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Novembro 2015

Desvendando os mistérios da microcefalia

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Saúde da Mulher, Saúde do Homem

Por conta do surto que vem atingindo algumas regiões do Brasil, a microcefalia passou a estampar as páginas dos jornais, sendo um dos assuntos de saúde mais comentados do país.

Segundo Dr. Edson Issamu Yokoo, neurologista na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a microcefalia é uma patologia onde a criança nasce com o crânio e o cérebro menores do que o normal, podendo comprometer o desenvolvimento motor e intelectual.

Essa condição neurológica pode ser explicada por causas primarias e causas secundarias:

As causas primárias se concentram especialmente nas doenças genéticas, como na Síndrome de Down, Síndrome de Edwards, na Síndrome de Cri du Chat e nas malformações imprevisíveis do sistema nervoso central, principalmente do cérebro.

Já as causas secundárias dizem respeito ao histórico de gestação da mãe. As principais são as infecciosas (como a rubéola, toxoplasmose, citomegalovírus), as carências (desnutrição na gestação), uso de álcool e drogas, presença de doenças metabólicas maternas (como a fenilcetonuria) e as complicações de parto que podem levar à falta de oxigenação cerebral do bebê no ato do nascimento.

Ainda de acordo com o Dr. Edson, as sequelas que os bebês apresentam dependem do grau de comprometimento do cérebro e de sua causa básica. “Podemos observar um leque de manifestações neurofisiológicas como retardo no desenvolvimento neuropsicomotor, déficit da mental, transtorno fala e do movimento, déficit motor, transtorno visual e transtornos cognitivos”.

Não existe um tratamento específico para as microcefalias primárias. Pode ser recomendado apenas o tratamento para a doença base. Já nas microcefalias secundárias com a presença de junção dos ossos do crânio, pode ser indicado um procedimento cirúrgico, já que a situação leva à compressão do cérebro e ao aumento da pressão intracraniana. “Recomenda-se o tratamento cirúrgico até o sexto mês de vida, período onde o cérebro da criança, em seu desenvolvimento normal, apresenta grande aumento de seu tamanho”, completa Dr. Edson.

Para finalizar, o neurologista afirma que é possível a gestante evitar alguns fatores para microcefalia, como fazer seu pré-natal de maneira regular e disciplinada, evitar situações de desequilíbrio nutricional, atender às recomendações do obstetra, evitar o uso de álcool e drogas e manter as atividades mais saudáveis possíveis. “Por outro lado, não há como evitar transtornos genéticos, as malformações do sistema nervoso central ou isolamento total quanto às infecções, mas o pré-natal bem cumprido pode minimizar e antecipar tais diagnósticos”.

Fonte: Comunicação ​​

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: