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Blog São Camilo

Março 2016

Obesidade feminina exige controle

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Saúde da Mulher

​​​Doença é considerada crônica e precisa de tratamento multidisciplinar
com endocrinologista, psicólogo e nutricionista


O excesso de peso é prejudicial tanto para homens quanto para mulheres. Mas para a população feminina os efeitos da obesidade podem afetar até na hora de engravidar, causando a infertilidade. Números do IBGE mostram que cerca de 48% das brasileiras estão acima do peso e 18% delas são obesas.

De acordo com o gastroenterologista e cirurgião no Ambulatório de Tratamento da Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital São Camilo Santana, Ivan Vasconcellos, a obesidade pode trazer uma série de patologias às mulheres,
dentre elas, diabetes tipo 2, hipertensão, doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e tromboses), apneia do sono, problemas musculoesqueléticos (artrose, degeneração das articulações e
hérnia), depressão, infertilidade e neoplasias. “A obesidade causa alterações hormonais que provocam doenças como câncer de mama e de endométrio, devido à elevação do hormônio estrogênio, além de infertilidade, irregularidade menstrual e síndrome do ovário policístico.”

Tratamento

​Por ser uma patologia crônica, de causa multifatorial, o médico indica que a paciente procure grupos ou centros de tratamento de obesidade, que incluam avaliação com endocrinologista, nutricionista e psicólogo. “A paciente receberá instruções conforme cada caso, mas sempre incluirá atividade física bem orientada, controle alimentar individualizado e, em casos selecionados, medicamentos ou encaminhamento para procedimentos cirúrgicos”, explica Vasconcellos.

Saúde é fundamental

Alimente-se em horários​ regulares, com intervalos de três horas, em quantidades pequenas.

• Coma todos os tipos de alimentos – proteínas, carboidratos e fibras.

• Não há comprovação científica de que dietas radicais tenham melhor resultado, no entanto, quanto menor a ingestão de carboidratos "puros", como massas brancas, derivados da farinha, doces, refrigerantes, fast-food, melhor o resultado.

• Realize, no mínimo, 150 minutos de atividade física por semana, divididos em três vezes. Se for mais que isto, melhor.

​• Evite atividades com impacto ou muito cansativas no início, privilegiando reforço dos músculos, tendões e ligamentos. Aumente a frequência e a intensidade.

• Procure incorporar as medidas acima como um hábito de vida. 

Programação

Unidade Pompeia
Sesc Pompeia: dias 05 e 06 de abril (terça e quarta-feira)
Horários: 8h / 9h30 / 14h / 15h30
Profissionais: médico e nutricionista (foco diabetes)
Endereço: Rua Clélia, 93, Pompeia - São Paulo​​ 

Unidade Santana
Sesc Santana: dia 08 de abril (sexta-feira)
Horários: 12h / 15h
Profissionais: médico e nutricionista (foco diabetes)
Endereço: Avenida Luiz Dumont Villares, 579, Santana - São Paulo​

Unidade Ipiranga
Sesc Ipiranga: dia 07 de abril (quinta-feira)
Horários: 8h / 9h30 / 14h / 15h30
Profissionais: médico, nutricionista e psicóloga (foco prevenção geral - diabetes, obesidade, hipertensão, saúde da mulher)
Endereço: Rua Bom Pastor, 822, Ipiranga - São Paulo

​​​​A Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo está em constante aprimoramento dos serviços oferecidos aos pacientes e acaba de investir no setor de Endoscopia Digestiva do Hospital São Camilo Pompeia. As melhorias contemplam a ampliação da área física, aumento de 50% da capacidade de atendimento, aquisição de equipamentos, aumento do quadro de funcionários e revisão do fluxo de atendimento.

“No local, serão realizados exames de endoscopia digestiva alta, colonoscopia com magnificação, ecoendoscopia, manometria anorretal computadorizada, phmetria e manometria esofágica,s colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE), retosigmoidoscopia flexivel, exame de cápsula endoscópica, bem como a passagem de sonda enteral, gastrostomia, implante de endopróteses e colocação de balão endoscópico para obesidade”, conta o chefe do serviço, Henrique Perobelli Schleinstein.

“O setor de Endoscopia Digestiva do Hospital São Camilo Pompeia oferece toda a infraestrutura e equipamentos necessários e equipes médica e de enfermagem preparadas, inclusive com especialização no exterior, para a realização de exames e procedimentos endoscópicos com todo o conforto e segurança”, ressalta o coordenador médico responsável pela área, Carlos Alberto Ikoiti Takenaka.

O horário de funcionamento do setor de Endoscopia Digestiva do Hospital São Camilo Pompeia é de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h, e aos sábados, das 7h às 14h. Os exames e procedimentos devem ser agendados pelo telefone (11) 3172.6800.

H1N1 no verão deve ser motivo de preocupação?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde

Os casos da gripe H1N1 no noroeste paulista têm aumentado e preocupado a população por conta do grande número de pessoas infectadas. Segundo a Vigilância Epide​miológica da Secretaria de Saúde da cidade de Catanduva, uma das regiões que mais apresentam relatos da doença, do início do ano até agora já foram notificados 108 casos, sendo 42 positivos, 57 negativos e nove que ainda aguardam o resultado.

Por conta desse alto número de casos notificados, a população está apreensiva, mas será que o vírus, que é mais comum entre os meses de junho e julho por estar relacionado a temperaturas mais amenas, pode ser mais perigoso quando aparece em períodos mais quentes?

Segundo o Dr. Jean Gorinchteyn, infectologista no Hospital São Camilo de São Paulo, o aumento nos casos não deve ser motivo de preocupação, já que o vírus da gripe influenza A está presente em todos os meses do ano. Porém, em dias com temperaturas mais baixas, a gripe aumenta sua prevalência, independente da época e da estação, e pode acontecer um pequeno aumento no número de casos, como aconteceu nesse verão. 

Portanto, de acordo com ele, ainda não é possível afirmar se haverá ou não outra epidemia de casos, como aconteceu em 2009: “Se este inverno tiver temperaturas mais baixas, veremos, sim, uma elevação na quantidade de pessoas infectadas durante o período, mas com o advento da vacina, essa preocupação é bem menor”.

Ainda de acordo com o Dr. Jean, todas as pessoas, em todas as faixas etárias podem contrair o vírus, por isso, se vacinar contra a H1N1 é extremamente importante: “A forma principal de prevenção contra o vírus da H1N1 ainda é a vacinação, mas alguns outros cuidados, como lavar as mãos com frequência e desinfetá-las com álcool em gel, além de evitar aglomerações e manter os locais abertos e bem arejados, principalmente no transporte coletivo, também ajudam a prevenir a infecção”, complementa.

Crianças menores de dois anos, idosos e pessoas com comorbidades, ou seja, que apresentam dois ou mais problemas de saúde, e com doenças crônicas, precisam de atenção redobrada, já que estão suscetíveis a desenvolver as formas mais graves da doença.

Por isso, é importante ficar de olho nos principais sintomas que são muito parecidos com uma gripe comum: dor no corpo, febre, desconforto respiratório, nariz entupido, dor de cabeça e de garganta e a qualquer suspeita, procurar um médico especialista, já que somente ele tem a habilidade necessária para distinguir uma gripe comum da influenza, além de indicar o melhor tratamento: “O tratamento é simples e feito com antivirais e medicações sintomáticas. Já nos casos mais graves, a internação pode ser aconselhada”, finaliza Dr. Jean.

Técnica melhora a qualidade de vida das pessoas e previne o agravamento da inflamação do aparelho digestivo, que pode levar ao desenvolvimento de câncer, desnutrição, anemia grave, infecção generalizada e até mesmo à morte

Os benefícios do transplante de medula óssea no tratamento de tumores hematológicos já são conhecidos. A novidade é que o procedimento continua sendo aperfeiçoado para contribuir com a recuperação de pacientes que sofrem de outras patologias, como as doenças autoimunes. Médicos e pesquisadores presumem que a incidência de pessoas com este problema passou de 3 a 5% para 15 a 20% da população mundial.

Embora exista mais de 30 doenças autoimunes, o transplante de medula óssea apresenta uma eficácia maior no tratamento de algumas delas, como a doença de Crohn. “Em casos graves, nos quais o paciente não responde mais a nenhum tratamento, o objetivo do transplante de medula óssea é gerar o reinício do sistema imunológico, fazendo com o que o organismo pare de produzir anticorpos que atacam as próprias células”, explica a hematologista e coordenadora do Centro de Transplante de Medula Óssea da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Aline Miranda de Souza.

Para isso, é utilizada uma técnica chamada de transplante autólogo de medula óssea. “O paciente recebe uma medicação que induz as células-tronco a migrarem do interior da medula óssea para o sangue periférico (que circula pelas veias e artérias). O sangue do paciente é coletado por uma veia do braço e passa por uma máquina capaz de separar o grupo de células-tronco das demais. Depois de colhidas, as células são preservadas vivas, por meio de congelamento, até o momento da infusão. O procedimento é indolor e dura em torno de três a quatro horas, sendo que a coleta pode ser feita mais de uma vez, até se atingir o número necessário para a realização de um transplante seguro”, explica a especialista.

Com a realização do transplante de medula óssea, os pacientes com doença de Crohn grave têm uma grande chance de recuperação e melhora da qualidade de vida. “Temos estudos que mostram que até 50% dos pacientes passam a não ter mais necessidade de utilizar medicamentos para o controle da doença de Crohn após o transplante. Cerca de 40% não ficam completamente curados, mas melhoram o estado de saúde e passam a responder aos medicamentos. Apenas 10% não manifestam melhora”, revela Aline.

O que é a doença de Crohn?

Trata-se de uma doença que causa inflamações em todo o aparelho digestivo, da boca ao ânus, mas predominantemente na parte final do intestino delgado (íleo) e intestino grosso (cólon). A manifestação dos sintomas da doença de Crohn acontece, geralmente, entre 20 e 30 anos de idade ou entre 50 e 60 anos. Os principais sintomas são dor abdominal e surtos de diarreia com a presença de muco e sangue, febre e anemia em casos mais graves por deficiência na absorção de nutrientes e pelos sangramentos frequentes. Entre os exames indicados para o diagnóstico da doença, estão colonoscopia, endoscopia e exames de sangue para avaliar o grau e a extensão da doença de Crohn.

Fonte: Assessoria de Imprensa

A maioria das mulheres vive uma eterna batalha contra a balança. Em alguns períodos, dedicam-se a dietas e exercícios e conseguem eliminar os indesejados quilos extras. Em outros, dão-se o direito de aproveitar mais a vida e acabam recuperando em poucos dias o peso que levaram meses para perder. Geralmente, a motivação é estética, mas a importância da manutenção do peso vai muito além da satisfação com a imagem refletida no espelho.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a obesidade como um dos principais problemas de saúde da atualidade. É considerada obesa uma pessoa com Índice de Massa Corporal (IMC), acima de 30. O IMC pode ser obtido dividindo o peso pela altura ao quadrado (altura x altura).

Um levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em conjunto com Ministério da Saúde, em 2014, mostrou que o problema é ligeiramente mais incidente em mulheres (18,2%) do que em homens (17,6%). Os principais fatores que contribuem com este resultado são o maior sedentarismo entre as mulheres, gestação, história familiar, casamento em idade jovem, cessação do tabagismo e níveis de educação e urbanização baixos.

“Muitas doenças são causadas e/ou agravadas pela obesidade em mulheres, sendo as mais importantes a diabetes mellitus tipo 2, hipertensão arterial sistêmica, doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral e tromboses), apneia do sono, doenças musculoesqueléticas (artroses, degeneração das articulações e hérnias), depressão, infertilidade e alguns tipos de câncer”, alerta o gastroenterologista e chefe do Ambulatório de Tratamento da Obesidade e Cirurgia Bariátrica do Hospital São Camilo Santana, Ivan Vasconcellos.

Ainda segundo o especialista, a relação entre o IMC, diabetes mellitus tipo 2 e doença coronariana é mais forte para as mulheres do que para os homens. “Uma mulher com 1,65cm e 95 kg (IMC 35 - obesidade), por exemplo, terá mais chances de ser acometida por doenças crônicas do que um homem com as mesmas medidas. Comparadas a mulheres com peso normal, as obesas têm 11 vezes mais chances de diabetes mellitus tipo 2 e três vezes mais chances de óbito por doença cardiovascular”, analisa.

Para prevenir esses problemas, a manutenção do peso é fundamental. “Em alguns casos, uma dieta saudável e balanceada, prática regular de exercícios físicos, controle hormonal e de ansiedade podem ajudar as mulheres a atingir e manter o peso ideal. É importante manter tais hábitos continuamente, para evitar o famoso ‘efeito sanfona’, que é prejudicial ao organismo Em outros, é preciso uma avaliação médica para indicação de cirurgia bariátrica. O objetivo desse procedimento é reduzir a quantidade de alimentos ingeridos e/ou absorvidos pelo organismo, bem como melhorar o metabolismo, levando à perda de peso mais sustentada”, explica Vasconcellos.

Apesar do número de obesos ser pouco diferente entre os gêneros, as mulheres fazem mais cirurgia bariátrica do que os homens e representam até 80% dos procedimentos realizados. “A maioria tem entre 25 e 45 anos, é casada ou tem união estável. Entre as razões para realizar a cirurgia bariátrica, estão a cobrança social e pessoal sobre a imagem corporal da mulher, aumento da possibilidade de engravidar, redução das complicações da gestação e parto e doenças e limitações causadas pela obesidade”, revela.

“Até o momento, nenhum país conseguiu demonstrar, efetivamente, redução na incidência de obesidade. A situação é muito preocupante, pois se acredita que a expectativa de vida deverá diminuir, caso esse problema não seja controlado e continue a aumentar”, finaliza o gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Ivan Vasconcellos.

 

* Ivan Vasconcellos é gastroenterologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: