Internet - São Camilo
  • Marcação de Consulta e Exames: (11) 3172-6800
Hospital São Camilo
  •  
  • >
  • Sua Saúde Agradece
Blog São Camilo

Saúde da Mulher

Formado pelos rins, bexiga, ureteres e uretra, o sistema urinário é responsável pela eliminação de substâncias em excesso ou indesejáveis do organismo através da urina. Doenças nesses órgãos podem trazer bastante desconforto e se não forem tratadas corretamente podem gerar sérios problemas de saúde.

Hábitos saudáveis, visitas regulares ao urologista e estar atento aos sintomas podem ajudar a prevenir ou auxiliar no diagnóstico precoce de doenças do aparelho urinário. Dr Caio Cintra, urologista na Rede São Camilo SP, elencou as características e sintomas das 3 doenças urológicas mais comuns em homens e mulheres. Confira:

Infecção urinária

A doença é causada quando bactérias entram no fluxo urinário pela uretra e se multiplicam na bexiga. As mulheres tem mais chance de ter a doença ao longo da vida. Seus principais sintomas são ardência ao urinar; vontade frequente e intensa de urinar, mas sai pouca urina; tons avermelhados ou escuros na urina; dores na região pélvica e em alguns casos febre. Infecção urinária febril em crianças e em homens é sempre motivo de investigação, pois se relacionam constantemente a problemas urológicos significativos.

Prevenção: Algumas pessoas possuem mais predisposição para a doença, no entanto, são recomendados cuidados diários com a higiene dos órgãos genitais.

Tratamentos: É recomendado beber bastante água e buscar recomendação médica para realização de exames e prescrição de remédios se necessário.

Cálculo renal

Popularmente conhecida como pedras nos rins, a doença é bastante frequente e pode ser causada pelo acúmulo de sais na urina, consumo excessivo de sal, falta da ingestão de água, dieta rica em gordura ou proteína.

Seus sintomas são dores intensas na parte lateral-inferior das costas, urina escura, dor para urinar e em alguns casos, vômitos. Quando associada à infecção urinária, necessita de tratamento imediato devido aos graves riscos à saúde, podendo levar ao óbito.

Prevenção: Beber bastante água, evitar sal e carne vermelha.

Tratamentos: O tratamento irá depende do tamanho e localização do cálculo renal e da fase da doença. Somente um especialista poderá indicar a melhor opção. Seja uma terapia medicamentosa ou procedimento cirúrgico.

Disfunções miccionais e incontinência urinária

Alterações funcionais da bexiga podem surgir em todas as fases da vida. Seus sintomas podem surgir como dificuldade para urinar ou diferentes quadros de incontinência urinária. A doença pode trazer consequências no bem estar do paciente, como isolamento social e comunitário, depressão, e até o risco de graves problemas renais.

Embora a incontinência urinária de esforço (escape da urina ao fazer movimentos como agachar, levantar peso etc.), em mulheres, seja sua forma provavelmente mais conhecida, sua relação com o diabetes, o envelhecimento e os problemas causados pelas doenças da próstata também são bastante importantes e conhecidos.

Prevenção: Atividades físicas que exercitem o assoalho pélvico; não segurar a urina por muito tempo, indo ao banheiro sempre que necessário; tratamento da prisão de ventre e do diabetes, perda de peso e ingestão hídrica em volume e horários adequados.

Tratamentos: Os tratamentos podem ser terapias medicamentosas, físicas (fisioterapia) e cirurgias minimamente invasivas.

Com os avanços da medicina, tecnologia e políticas públicas voltadas à saúde, a longevidade da população é cada vez maior. Atualmente, a expectativa de vida do brasileiro é de 75 anos. Entre 1940 e 2016 a expectativa aumentou em mais de 30 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para viver a terceira idade com qualidade é importante desenvolver bons hábitos ao longo da vida. Praticar atividade física regular, alimentar-se de maneira equilibrada, evitar o uso frequente de álcool e cigarro, dormir bem e fazer visitas ao médico e exames periódicos são alguns desses hábitos determinantes. No entanto, a Dra Aline Thomaz, geriatra na Rede São Camilo SP, explica abaixo como essas práticas ajudam a envelhecer bem e de forma feliz. Confira!

Cuidar da Saúde Mental para envelhecer feliz

O envelhecimento ativo e saudável está dentro de um tripé básico: exercícios físicos, alimentação saudável e diminuição do estresse psicológico. Para preservar a sua saúde mental na velhice, é importante que o adulto cultive um círculo de amizades, desenvolva atividades sociais e contribua para a sociedade - hábitos que deverão ser preservados na fase do envelhecimento. Exercitar os neurônios sempre favorecerá a longevidade mental. Superar problemas psicológicos através de psicoterapia também leva a ganhos cognitivos, pois contrabalança o prejuízo ocasionado por condições adversas à saúde mental, como o estresse, ansiedade, fadiga e depressão, sedentarismo, tabagismo, poucas horas de sono e má alimentação.

Comer bem = Envelhecer bem

Sempre que possível deve-se dar preferência a alimentos orgânicos e pouco processados industrialmente. Caprichar no consumo de legumes, verduras, grãos integrais e preferir carnes magras. Independente da idade, mas, especialmente entre as pessoas idosas, devemos evitar exageros principalmente nos doces, salgadinhos, massas em geral, produtos industrializados e refrigerantes. É também importante não embarcar em "dietas da moda" sem consultar um médico nutrólogo ou nutricionista. E para quem é portador de doenças como a diabetes e hipertensão arterial, a orientação nutricional é imprescindível.

Atividade física: nunca é tarde para começar

Nunca é tarde para iniciar ou retomar a prática de exercícios físicos. Eles são sempre efetivos na prevenção de doenças, além de propiciar melhor qualidade de vida e bem-estar ao idoso. 
Mesmo atividades não sedentárias que movimentam o corpo, como jardinagem, caminhadas leves, arrumação da casa dentre outras, ajudam a manter a boa saúde na velhice. 
Hoje, sabe-se que uma carga de exercícios físicos regulares de cerca de 150 minutos por semana, divididos em 3 sessões de 50 minutos ou 5 vezes de 30 minutos intercalados, é algo muito benéfico para a saúde física e mental para os idosos.

Cuidando da pele

Os cuidados com a pele devem ser iniciados desde a infância, com o uso sistemático de protetor solar, especialmente em horários entre as 10h e 16 h, para inibir a ação dos raios ultravioleta, responsáveis pelo câncer de pele e retardar os sinais do fotoenvelhecimento. Outros cuidados devem ser constantes durante toda a vida: evitar banhos muito quentes,  beber água, chás e sucos naturais, evitar o álcool e o cigarro, manter a pele bem hidratada, se necessário fazendo uso de hidratantes corporais.

Mais cuidados, menos remédios

É possível e muito desejável que o indivíduo tenha hábitos e condutas que lhe proporcionem uma melhor qualidade de vida na velhice e, consequentemente, diminuam a necessidade de recorrer a vários medicamentos quando se tornar idoso. Nunca é demais repetir, a alimentação saudável, as atividades sociais, não fumar e os exercícios físicos regulares são fundamentais para que se mantenha uma boa saúde ao longo de todo o ciclo de vida. 

Muitas pessoas apesar de apresentarem um peso corporal considerado equilibrado, possuem um índice alto de gordura no corpo, gerando riscos a sua saúde assim como quem é diagnosticado com obesidade. Popularmente esse grupo de pessoas é chamado de "falsos magros" ou "obesos ocultos".

Essa realidade tem gerado o debate sobre a avaliação isolada do IMC (Índice de Massa Corporal), calculado através da divisão do peso em quilos pela altura em metros elevada ao quadrado. "Apesar de ser o indicador mais usado para diagnóstico de sobrepeso e obesidade, por ser simples e prático, sua principal limitação é não diferenciar massa gorda de massa magra. Independentemente dos valores de IMC, os indivíduos com excesso de gordura corporal têm um alto grau de desregulação cardiometabólica, que está associada a aumento de morbidade e mortalidade" analisa a endocrinologista atuante na Rede São Camilo, dra Cristiane Lauretti.

Por isso, especialistas têm sugerido que a obesidade seja analisada baseada na adiposidade, e não no peso corporal "Independentemente do peso ou do IMC, o excesso de gordura em adultos está associado a alterações metabólicas como aumento do nível de triglicérides e glicemia de jejum, redução do HDL-colesterol e aumento de LDL-colesterol e aumento da pressão arterial, ocasionando, portanto, risco elevado de doenças cardiovasculares" observa dra Cristiane.

Para esclarecer o tema, a dra Cristiane Lauretti tirou as principais dúvidas sobre Obesidade Oculta e o excesso de gordura corporal. Confira:

- Riscos do Excesso de Gordura Corporal

O excesso de gordura corporal está associado à resistência à insulina e inflamação sistêmica crônica de baixo grau. O número elevado de adiposidade é uma fonte de moléculas inflamatórias que podem perturbar o metabolismo da glicose e contribuir para o desenvolvimento da resistência à insulina. Por sua vez, a resistência à insulina influencia o armazenamento de gordura. Ocorre um ciclo vicioso em que o acúmulo de gordura e suas consequências iniciais se alimentam, impulsionando a desregulação metabólica.

- Índice de Massa Corporal (IMC) não deve ser a única medida 

A avaliação isolada do IMC para diagnóstico de obesidade pode classificar erroneamente até 50% de pacientes com excesso de gordura corporal, segundo estudos recentes. Desta forma, confiar apenas no IMC pode ter sérias implicações em nossa capacidade de dimensionar o problema e, portanto, na capacidade de tratar adequadamente suas conseqüências.

- Alimentação ruim e sedentarismo versus Peso equilibrado

Algumas pessoas tem a capacidade de manter um peso reduzido por muitos anos, sem ter nenhuma doença. Uma hipótese para explicar esta condição é a genética, alguns genes envolvidos no balanço energético, diferença entre as calorias ingeridas e as utilizadas, causariam um equilíbrio negativo e capacidade reduzida de acumular gordura no corpo. É possível que eles também estejam associados à utilização maior de gordura do que de carboidratos como fonte de energia.

- A importância da Alimentação equilibrada

A manutenção de um equilíbrio de calorias ao longo do tempo é importante para conservar um peso saudável. Consumo excessivo sustentado de calorias gera acumulo de gordura corporal e leva à obesidade, associada ao maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Prevenção é o fator fundamental. Recomenda-se priorizar alimentos que trazem benefícios à saúde.  

- Medição ideal da gordura corporal

Os métodos usados para quantificar a quantidade de gordura corporal incluem impedância bioelétrica, pletismografia hidrostática, técnicas de diluição de isótopos, absorciometria de raios X duplo (DXA), método de dobras cutâneas, e outros, sendo o DXA um dos métodos mais precisos para medir o total gordura corporal e massa magra diretamente.  Estudos epidemiológicos também demonstraram que a estimativa da gordura central por meio de medidas da circunferência da cintura e relação cintura-estatura pode ser útil na avaliação do risco relacionado à adiposidade.


A osteoporose é uma patologia que acelera a perda de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e porosos. Ela costuma surgir na terceira idade e provoca a diminuição da absorção de minerais e de cálcio. Com isso, os riscos de fraturas aumentam, principalmente no quadril, costela e colo do fêmur. De acordo com a Fundação Internacional da Osteoporose, a doença atinge 10 milhões de brasileiros e deve crescer 32% até 2050 no país.

Há muitas dúvidas sobre as causas e tratamentos da doença. Por isso, convidamos o dr. Levi Jales Neto, reumatologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, para esclarecer o que é MITO e o que é VERDADE. Confira:

1. MITO ou VERDADE: apenas as mulheres desenvolvem a patologia.

MITO. Homens também têm osteoporose, sendo prevalente após os 70 anos. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose, uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose. Entre os homens, o índice é de um em cinco. A chance entre as mulheres é maior por causa da diminuição de alguns hormônios após menopausa.

2. MITO ou VERDADE: apenas os laticínios são fontes boas de cálcio.

MITO. Existe cálcio também de origem vegetal.  Como nozes, sementes, alho e vegetais de folha verde escura. É importante a consulta com o nutricionista para adaptar fontes variadas de cálcio no cardápio.

3. MITO ou VERDADE: hábitos alimentares ruins na infância podem influenciar no surgimento da doença.

VERDADE. A massa óssea é formada na infância e adolescência e necessita do cálcio e da vitamina D para sua formação, geralmente proveniente de uma dieta equilibrada e exposição solar.

 4. MITO ou VERDADE: é arriscado praticar atividades físicas quando há o diagnóstico da doença.

MITO. Somente as atividades de elevado impacto e atividades com flexão da coluna podem aumentar a incidência de fratura.

5. MITO ou VERDADE: osteoporose pode ser uma doença silenciosa.

VERDADE. A maioria dos casos de osteoporose só é diagnosticada após a fratura, porque não apresentam sintomas. Por isso, é necessária a investigação com densitometria óssea durante os exames anuais para tratarmos preventivamente.

6. MITO ou VERDADE: osteoporose não possui cura e tratamento.

MITO. Apesar de não haver cura, existem diversos tratamentos incluindo medicamentos e medidas não medicamentosas. O tratamento depende de cada paciente, por isso é fundamental acompanhamento médico.

7. MITO ou VERDADE: a principal forma de prevenção é ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos

VERDADE. Diversos estudos comprovam essas medidas como prevenção. Por isso é fundamental a inclusão de alimentos ricos em cálcio na dieta, além de manter uma alimentação equilibrada. Já a atividade física exerce pressão sob o tecido ósseo, estimulando sua formação e rigidez. Sem contar o desenvolvimento do reflexo e equilíbrio, prevenindo quedas.

 

Ter cada vez mais responsabilidades e tarefas na rotina profissional, pessoal e doméstica, somado ao uso excessivo de dispositivos móveis, tem causado mais estresse em homens e mulheres.  O frequente estado de alerta tem gerado dificuldades em encontrar momentos de relaxamento durante o dia, afetando a qualidade do sono à noite.

Dormir pouco ou mal com frequência pode trazer uma série de problemas à saúde em longo prazo, causando transtornos cognitivos (atividades relacionadas á memória, aprendizado, linguagem, cálculos) e alterações do humor, como nervosismo e irritabilidade. "Entre os principais sintomas da má qualidade de sono estão à sonolência diurna ou a facilidade para ficar sonolento durante pausas da atividade principal ou quando está submetido a situações mais tediosas, como aulas ou palestras" pontua dr. Edson Issamu, neurologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP.

A quantidade ideal de sono REM (conhecido como o período de sono profundo e reparador) é relativa a diversos fatores e necessidade de cada pessoa, pois é preciso considerar o desgaste que ela sofreu durante o período de vigília,  e o hábito  de sono, que é moldado desde seus primeiros momentos de vida "Existem indivíduos que precisam de muitas horas de sono e de dias seguidos para se recuperar, em contraposição a outras que em poucas horas de sono  já conseguem adquirir a reparação necessária para retornar ás suas atividades normais" analisa Issamu.

No entanto, o cochilo de 20 a 40 minutos costuma ser uma prática benéfica às pessoas em geral. Estudos mostram que alguns minutos de interrupção na atividade, possibilitando até um breve período de sono, melhora a produtividade e mantem a pessoa mais equilibrada por mais tempo revela o neurologista "Em alguns países da Europa isto já é praticado, curiosamente, a tal sesta espanhola não seria apenas um aspecto folclórico local, mas sim uma importante ferramenta fisiológica para melhorar e equilibrar a atividade humana".

Notívagos

Pessoas que apresentam melhor desempenho produtivo à noite e de madrugada podem apresentar transtornos cognitivos  e emocionais mais severos em longo prazo, pois a atividade noturna  é uma situação forçada, não fisiológica.

Por outro lado, existem pessoas que se adaptam perfeitamente à vida e trabalho noturno sem desenvolver nenhuma perturbação neurológica ou clinica. Tendo um desempenho produtivo maior, já que o número de interferências externas que produzem distrações é bem menor, conseguem focar mais, melhorando o seu desempenho. "Para não haver mais desequilíbrio, a pessoa deve procurar dormir durante o dia o mesmo número de horas que iria dormir se dormisse à noite" aconselha dr Edson.

Em casos de má qualidade de sono é indicado procurar neurologistas clínicos, pneumologistas e otorrinolaringologistas, especializados em questões do sono.

Confira quais hábitos geram problemas no sono:

 -  Excesso de atividade cerebral nas horas que antecedem seu horário habitual de sono, como continuar trabalhando mesmo em casa.

   -  Assistir no período noturno,  presencialmente ou pela televisão, atividades  que liberam muita adrenalina, como os jogos de futebol do seu time favorito.

   -  Realização de atividade física neste horário.

   -  Ingestão de bebidas alcoólicas ou que contenham estimulantes como a cafeína.

   -  Ingestão de alimentos ricos em tecidos gordurosos e temperados, de difícil digestão.

   -  Dormir em ambientes com algum tipo de iluminação.

   -  Levar para a cama telefone celulares, tablets e laptops nos momentos que  antecedem o sono.  Atualmente é um grande fator de desequilíbrio para que se consiga um sono rápido e agradável.

   -  Dormir em ambientes com ruídos, como televisão ou rádio, mesmo que seja com música lenta  e contemplativa.

   -  Desenvolver conversas ou contatos com alto teor explosivo, como desavenças familiares ou financeiras com seus parceiros comerciais no período próximo ao sono.

   - Uso de medicações inadequadas, como os benzodiazepínicos que não são indutores do sono e sim ansiolíticos, mas que carregam como efeito adverso a  própria eficácia e diminuição do sono REM.

Frequentemente associadas aos homens, as doenças cardíacas estão afetando cada vez mais mulheres. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), há 50 anos, de cada dez mortes causadas por infarto, nove eram homens e uma mulher. Mas essa proporção mudou nos últimos seis anos, atualmente são de seis homens para quatro mulheres.

As causas de problemas cardíacos são similares entre ambos, como o tabagismo, hipertensão arterial, diabetes, níveis elevados de colesterol e predisposição familiar. No entanto, segundo o dr. Luiz Guilherme Velloso, cardiologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, as mulheres que sofrem de Diabetes, Hipertensão e Tabagismo possuem um risco maior de desenvolver uma doença coronária (angina e infarto) do que os homens. "Em mulheres com essas características, a chance de infarto é 3 a 7 vezes maior. Já em homens, esse risco é apenas de 2 a 3 vezes maior do que na população sem Diabetes" ressalta.

Outro fator de risco é o uso de anticoncepcionais com a combinação de estrógeno e progesterona. Eles podem aumentar o risco de doenças cardiovasculares em mulheres com mais de 35 anos, ou em diabéticas, hipertensas e portadoras de colesterol elevado. Sem contar os altos riscos para mulheres fumantes, que não devem usar anticoncepcionais.

A chegada da menopausa também precisa de atenção. Com o fim do ciclo menstrual, as chances de problemas cardíacos podem aumentar. Isso porque os estrógenos param de ser produzidos pelos ovários e o seu efeito positivo no metabolismo do colesterol e vasos sanguíneos diminui. No entanto, como a mulher possuem o ciclo menstrual, tende a retardar em dez anos os quadros de angina e infarto nas mulheres, comparado com os homens.

Vale lembrar que a reposição hormonal não garante a prevenção de problemas no coração. "A terapia de reposição hormonal não parece reduzir a ocorrência de doenças cardíacas em mulheres após a menopausa e não é recomendado com esta finalidade específica", alerta o cardiologista.   

Prevenção e Sintomas

Os sintomas mais comuns em mulheres em casos de angina e infarto são atípicos, diferentes do quadro clínico clássico, como explica o dr. Velloso. "Pode haver dor em regiões menos comuns como apenas nas costas, nos braços ou na mandíbula, ou ainda náusea, palpitação ou falta de ar sem a presença de dor torácica. É importante não ignorar qualquer tipo de sintoma. Mulheres tendem a subestimar a doença coronária por causa destes sintomas, e em certa medida os profissionais de saúde também, levando por vezes a diagnósticos inadequados ou tardios".

Antes que os sintomas cheguem é importante fazer exames rotineiros como forma de prevenção. "Em adultos saudáveis de qualquer idade é recomendável realizar periodicamente um exame geral, avaliando ao menos a pressão arterial, presença de Diabetes e de colesterol elevado".

Após os 40 anos, a realização de exames mais específicos (como o Teste Ergométrico e Ecocardiograma) é recomendável a cada 1 ou 2 anos no máximo. As mulheres que apresentam histórico familiar de doença coronária, as hipertensas, diabéticas fumantes e as que têm níveis elevados de colesterol, devem ficar atentas a periodicidade destes exames. "Assim como o acompanhamento médico, a reeducação alimentar e o uso correto de medicamentos são fundamentais para a prevenção", frisa dr. Velloso.

Lembre-se que a melhor forma de prevenção para as doenças cardíacas continua sendo adotar hábitos saudáveis no dia-a-dia. Por isso abstenha-se do cigarro, pratique exercícios regularmente, evite quantidades excessivas de gorduras, sal e carboidratos na alimentação, evite o estresse excessivo, a obesidade, o isolamento social e procure ajuda profissional em quadros de depressão.

 

Saiba como manter a motivação e não desistir das metas e desafios propostos para 2017

Uma revista de psicologia norte-americana recentemente publicou um estudo apontando que somente 8% das pessoas conseguem cumprir suas resoluções de Ano Novo. Geralmente, até o final de janeiro, cerca de um terço das novas metas – que muitas vezes incluem mudanças no estilo de vida e mais cuidados com a saúde – já terão sido descartadas.

Rita Calegari, psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que fazer planos e não conseguir cumprir pode gerar um efeito desmotivador nas pessoas, uma vez que a reincidência do fracasso tende a fragilizar a autoconfiança do indivíduo. "Novas metas podem ser muito positivas para nosso desenvolvimento. No entanto, eles devem ser realistas e alcançáveis. Do contrário, estaremos criando uma armadilha pessoal que terá o efeito contrário."

Como é possível, então, administrar e manter essa motivação viva e funcional ao longo do ano? Rita sugere, além da criação de metas centradas e realizáveis, o planejamento da estratégia e dos recursos disponíveis. "Desta forma, as resoluções podem durar um ano ou a vida inteira – e não somente os primeiros dias de janeiro. É preciso ter consciência, também, de que motivação é um fator intrínseco – cabe ao indivíduo desenvolver e manter. Há pessoas que desistem na menor dificuldade, mesmo estando cercada de recursos, enquanto
outras, apesar das barreiras, se esforçam até conseguirem se realizar."

Saúde como meta

Neste início de ano, além das novas metas e expectativas, é importante dar atenção aos cuidados com a saúde. A realização periódica de exames preventivos e o acompanhamento médico são ferramentas importantes na detecção e tratamento de doenças, de forma segura e precoce. “O check-up médico é realizado com o objetivo de garantir que está tudo em ordem com a saúde e diagnosticar, caso necessário, alguma condição que ainda não tenha se manifestado por meio de sintomas”, explica Ivan Marinho, infectologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

A necessidade de realizar exames e procedimentos depende muito do histórico familiar e do estado de saúde do paciente. “É recomendável procurar inicialmente um clínico geral ou cardiologista. Homens, a partir de certa idade, devem agendar consultas também com um urologista e mulheres com um ginecologista”, complementa o médico. Geralmente, a recomendação é realizar os principais exames de acordo com a sua faixa etária anualmente a partir dos 40 anos, tanto para o público feminino, quanto masculino. “É importante reforçar que as ações do check-up têm como objetivo prevenir e orientar caso alterações sejam encontradas.” 

Por esse motivo, não existe um limite de idade máxima ou mínima e, quando pacientes mais jovens desejam realizar essas avaliações periódicas, podem fazê-lo a qualquer momento. “As mulheres também devem buscar acompanhamento ginecológico a partir da primeira menstruação”, explica o infectologista. O Centro Médico da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo reúne especialistas em diversas áreas, como Ortopedia, Urologia, Pneumologia, Cardiologia, Ginecologia, Cirurgia Geral, Neurologia e Oncologia. A Instituição está preparada para atender o paciente de forma completa, desde a consulta, até exames de imagem e cirurgias.

Facilidade para agendar

Além dos canais oficiais já disponíveis (presencial e telefone), a partir do final de janeiro, os usuários da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo poderão agendar consultas nos Centros Médicos das três unidades (Santana, Pompeia e Ipiranga) via internet. Por meio do portal da Rede ou da página no Facebook, os pacientes poderão acessar o novo sistema e, de forma autônoma, prática e ágil, agendar os compromissos. Em breve, será possível agendar também exames e outros procedimentos realizados em um dos três hospitais.

Sobre o Serviço de Check-up do Hospital São Camilo

O Check-up é uma avaliação médica de rotina associada a exames específicos, realizados de acordo com idade, sexo e histórico pessoal e familiar. Com o Check-up, também é possível fazer o diagnóstico de doenças já instaladas, mas ainda não manifestadas, como colesterol alto, diabetes, hipertensão, entre outras, cujo tratamento terá impacto positivo na saúde e na qualidade de vida do paciente. As três unidades da Rede São Camilo dispõem do serviço de Check-up, com recursos disponíveis e capacidade para realizar todos os exames complementares. O serviço é composto por cardiologista, ginecologista, mastologista, urologista, cirurgião do aparelho digestivo, proctologista, neurologista, entre outros.

A estação mais quente e úmida do ano é ideal para a ocorrência de desagradáveis enfermidades como dengue e conjuntivite

Faltando pouco menos de vinte dias para o início do verão, a estação mais quente e úmida do ano, são necessários maiores cuidados com a saúde, uma vez que as temperaturas elevadas proporcionam condições ideais para a ocorrência de desagradáveis doenças virais como dengue, chikungunya, zika e até mesmo conjuntivite. Além destas, é preciso se atentar também a problemas como desidratação, insolação, micoses e intoxicação alimentar.

A alta incidência solar, falta de higiene e de saneamento são os principais responsáveis pelo crescimento de casos das chamadas doenças de verão. Isso porque o calor e a umidade facilitam a proliferação dos vírus e bactérias responsáveis por essas enfermidades. Com isso em vista, tanto a higiene pessoal quanto alimentar merecem atenção redobrada nesta época do ano.

Saiba um pouco mais de algumas destas doenças e seus possíveis tratamentos:

Insolação: Ocorre mediante exposição prolongada a ambientes quentes e secos, envolvendo geralmente contato direto com a luz solar. O distúrbio provoca um mal-estar generalizado, febre alta, pele avermelhada e seca, pulsação acelerada, falta de ar, enjoos, tonturas e possíveis desmaios. Para evitar esses males, tome cerca de três litros de água por dia e aplique protetor solar antes de se expor ao sol, repassando, se possível, a cada duas horas, sempre com a pele seca.

Desidratação: É quando o corpo perde, de forma excessiva, líquidos e sais minerais (mais de 2,5 litros de água por dia) por meio da saliva, suor, urina e fezes. Isso pode acontecer por meio de transpiração excessiva, diarreia ou vômitos. Quando desidratada, a pessoa sente uma sede intensa, fica com os olhos, mucosas e boca secas, passa longos períodos sem urinar e aumenta a irritabilidade. Para evitar o problema, é importante consumir líquidos frescos, alimentos leves, vestir-se com roupas leves e ficar, preferencialmente, em ambientes com sombra e arejados.

Micoses: São infecções dermatológicas causadas pela proliferação de fungos em algumas partes do corpo. As partes afetadas são geralmente as mais quentes e úmidas, uma vez que oferecem as condições ideais para a reprodução dos fungos. O verão favorece este processo, pois a temperatura corporal tende a aumentar e expõe-se mais a ambientes molhados. As regiões comprometidas pelas micoses apresentam coceira constante, irritação, vermelhidão e ressecamento. Uma forma de evita-las é manter todas as dobras do corpo higienizadas e secas, não compartilhar toalhas e calçados com terceiros, não vestir sapatos fechados em dias muito quentes e não andar descalço em ambientes públicos.

Dengue, chikungunya e zica: O Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão dos três vírus, se reproduz preferencialmente em ambientes quentes e úmidos, característicos do verão. É preciso estar duas vezes mais atento a febres, manchas e dores no corpo, que podem ser sintomas de dengue, zika e chikungunya. De forma a ficar longe deste risco, é importante acabar com todo foco de reprodução do mosquito. Além disso, o uso de repelentes contra insetos pode evitar picadas que possam transmitir o vírus.

Intoxicação alimentar: As infecções gastrointestinais podem ter origem bacteriana ou viral e normalmente são originadas por conta da ingestão de comidas mal conservadas ou mal higienizadas. O médico explica que essas intoxicações costumam provocar náuseas, diarreias e vômitos. Uma dica para se prevenir é consumir vegetais, carnes e peixes crus somente em locais confiáveis.

Conjuntivite: É a inflamação da conjuntiva – membrana que reveste o globo ocular. A doença pode ter como origem agentes tóxicos, alergias, bactérias ou vírus. Durante o verão, a mais comum é a bacteriana, uma vez que as bactérias causadoras se propagam na água. Os sintomas clássicos da conjuntivite são a vermelhidão, inchaço, ardência e a presença de secreção. Em dias muito quentes, tende a piorar. É muito importante não compartilhar com ninguém, enquanto estiver contaminado, objetos de higiene pessoal. Não é recomendável coçar os olhos. Lavar as mãos e o rosto com frequência também é essencial.

É importante lembrar que, caso sintomas destas ou de outras enfermidades apareçam e se intensifiquem, é necessário buscar cuidados médicos, sempre evitando a automedicação. As três unidades da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo possuem Pronto Socorro para adultos estruturados e equipados para atender, 24 horas por dia, casos de urgência e emergência nas diversas áreas médicas, como clínica geral, cirurgia geral e ortopedia.

O atendimento é realizado de acordo com protocolos médicos e assistenciais gerenciados e as unidades seguem o modelo de classificação de risco de urgência e emergência, o que possibilita tratar com agilidade e rapidez os casos em que o tempo é um fator determinante na conduta a ser adotada. Além disso, as unidades mantêm plantão permanente da equipe de Neurologia no PS, o que permite realizar com rapidez os atendimentos de emergências neurológicas, como acidente vascular cerebral (AVC) e traumatismos cranianos.

Bem-estar feminino em jogo

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde, Saúde da Mulher, Curiosidades

Hábitos saudáveis e prevenção de doenças trazem longevidade às mulheres de todas as idades

Mente sã e corpo são. É assim que a saúde da mulher deve caminhar como fator que vai garantir sua longevidade. O médico, por sua vez, tem papel importante e funciona como um orientador de hábitos saudáveis. “Desde a concepção vamos ao obstetra para acompanhamento do pré-natal. Depois, é necessária a visita ao pediatra durante a infância e puberdade. Após a primeira menstruação, a mulher deve procurar o ginecologista, com visitas anuais”, afirma a ginecologista no Hospital São Camilo, Cintia Pereira.

A prevenção é a melhor aliada da mulher, evitando tanto doenças benignas quanto malignas. As benignas podem ser dor pélvica, que pode estar relacionada a um processo infeccioso; vulvovaginites, conhecidas como corrimento
vaginal por conta de desequilíbrio da flora vaginal; miomatose uterina, mais comum em mulheres negras e que não engravidaram; cistos ovarianos, como a síndrome dos ovários policísticos, que pode determinar alterações no ciclo hormonal ; endometriose, principal causa de esterilidade; ou infecção pelo vírus HPV, que pode ser assintomática ou os subtipos mais agressivos, que trazem lesões no colo do útero, podendo evoluir para um câncer.

Malignas

Dados do Instituto Nacional de Câncer José de Alencar Gomes da Silva (Inca) mostram que em 2016 a estimativa é de 57.960 casos de câncer de mama. “A prevenção é a arma mais eficaz, desde o autoexame até a realização de exames preventivos”, afirma a ginecologista.

Já o câncer de colo de útero acomete mulheres entre 40 e 60 anos e tem uma evolução lenta. Está relacionado aos
hábitos de fumar, abuso de álcool e múltiplos parceiros. Seu causador é o HPV e o diagnóstico precoce significa
100% de chance de cura.

Há ainda o câncer de corpo uterino, mais frequente após a menopausa e o câncer de ovário, o tipo mais raro e difícil de ser diagnosticado.

EXAMES DE ROTINA

Dos 20 aos 40 anos

✓ Ultrassom de tireóide: Identifica cistos, nódulos e tumores.
✓ Ultrassom de mamas: Detecta cistos, nódulos e tumores.
✓ Papanicolau: Verifica infecções e alterações nas células do colo do útero e previne o câncer. Deve ser
feito anualmente um ano depois do início da atividade sexual. 
✓ Colposcopia/ Vulvoscopia/ pesquisa de HPV de colo: Previne infecções causadas pelo vírus HPV e outras DSTs.
✓ Ultrassom transvaginal: Detecta cistos no ovário, miomas, pólipos endometriais, endometriose e tumores,
além de prevenir ou detectar câncer de endométrio e ovário. 

Todos os exames citados devem ser feitos anualmente ou de acordo com o pedido do médico.

Depois dos 40

✓Mamografia anual: A primeira deve ser feita entre 35 e 40 anos, para prevenir ou detectar o câncer de mama. Depois, anualmente.
​✓Densitometria Óssea: Mede a densidade dos ossos e a possível perda de massa óssea, além de prevenir ou detectar a osteoporose. Em mulheres, o exame deve ser feito anualmente após a menopausa.

Muitas mulheres se queixam de dores abdominais fortes todos os meses quando estão no período menstrual. Essa dor é comumente conhecida como cólica e, de acordo com um estudo publicado na Revista Brasileira de Medicina, atinge 33 milhões de brasileiras de diversas idades.

Mas, afinal, o que é a cólica?

A cólica são dores causadas pelas contrações da parede do útero para liberar um óvulo não fecundado. Nesse processo, além das contrações, a queda nos níveis hormonais também faz com que essa parede desabe, caracterizando a menstruação.

Em algumas mulheres esses espasmos podem ser muito mais intensos e os vasos sanguíneos que irrigam o útero ficam comprimidos, causando dor abdominal intensa. Essas dores também podem irradiar para as costas e para a face interna das coxas que podem durar por todo o período menstrual.

Para amenizar, a Dra. Vania Carolina Pereira Stancka, ginecologista no Hospital São Camilo de SP, indica a aplicação de calor local, uma dieta rica em fibras e a prática de exercícios aeróbicos. "Já o tratamento com remédios só pode ser feito após avaliação médica, pois é preciso diagnosticar qual o tipo de cólica que a mulher tem e só assim indicar o melhor tratamento", complementa.

Segundo a ginecologista, as cólicas podem ser divididas em dois tipos:

- Primária: Costuma anteceder a menstruação e durar até os primeiros dias da menstruação.

- Secundária: Está associada a alguma patologia ginecológica e os sintomas podem não ter relação com o ciclo menstrual. Neste caso, as cólicas são mais intensas e progressivas, ou seja, os sintomas pioram ao longo da vida se não tratados. E a endometriose pode estar entre uma das condições que geram essa dor intensa.

Por isso, é muito importante que você dê atenção às dores que você sente todos os meses. E procure um médico anualmente para a realização de exames preventivos e de rotina.

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: