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Janeiro 2019

O Transplante de Medula Óssea é uma opção de tratamento para diversas patologias como Anemia Aplástica, Mielodisplasias, Mieloma Múltiplo, Linfomas e em alguns tipos de leucemias. Ser Doador de Medula Óssea é um gesto bastante nobre, que pode salvar a vida de muitas pessoas. No entanto, para tornar-se um doador é preciso cumprir alguns requisitos.  Por isso, a Dra Iracema Esteves Lopes, hematologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, esclareceu abaixo dúvidas importantes. Confira:

- Quem pode doar  Medula Óssea?

É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade. Estar em bom estado geral de saúde. Não ter doença infecciosa ou incapacitante. Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

- Existe um banco de Medula Óssea? O que fazer para se voluntariar?

Diferente da doação de sangue, onde o material coletado fica armazenado e é distribuído conforme a necessidade dos hospitais, na doação de medula óssea, é coletada uma pequena amostra de sangue para armazenar os dados do doador. Quando os dados entre pacientes e doadores são compatíveis, o doador é chamado para fazer a doação. Para ser um doador é preciso cadastrar-se no Redome - Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (http://redome.inca.gov.br/) e escolher o Hemocentro mais próximo para fazer a coleta da amostra.

- Quais são os tipos de procedimento para realizar a doação?

Existem duas formas de coleta de células e a decisão entre uma e outra é do doador, mas uma das duas formas pode ser sugerida pelo médico, dependendo da doença apresentada pelo paciente que vai receber o transplante.

A forma tradicional de coleta é realizada em centro cirúrgico. São realizadas múltiplas punções nos ossos posteriores da bacia, sendo aspirado até um volume máximo de 15 ml de medula óssea para cada quilo de peso do doador.

A coleta mais frequente realizada atualmente, contudo, é a periférica, na qual o doador recebe uma medicação que estimula a proliferação das células tronco e a liberação dessas células para o sangue. Enquanto isso, esse material é coletado por meio de um aparelho especializado para esse procedimento. Nesse tipo de coleta não há necessidade de internação hospitalar ou afastamento das atividades normais do doador.

- O processo de doação é doloroso?

Não costuma ser doloroso. Quando é feito o procedimento cirúrgico o doador recebe anestesia.

- O doador corre algum tipo de risco?

A doação é bastante segura. Não costuma haver riscos importantes durante o procedimento. Os hematologistas explicarão cada processo e possíveis complicações, como dor local leve, quando a doação for requerida.

- É necessário fazer algum procedimento antes ou após a doação?

Antes da doação é preciso passar por avaliação médica. É checada a Compatibilidade HLA (para conferir se o doador e receptor possuem compatibilidade sanguínea). Além de exames de sorologias infecciosas. Após a doação é recomendado manter uma rotina mais leve por um ou dois dias.

- Quantas vezes são possíveis doar medula  óssea? Há um intervalo necessário entre as doações?

Segundo o próprio Redome, a medula se recompõe rapidamente, assim, é possível realizar uma nova doação, sem prejuízo à saúde. É recomendado que a segunda doação ocorra após seis meses da primeira. Se possível, utilizando um método de coleta distinto.

- E em algum momento paciente e doador se conhecem?

Não, é obrigatório resguardar a identidade tanto do doador quanto do receptor.

 

 


Autor: Comunicação Corporativa Categoria: