sedentarismo versus Peso equilibrado

Algumas pessoas tem a capacidade de manter um peso reduzido por muitos anos, sem ter nenhuma doença. Uma hipótese para explicar esta condição é a genética, alguns genes envolvidos no balanço energético, diferença entre as calorias ingeridas e as utilizadas, causariam um equilíbrio negativo e capacidade reduzida de acumular gordura no corpo. É possível que eles também estejam associados à utilização maior de gordura do que de carboidratos como fonte de energia.

- A importância da Alimentação equilibrada

A manutenção de um equilíbrio de calorias ao longo do tempo é importante para conservar um peso saudável. Consumo excessivo sustentado de calorias gera acumulo de gordura corporal e leva à obesidade, associada ao maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Prevenção é o fator fundamental. Recomenda-se priorizar alimentos que trazem benefícios à saúde.  

- Medição ideal da gordura corporal

Os métodos usados para quantificar a quantidade de gordura corporal incluem impedância bioelétrica, pletismografia hidrostática, técnicas de diluição de isótopos, absorciometria de raios X duplo (DXA), método de dobras cutâneas, e outros, sendo o DXA um dos métodos mais precisos para medir o total gordura corporal e massa magra diretamente.  Estudos epidemiológicos também demonstraram que a estimativa da gordura central por meio de medidas da circunferência da cintura e relação cintura-estatura pode ser útil na avaliação do risco relacionado à adiposidade.


Mitos e Verdades sobre o Glúten

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Alimentação, Dicas de Saúde

Em 10 de novembro é celebrado o Dia do Trigo, um dos cereais mais cultivados e consumidos em todo o mundo. O trigo é matéria prima para diversos produtos como a farinha, pães, massas, bolos entre outros. Importantes fontes de energia para os seres humanos. Nos últimos tempos seu consumo tem sido questionado por causa do glúten, proteína presente em sua composição, responsável por causar algumas intolerâncias e alergias. Para entender o tema, confira os MITOS e VERDADES sobre o glúten, esclarecidos pela nutricionista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, Marisa Resende Coutinho.

- Glúten é prejudicial à saúde

DEPENDE: O glúten pode fazer mal a alguns grupos de pessoas. Entre elas estão as celíacas, que possuem uma reação autoimune a proteína quando ela entra em contato com o intestino. Podendo causar fortes diarreias, danos ao intestino e desnutrição. Também há os intolerantes ao glúten. Este grupo não possui anticorpos presentes em celíacos, no entanto, possui sensibilidade para digeri-lo, podendo ficar alojado nas paredes do intestino. Em alguns casos a intolerância surge por excesso de consumo da proteína. Por último, há o grupo de alérgicos ao glúten ou ao trigo em si. Considerada uma alergia alimentar que ataca o sistema imunológico, ela causa reações respiratórias ou na pele, como por exemplo, rinite e urticária. É importante ressaltar que em todos os casos o diagnóstico é feito a partir de exames clínicos e análise médica. Pessoas que não estão dentro destes grupos não precisam cortar ou evitar a proteína.

- Alimentação sem glúten ajuda no emagrecimento

MITO: A retirada do glúten da dieta não influencia na perda de peso. Porém, muitos produtos industrializados que contém glúten, como pães, massas, torradas, bolachas, bolos, massas, possuem alto índice glicêmico. Ou seja, o emagrecimento pode acontecer por causa da diminuição de calorias ingeridas e não por causa da ausência da proteína.

- O glúten pode ter benefícios para a saúde

VERDADEIRO: O glúten não é fundamental para o organismo, mas age como qualquer proteína de origem vegetal, auxiliando nas funções celulares. Também ajuda a controlar a glicemia e as triglicérides. Influencia positivamente na absorção de vitaminas e minerais, melhora a flora intestinal e faz o sistema imunológico ficar mais forte. A forma mais saudável de ingestão da proteína é em alimentos integrais e ricos em fibras.

- Alimentos sem glúten são mais saudáveis

MITO: Nem sempre. O alimento pode ser livre de glúten e conter alta quantidade de açúcar e gordura. O que não é indicado para uma dieta balanceada.

- É possível substituir o glúten por outros alimentos

VERDADEIRO: A zeína, proteína presente no milho, pode substituir o glúten. Assim como a farinha de arroz, amêndoas, macadâmia, coco e amaranto.

 

 

 

 

 

​As férias escolares é o período em que as crianças aproveitam o tempo livre com a família e amigos e é quando elas brincam mais e gastam mais energia. Com isso, ocorre uma pequena quebra na rotina, já que elas dormem e acordam um pouco mais tarde e têm acesso a outros tipos de alimentos, principalmente guloseimas.

Para Marisa Coutinho, Gerente de Nutrição na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o ideal nesse momento é modificar o mínimo possível da rotina da criança: "Mesmo acordando mais tarde, é importante estabelecer um horário para acordar onde seja possível realizar o café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar".​

A nutricionista recomenda que os pais não deixem de preparar um café da manhã completo, já que essa é a refeição que garante os nutrientes necessários para o período da manhã. Para o almoço, invista em receitas saudáveis e mostre às crianças a importância de uma alimentação saudável. "Se estiver em casa nas férias, leve as crianças para a escolha dos alimentos durante as compras no supermercado, mas fique longe das prateleiras de guloseimas. Apresente a eles as frutas, verduras e legumes e depois os leve até a cozinha para o preparo. Hoje em dia temos vários sites que oferecem receitas saudáveis com preparações atrativas para as crianças", completa Marisa.

Se for viajar, a recomendação é que os pais deem preferência a alimentos leves, como verduras, legumes, grelhados, assados e refogados, evitando sempre frituras e condimentos em excesso. Além disso, é importante ficar atento à procedência dos alimentos e procurar fazer as refeições sempre em locais confiáveis. 

Se a criança tiver alguma restrição alimentar, o ideal é verificar previamente se o hotel onde ela ficará tem estrutura para o preparo de uma alimentação diferenciada. "Hoje em dia, vários hotéis já contam com a presença de um nutricionista que pode oferecer uma condição de preparo melhor desta dieta restrita", recomenda Marisa.

Se as férias da família envolver muito tempo fora de casa e do hotel, os pais podem preparar lanchinhos para levar na bolsa. Alguns lanchinhos são super saudáveis e ainda cabem na bolsa, como é o caso do bolo de fubá, bolo de tapioca, biscoito tipo cookie de aveia, biscoito de polvilho – desde que não contenha gordura vegetal hidrogenada em sua composição –, sanduíches de pão integral com mussarela de búfala, muffin de coco e frutas, inclusive as desidratadas.

Por fim, Marisa afirma que é possível, sim, seguir uma dieta saudável durante as férias: "Os pais devem fugir do conceito de cardápio liberado durante as pausas escolares, pois as crianças devem entender que o hábito saudável não entra em férias. E quanto mais a família fugir da rotina, mais difícil será retornar a ela depois", finaliza.

Suco verde emagrece?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Alimentação, Curiosidades, Dicas de Saúde

Na Internet, a busca por dieta resulta em infinitas opções de suco verde, também popularmente conhecido como detox. Mas será que ele realmente tem o “poder” de liberar as toxinas do organismo, desinchar e até mesmo emagrecer?

Quem responde essas dúvidas é a Lígia dos Santos, Coordenadora do setor de Nutrição e Dietética no Hospital São Camilo de São Paulo.

O suco detox realmente é aliado à perda de peso? Alguns deles prometem secar a barriga. Isso é verdade?
 
Não temos evidências científicas que comprovem essa informação, mas podemos afirmar que esses sucos, quando associados a uma refeição equilibrada e à prática de exercícios físicos, podem, sim, ser grandes aliados à perda de peso e, consequentemente, ajudar na diminuição da barriga. 

Qual seu real benefício à saúde?

O suco verde tem dois benefícios que merecem destaque: o primeiro é que é uma maneira simples de garantir o consumo de vegetais verdes e de frutas que fornecem as vitaminas e os minerais necessários para o organismo. O segundo é que eles contêm propriedades antioxidantes e fibras, que auxiliam no combate aos radicais livres, melhoram o funcionamento do sistema digestivo e dão mais vitalidade e energia, ajudando a diminuir o estresse.

É preciso procurar orientação médica antes de preparar qualquer receita de suco detox?

É indicado ter o acompanhamento de um profissional para adequação das receitas de sucos junto a uma alimentação balanceada, visto que o excesso de alguns alimentos, associados a algumas patologias e o manejo incorreto no preparo, podem causar alguns problemas relacionados à saúde.

Quais?

Alguns profissionais indicam que a couve crua, por exemplo, mesmo sendo rica em vitaminas, minerais e fibras, possui uma substância chamada pró-goitrina que, quando consumida em excesso, se transforma em goitrina, impedindo a entrada de iodo na glândula tireoide. Isso pode diminuir a liberação de hormônios e desencadear o hipotireoidismo. A orientação segura de consumo então, nesse caso, é de cinco folhas por dia. 

Quais alimentos você indica usar na preparação desses sucos?
      
Ingredientes, como limão, melancia e laranja são fontes de vitamina C que têm ação antioxidante em razão da sua capacidade de varrer os radicais livres.

A maçã contém flavonoides que, após sofrer metabolização no intestino delgado, também atua como antioxidante. Acredita-se também que a ingestão regular dessa fruta auxilie na prevenção de doenças cardiovasculares.

As verduras são ricas em fibras e auxiliam na saciedade e no funcionamento/ regularização intestinal.

O gengibre melhora o processo digestivo e circulatório. 

A água de coco hidrata e possui sódio, potássio, magnésio e é uma bebida diurética.

O mirtilo contém antioxidantes que diminuem os radicais livres e inflamação. 
Qual a sua recomendação para consumo?

Qual a recomendação para consumo? 

O ideal é não passar de 1 a 2 copos por dia.

Chegou agora a hora das receitas. Você pode nos indicar algumas?

Receita 1

Ingredientes
Suco de 1 limão
200 ml água de Coco
1/2 folha de couve
2 maçãs
1 pedaço médio de gengibre
5 unidades de mirtilo

Modo de Preparo
Bater todos os ingredientes no liquidificador ou utilizar a centrífuga de alimentos.
 
Receita 2

Ingredientes
2 xícaras (chá) de espinafre
2 copos de pepinos cortados
1 cabeça de aipo
1 colher (chá) de gengibre
1 porção de salsa
2 maçãs cortadas
1 copo de suco de limão

Modo de preparo
Bata no liquidificador e adoce com mel. Também pode ser coado ou consumido naturalmente com os gomos, peles e sementes.

Receita 3

Ingredientes
2 fatias grossas de melancia
1 maço pequeno de salsinha
2 maçãs
2 talos de salsão com as folhas
3 talos de erva-doce (ou funcho)
1 cenoura
2 laranjas
2 folhas de couve
1 pepino inteiro
1 pera
1 punhado de brotos de alfafa

Modo de preparo
Bata no liquidificador e adoce com mel. Também pode ser coado ou consumido naturalmente com os gomos, peles e sementes.

Alimentos que devem ser evitados

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Alimentação, Dicas de Saúde, Curiosidades

Você sabia que alimentos de baixo valor nutricional não contribuem com a saúde e só aumentam o risco de desenvolvimento de determinadas doenças, como as do coração e a obesidade?

Além disso, o consumo desses alimentos de forma errada e constante, ainda contribui para a hipertensão, colesterol alto e alterações metabólicas como o Diabetes.

Segundo Lígia dos Santos, Coordenadora do setor de Nutrição e Dietética no Hospital São Camilo de São Paulo, no topo da lista estão os refrigerantes, as balas, doces, chicletes, salgadinhos e biscoitos.

"São alimentos que fornecem apenas calorias e com poucos nutrientes benéficos para o nosso organismo, como vitaminas, minerais e proteínas, além de contribuir com a prevalência do excesso de peso e excesso de sódio".

Por isso, a nutricionista dá dicas para fazer substituições saudáveis, seja em casa ou na rua:

- Troque os refrigerantes por sucos naturais (atenção a quantidade de açúcar na hora de adoçar) e água

- Balas e doces industrializados por frutas

- Substitua salgadinhos e biscoitos recheados por lanches caseiros e naturais

O ideal é evitar a ingestão contínua e exagerada desses alimentos, mas se ainda assim você não conseguir, tente consumi-los esporadicamente.

Sua saúde agradece!

​A insulina é um hormônio produzido no pâncreas e responsável por transportar a glicose para dentro das células, com a finalidade de gerar energia. Diabetes Mellitus é uma doença crônica caracterizada por hiperglicemia (aumento de glicose no sangue) causada por falta absoluta ou relativa da insulina.

O diabetes se manifesta quando o organismo não consegue utilizar os nutrientes (derivados de carboidratos, proteínas e gorduras) da digestão dos alimentos para produzir energia e mover o corpo, ou para armazená-los em órgãos como fígado, músculos e células gordurosas.

Com o tempo, o excesso de glicose (hiperglicemia) pode causar dano nos vasos sanguíneos e nos nervos, além de ser responsável por complicações como ataque cardíaco, derrame cerebral, perda da função renal, problemas na visão, amputação de membros inferiores e lesões de difícil cicatrização.

Quando o diabetes é bem controlado, com medicações ou insulina, o risco de desenvolver complicações é menor. Por isso, é muito importante conhecer sua doença, controlar a taxa de glicose no sangue e montar um plano de ação a fim de minimizar tais complicações.

O Diabetes Mellitus (DM) é dividido basicamente em:

• DM tipo 1: existe uma destruição das células produtoras de insulina (células Beta do pâncreas) por mecanismo autoimune, que leva a uma deficiência absoluta de insulina. Nesse caso, é necessário suprir a falta de insulina por meio de injeções. Esse tipo de diabetes afeta geralmente crianças, adolescentes e indivíduos jovens, mas tem sido detectado também em adultos e, nesse caso, recebe o nome de LADA (latent diabetes of the young).

• DM tipo 2: o organismo produz insulina, mas ela não consegue agir de forma eficaz (deficiência relativa de insulina) por causa de uma resistência a sua ação. As principais causas de resistência à ação da insulina são a obesidade e a falta de atividade física. As pessoas com maior risco para desenvolver esse tipo de diabetes são: indivíduos com mais de 40 anos, com histórico familiar de diabetes, obesos, pessoas com problemas de colesterol e de coração e mulheres que tiveram diabetes gestacional.

• DM gestacional: alteração da glicose diagnosticada durante a gestação, relacionada à resistência provocada pelos hormônios produzidos pela placenta.

• Outros tipos de diabetes: resultam de condições específicas e de doenças relacionadas às funções exócrinas do pâncreas, cirurgias e infecções, ou podem ser induzidos por drogas como corticoides.

​Como você pode ajudar a controlar seu diabetes?

1. Procure manter uma atividade física frequente.

O exercício físico melhora a captação da glicose pelo músculo, potencializa a ação da insulina e, assim, ajuda a reduzir a glicemia (açúcar no sangue). Recomenda-se fazer atividade física por pelo menos 30 minutos, cinco dias da semana.

Algumas dicas de mudanças de hábito ajudam no controle, como usar escadas em vez de elevadores, parar o carro mais longe para fazer um percurso maior a pé, ir até um colega de trabalho para conversar em vez de usar o telefone etc.

2. Adote hábitos alimentares saudáveis.

• Coma devagar e mastigue bem os alimentos.

• Faça as refeições em ambiente calmo.

• Não pule refeições, respeite os horários determinados e evite longos períodos de jejum.

• Não vá ao supermercado com fome e sempre tenha em mãos sua lista de compras e possíveis substituições.

• Inicie o almoço e o jantar com um prato de salada.

• Prefira os laticínios desnatados (leite, iogurte, queijo fresco, cottage, ricota, requeijão light, cream cheese light).

• Evite frituras; substitua por preparações cozidas, grelhadas ou assadas.

• Prefira carnes magras (frango sem pele, peixe, carne vermelha sem gordura).

• Prefira alimentos ricos em fibras (verduras, frutas, pão integral, arroz integral, cereais integrais, aveia, semente de linhaça), pois ajudam a controlar a glicemia e aumentam a saciedade.

• Evite ingerir líquidos durante as refeições.

• Inclua peixe em suas refeições ao menos duas vezes por semana, preferencialmente grelhados, assados ou cozidos.

• Modere o consumo de alimentos refinados, como arroz, pão branco, massas, batata, farinhas, biscoitos etc.

• Evite bebidas alcoólicas.

• Consuma qualquer fruta, mas no máximo três a quatro porções ao dia; não abuse dos sucos naturais.

• Não consuma alimentos com açúcar; substitua o açúcar por adoçante artificial.

- ATENÇÃO: produtos dietéticos (diet), apesar de não conterem açúcar, podem conter gordura . Por isso, use com moderação.

• Varie os tipos de adoçantes dietéticos (aspartame, ciclamato, Stévia, sucralose, sacarina). Utilize adoçante à base de frutose com moderação. EVITE usar Mid sugar® ou açúcar light.

• Leia sempre os rótulos dos alimentos para ter certeza de que o alimento não contém açúcar.

• Consuma apenas bebidas diet ou zero açúcar. Os alimentos light podem conter açúcar. Por isso, leia sempre o rótulo.

3. Tome as medicações de forma correta.

O Diabetes Mellitus pode ser tratado com dieta e exercícios físicos, medicações orais e injeções de aplicação subcutânea, como insulina, e os novos medicamentos, como as incretinas. O importante é sempre mantê-lo bem controlado e a hemoglobina glicada dentro da meta proposta por sua equipe de saúde.

A hemoglobina glicada é um exame feito no laboratório e serve para avaliar como está o controle do diabetes nos últimos três meses. O ideal é que ela fique perto de 7%. Sempre separe suas medicações por horário, para facilitar seu controle e evitar esquecimentos.

4. Fique atento aos sinais de hipoglicemia.

Quando o açúcar no sangue cai abaixo de 70 mg/dL, o organismo lança mão de alguns sinais e sintomas para avisar que há alguma coisa errada, que podem ser tremor, sudorese fria, sensação de fome e batimentos cardíacos acelerados. Às vezes, a hipoglicemia pode ocorrer junto com a sensação de tontura, irritabilidade, sonolência, confusão mental e desmaios. Na presença de algum desses sintomas, procure fazer o exame da glicemia capilar, também conhecido como ponta de dedo ou dextro. Se a hipoglicemia for confirmada, tome meio copo de suco de laranja ou de refrigerante comum ou 1 colher de açúcar dissolvida em meio copo de água ou coma 3 balas de caramelo. Espere 10 minutos para que o açúcar seja absorvido e os sintomas melhorem.

5. Fique atento aos sinais de hiperglicemia.

Quando o valor da glicose no sangue aumenta muito, ou seja, atinge valores acima de 200 mg/dL, alguns sintomas podem aparecer, como sede intensa, volume urinário excessivo, sensação de fraqueza, tontura, mal-estar, respiração acelerada. Procure fazer o exame da glicemia capilar (ponta de dedo ou dextro) e, se a hiperglicemia for confirmada, siga as orientações de seu médico ou procure o serviço de saúde de emergência. Lembre-se de que, com o passar do tempo, o organismo se acostuma com os valores altos da glicemia e deixa de gerar sintomas, mas, mesmo sem sintomas, o açúcar alto no sangue causa dano nos vasos e nervos e trazem as tão temidas complicações do diabetes.

6. Cuide-se bem!

Siga as orientações da equipe de saúde que cuida de você. Tome suas medicações de forma correta e faça sempre exames para saber como está o controle de seu diabetes. Fique de olho em sua hemoglobina glicada!

​Em  11 de outubro é celebrado no país o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade; objetivo é conscientizar população acerca do problema, considerado epidêmico
 
Mais de um terço das crianças brasileiras entre cinco e nove anos está acima do peso. Os dados do Ministério da Saúde apontam que o mesmo percentual se aplica aos adolescentes de 12 a 17 anos: 33% apresentam sobrepeso e, destes, 8% são obesos. A questão vai muito além do aspecto físico, possibilitando o desenvolvimento de problemas de saúde sérios, como colesterol alto, diabetes e hipertensão arterial.
 
Com o objetivo de conscientizar a população acerca do problema, no próximo dia 11 de outubro é celebrado no Brasil o Dia Nacional de Prevenção da Obesidade. A questão é considerada um dos maiores problemas de saúde pública do país, superando a desnutrição e ameaçando diminuir a expectativa de vida do país, como um todo. Para a organização Mundial de Saúde (OMS), o sobrepeso infantil está se tornando um problema epidêmico. Recentemente, o órgão disparou um alerta vermelho sobre a questão ao redor do mundo, principalmente em países emergentes como o Brasil.
 
Causas e desdobramentos – O sedentarismo e a alimentação inadequada são as principais causas da obesidade, tanto entre adultos quanto em crianças. Raquel Resende, endocrinologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que existem também causas e síndromes genéticas. “Tumores no eixo do hipotálamo-hipofisário ou distúrbios endócrinos como hipotireoidismo e síndrome de Cushing são responsáveis por, em média, 2% a 5% dos casos de sobrepeso. Os demais – grande maioria – podem ser atribuídos aos maus hábitos.”
 
O excesso de peso aumenta as chances do desenvolvimento de condições crônicas ainda durante a infância ou adolescência: problemas sérios como diabetes, colesterol alto, hipertensão arterial, depressão, problemas respiratórios e outros. Psicologicamente, a obesidade infantil, por modificar a aparência, reflete na autoestima e autoconfiança das crianças e adolescentes.
 
Mudança de hábitos – A OMS recomenda 300 minutos de atividades físicas por semana – pouco mais de 40 minutos todos os dias. “As crianças precisam gastar calorias, mesmo com o metabolismo mais acelerado", relata a especialista. “A infância e a adolescência são períodos críticos para iniciar ou agravar a obesidade devido ao aumento do tecido adiposo, que ocorre principalmente no sexo feminino. Além disso, existe maior consumo de alimentos com alto teor calórico e, também, devidos às instabilidades emocionais frequentes neste período.”
 
Outro grande perigo da obesidade, segundo Raquel, está em não colocar limites na alimentação dos filhos. “Manter uma dieta balanceada não significa que a criança ou o adolescente vai sofrer privações, nem mesmo que isso vai provocar um futuro de frustrações com o peso e, portanto, levar à obesidade. Trata-se de uma maneira saudável e eficiente de combater a obesidade.”

Estresse, má alimentação e sedentarismo causam um distúrbio na utilização da insulina pelo organismo, o que leva ao diabetes, hipertensão e colesterol alto

Muitas pessoas podem não reconhecer pelo nome, mas a síndrome metabólica faz parte da vida de milhões de brasileiros. Classificada como o mal do século, o problema afeta, principalmente, os moradores das grandes cidades. Isso porque é gerado pelo estresse, má alimentação e sedentarismo, típicos de uma rotina atribulada na metrópole. 

O resultado da falta de cuidados com a saúde é um distúrbio na utilização da insulina fabricada pelo organismo, o que leva ao diabetes, hipertensão e colesterol alto. Combinadas, as doenças aumentam em 2,5 vezes o risco de mortalidade por um problema cardiovascular, como acidente vascular cerebral e infarto, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão.

Segundo especialistas, os sinais de alerta do desenvolvimento da doença são as alterações nos níveis de glicemia, colesterol, pressão arterial e gordura corporal.

Em jejum, a glicemia deve estar abaixo de 110mg/dL. O HDL, considerado o bom colesterol, precisa estar acima de 40 mg/dL em homens e ser superior a 50 mg/dL em mulheres, o mau colesterol, chamado LDL, deve estar abaixo de 150 mg/dL e a pressão arterial precisa ser mantida em 12 por 8. Além disso, a circunferência abdominal dos homens não deve ultrapassar os 102 centímetros e, das mulheres, 88.

A síndrome metabólica não tem cura, apenas controle. Por isso, para prevenir a doença, é importante manter uma alimentação saudável e ter uma vida ativa.

Conhecendo os benefícios do sal de ervas

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde, Alimentação

Hoje em dia, com a correria da vida moderna, ficou muito mais fácil e prático escolher nas prateleiras dos supermercados aqueles alimentos industrializados, processados e de preparo rápido. Mas nem sempre a praticidade deve ser o fator principal na hora de definir o cardápio do dia. Isso porque, além desse tipo de alimentação não ser adequado, ele também pode trazer alguns riscos à saúde.

O vilão, nesse caso, é o excesso de sódio contido na maioria desses alimentos. Segundo a OMS, a Organização Mundial da Saúde, os adultos devem consumir menos de 5 gramas de sal por dia – o equivalente a menos de uma colher de chá rasa –, mas os brasileiros estão muito acima dessa recomendação e consomem em torno de 12 gramas ao dia. 

Uma dieta com grande quantidade de sódio pode causar problemas de saúde, como hipertensão, insuficiência renal e problemas cardiovasculares. Pensando nisso, médicos, nutricionistas e endocrinologistas têm sugerido que as pessoas não deixem o saleiro sempre à mesa e que façam substituições saudáveis, como a utilização do sal de ervas que, nada mais é, do que uma preparação que realça o sabor e o aroma dos pratos, ajudando a diminuir a quantidade de sal durante as refeições.

Segundo Ligia Santos, Coordenadora do Setor de Nutrição e Dietética na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o incentivo a uma dieta mais saudável, redução de alimentos industrializados, cujo teor de sódio é bem maior se comparado aos alimentos in natura, e o aumento no consumo de hortaliças e frutas,  ajudam a diminuir o risco da hipertensão, que é um dos problemas de saúde pública no Brasil.

"É possível encontrar nas ervas os fitoquímicos, que é um dos principais grupos de antioxidantes. Além dele, os compostos fenólicos aparecem como os principais responsáveis pelas propriedades atribuídas às ervas aromáticas, que participam na prevenção de problemas cardiovasculares, estimula o sistema digestivo e potencializa o sistema imunitário", acrescenta Lígia.

Algumas das ervas mais usadas são: o alecrim, manjericão, manjerona, orégano, cheiro verde e sálvia. É a partir delas que o sal de ervas é feito, acrescentando apenas uma pequena quantidade de sal. "A receita-base é uma parte de sal para três partes de ervas, ou seja, para cada 100 gramas de sal é preciso de 300 gramas de ervas", complementa.

Confira algumas sugestões de combinações:

Receita 1 – 1 pacote de alecrim, 1 pacote de manjericão, 1 pacote de manjerona, 1 pacote de orégano, 1 pacote de cheiro verde e 200g de sal comum.

Receita 2 – 1 xícara de chá de sal grosso, 1 xícara de chá de orégano, 1 xícara de chá de alecrim, 1 xícara de chá de sálvia.

Receita 3 – 25g de manjericão, 15g de orégano, 10g de salsinha, 100g de sal.

Além dessa dica, a nutricionista recomenda lavar bem e secar as ervas frescas antes de utilizá-las. A mistura pode ser feita tanto em um liquidificador quanto em um processador e o sal escolhido pode variar de acordo com o gosto, podendo ser o sal comum, o sal marinho, o sal grosso e até mesmo o light. Já o armazenamento deve ser feito em um recipiente fechado e em um local fresco e seco.

Feito isso, chegou a hora de colocar a mão na massa e a fazer preparações saudáveis e deliciosas que vão agradar toda a família. Para ajudar, a nutricionista deu algumas dicas de combinações entre os alimentos e as ervas, confira:

Sal_de_Ervas_.png 

A maioria das mulheres vive uma eterna batalha contra a balança. Em alguns períodos, dedicam-se a dietas e exercícios e conseguem eliminar os indesejados quilos extras. Em outros, dão-se o direito de aproveitar mais a vida e acabam recuperando em poucos dias o peso que levaram meses para perder. Geralmente, a motivação é estética, mas a importância da manutenção do peso vai muito além da satisfação com a imagem refletida no espelho.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade como um dos principais problemas de saúde da atualidade. É considerada obesa uma pessoa com Índice de Massa Corporal (IMC), acima de 30. O IMC pode ser obtido dividindo o peso pela altura ao quadrado (altura x altura).

Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em conjunto com Ministério da Saúde, em 2014, mostrou que o problema é ligeiramente mais incidente em mulheres (18,2%) do que em homens (17,6%). Os principais fatores que contribuem com este resultado são o maior sedentarismo entre as mulheres, gestação, história familiar, casamento em idade jovem, cessação do tabagismo e níveis de educação e urbanização baixos.

“Muitas doenças são causadas e/ou agravadas pela obesidade em mulheres, sendo as mais importantes a diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e tromboses), apneia do sono, doenças musculoesqueléticas (artroses, degeneração das articulações e hérnias), depressão, infertilidade e alguns tipos de câncer”, alerta o gastroenterologista e chefe do Ambulatório de Tratamento da Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital São Camilo Santana, Ivan Vasconcellos.

Ainda segundo o especialista, a relação entre o IMC, diabetes mellitus tipo 2 e doença coronariana é mais forte para as mulheres do que para os homens. “Uma mulher com 1,65cm e 95 kg (IMC 35 - obesidade), por exemplo, terá mais chances de ser acometida por doenças crônicas do que um homem com as mesmas medidas. Comparadas a mulheres com peso normal, as obesas têm 11 vezes mais chances de diabetes mellitus tipo 2 e três vezes mais chances de óbito por doença cardiovascular”, analisa.

Para prevenir esses problemas, a manutenção do peso é fundamental. “Em alguns casos, uma dieta saudável e balanceada, prática regular de exercícios físicos, controle hormonal e de ansiedade podem ajudar as mulheres a atingir e manter o peso ideal. É importante manter tais hábitos continuamente, para evitar o famoso ‘efeito sanfona’, que é prejudicial ao organismo Em outros, é preciso uma avaliação médica para indicação de cirurgia bariátrica. O objetivo desse procedimento é reduzir a quantidade de alimentos ingeridos e/ou absorvidos pelo organismo, bem como melhorar o metabolismo, levando à perda de peso mais sustentada”, explica Vasconcellos.

Apesar do número de obesos ser pouco diferente entre os gêneros, as mulheres fazem mais cirurgia bariátrica do que os homens e representam até 80% dos procedimentos realizados. “A maioria tem entre 25 e 45 anos, é casada ou tem união estável. Entre as razões para realizar a cirurgia bariátrica, estão a cobrança social e pessoal sobre a imagem corporal da mulher, aumento da possibilidade de engravidar, redução das complicações da gestação e parto e doenças e limitações causadas pela obesidade”, revela.

“Até o momento, nenhum país conseguiu demonstrar, efetivamente, redução na incidência de obesidade. A situação é muito preocupante, pois se acredita que a expectativa de vida deverá diminuir, caso esse problema não seja controlado e continue a aumentar”, finaliza o gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Ivan Vasconcellos.

 

* Ivan Vasconcellos é gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

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