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Blog São Camilo

Junho 2016

Prevenção de mãe para filha

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde, Saúde da Mulher

​Mulheres de todas as idades precisam ir frequentemente ao ginecologista; este hábito é importante para evitar doenças e ainda buscar orientações em casos de dúvidas.

Conhecer o próprio corpo é essencial para que a mulher saiba buscar ajuda e orientação médica quando preciso. As idas ao ginecologista, por exemplo, devem fazer parte da rotina feminina em todas as idades.

Se no início da vida é comum que os pediatras encaminhem as meninas ao ginecologista, a partir da adolescência a consulta ao especialista é necessária para acompanhamento, prevenção e orientação. A partir daí não tem mais desculpa, os retornos devem ser anuais ou até antes, de acordo com cada caso.

A Rede de Hospitais São Camilo apresentou recentemente o Centro de Saúde da Mulher, dedicado ao serviço de Ginecologia, suas subespecialidades e exames diagnósticos. “A consulta é realizada por um especialista; ao término, a paciente pode agendar todos os exames e realizá-los no dia de sua escolha. De acordo com o diagnóstico, há tratamento clínico e cirúrgico para todas as situações”, afirma Cintia Pereira, ginecologista no Hospital São Ca-milo, Unidade Santana.

Mulher de fases

Durante a infância as meninas só precisam ir ao ginecologista caso haja uma recomendação do pediatra, que normalmente realiza acompanhamento da saúde da criança. Nessa fase, as principais queixas são corrimentos, coceiras e vermelhidão na região genital.

Já na adolescência, a médica afirma que a primeira consulta deve ser após o início da menstruação; caso não ocorra, é preciso investigar. Nesse período as dúvidas mais comuns são sobre desenvolvimento, corrimentos, espinhas, atrasos de menstruação, aumento de peso, início da vida sexual e anticoncepção.

Na vida adulta o corrimento está em primeiro lugar nas reclamações, além de dor pélvica, sangramentos irregulares, miomas e dor ou caroço nas mamas. Após a menopausa são frequentes as queixas de incontinência urinária, osteoporose e psico-cognitivas.

“A rotina ginecológica deve acontecer em cada fase da vida da mulher. Os exames, em geral, são pedidos após o início da vida sexual", explica a ginecologista.

​Cuidados em cada etapa

Após o início da vida sexual: os exames mais pedidos são papanicolau, captura híbrida para pesquisa de HPV, colposcopia, ultrassonografias transvaginal e de mama.

Depois dos 40 anos: mamografia, além dos já citados.

A partir dos 50 anos: além dos anteriores, é preciso ampliar a prevenção com densitometria óssea e exames de sangue para acompanhamento do perfil metabólico.​

Conhecendo os benefícios do sal de ervas

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde, Alimentação

Hoje em dia, com a correria da vida moderna, ficou muito mais fácil e prático escolher nas prateleiras dos supermercados aqueles alimentos industrializados, processados e de preparo rápido. Mas nem sempre a praticidade deve ser o fator principal na hora de definir o cardápio do dia. Isso porque, além desse tipo de alimentação não ser adequado, ele também pode trazer alguns riscos à saúde.

O vilão, nesse caso, é o excesso de sódio contido na maioria desses alimentos. Segundo a OMS, a Organização Mundial da Saúde, os adultos devem consumir menos de 5 gramas de sal por dia – o equivalente a menos de uma colher de chá rasa –, mas os brasileiros estão muito acima dessa recomendação e consomem em torno de 12 gramas ao dia. 

Uma dieta com grande quantidade de sódio pode causar problemas de saúde, como hipertensão, insuficiência renal e problemas cardiovasculares. Pensando nisso, médicos, nutricionistas e endocrinologistas têm sugerido que as pessoas não deixem o saleiro sempre à mesa e que façam substituições saudáveis, como a utilização do sal de ervas que, nada mais é, do que uma preparação que realça o sabor e o aroma dos pratos, ajudando a diminuir a quantidade de sal durante as refeições.

Segundo Ligia Santos, Coordenadora do Setor de Nutrição e Dietética na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o incentivo a uma dieta mais saudável, redução de alimentos industrializados, cujo teor de sódio é bem maior se comparado aos alimentos in natura, e o aumento no consumo de hortaliças e frutas,  ajudam a diminuir o risco da hipertensão, que é um dos problemas de saúde pública no Brasil.

"É possível encontrar nas ervas os fitoquímicos, que é um dos principais grupos de antioxidantes. Além dele, os compostos fenólicos aparecem como os principais responsáveis pelas propriedades atribuídas às ervas aromáticas, que participam na prevenção de problemas cardiovasculares, estimula o sistema digestivo e potencializa o sistema imunitário", acrescenta Lígia.

Algumas das ervas mais usadas são: o alecrim, manjericão, manjerona, orégano, cheiro verde e sálvia. É a partir delas que o sal de ervas é feito, acrescentando apenas uma pequena quantidade de sal. "A receita-base é uma parte de sal para três partes de ervas, ou seja, para cada 100 gramas de sal é preciso de 300 gramas de ervas", complementa.

Confira algumas sugestões de combinações:

Receita 1 – 1 pacote de alecrim, 1 pacote de manjericão, 1 pacote de manjerona, 1 pacote de orégano, 1 pacote de cheiro verde e 200g de sal comum.

Receita 2 – 1 xícara de chá de sal grosso, 1 xícara de chá de orégano, 1 xícara de chá de alecrim, 1 xícara de chá de sálvia.

Receita 3 – 25g de manjericão, 15g de orégano, 10g de salsinha, 100g de sal.

Além dessa dica, a nutricionista recomenda lavar bem e secar as ervas frescas antes de utilizá-las. A mistura pode ser feita tanto em um liquidificador quanto em um processador e o sal escolhido pode variar de acordo com o gosto, podendo ser o sal comum, o sal marinho, o sal grosso e até mesmo o light. Já o armazenamento deve ser feito em um recipiente fechado e em um local fresco e seco.

Feito isso, chegou a hora de colocar a mão na massa e a fazer preparações saudáveis e deliciosas que vão agradar toda a família. Para ajudar, a nutricionista deu algumas dicas de combinações entre os alimentos e as ervas, confira:

Sal_de_Ervas_.png 

​​​Muitas vezes, deixar de lado os cuidados com o diabetes pode prejudicar a saúde e trazer consequências irreversíveis ao corpo. Uma delas é a amputação de membros inferiores decorrente das úlceras do pé diabético. A Federação Internacional de Diabetes (FID) estima que a cada 20 segundos uma amputação aconteça no mundo por esse motivo.

Infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores estão entre as complicações mais comuns em quem tem diabetes mal controlado. Quando as taxas de glicose permanecem altas durante muitos anos, a pessoa pode desenvolver o pé diabético. O problema é caracterizado por formigamentos nas pernas, perda da sensibilidade local, dores, queimação nos pés e nas pernas, sensação de agulhadas, dormência, além de fraqueza nos membros inferiores. Os sintomas podem piorar à noite, ao deitar. Geralmente, os sinais são negligenciados pelo paciente até o estágio avançado, em que aparecem feridas difíceis de serem tratadas devido aos problemas de circulação característicos do diabetes.

“Muitos pacientes convivem com feridas no pé por anos, o que prejudica a qualidade de vida deles e pode causar sérias infecções. Para evitar o desenvolvimento do problema até o estágio mais avançado, em que é necessário amputar o membro para que a infecção não se propague em outros tecidos saudáveis do corpo, é necessária uma intervenção de múltiplos especialistas. A ferida do pé diabético deve ser analisada em conjunto com o infectologista, que vai cuidar da infecção; endocrinologista, que vai controlar o diabetes; o vascular, para melhorar a circulação no local; o estomaterapeuta, que é especialista em curativos”, explica o infectologista e chefe do Centro de Tratamento de Feridas da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Ivan Marinho.

Novas técnicas de tratamento também podem ser recomendadas pelos especialistas para ajudar no processo de cicatrização da ferida, como a oxigenoterapia hiperbárica. Trata-se de uma modalidade terapêutica em que o paciente é submetido a uma pressão atmosférica aumentada, enquanto respira oxigênio 100% puro no interior de uma câmara hiperbárica. “Esse oxigênio atua de forma eficaz no tratamento das feridas, pois inibe a produção de toxinas e bactérias, potencializa o efeito dos antibióticos e agiliza o processo de cicatrização”, detalha.

Ainda de acordo com o especialista, se diagnosticado em fase inicial, o pé diabético tem uma grande chance de recuperação. “Porém, o melhor tratamento ainda é prevenção. Os pacientes diabéticos devem consultar o endocrinologista periodicamente, realizar os exames solicitados pelo médico, manter a dieta adequada e praticar exercícios físicos. Caso tenha qualquer problema com o pé, como espinhas ou picadas de insetos, avise o médico. Nos estágios mais avançados, o problema é irreversível e até mesmo a vida do paciente pode ficar em risco”, alerta Marinho.

* Ivan Silva Marinho é chefe do Serviço de Infectologia da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

​O sonambulismo é um estado anormal do sono, onde a pessoa apresenta um tipo de despertar incompleto. Em outras palavras, é quando as funções motoras se manifestam enquanto as áreas que controlam a consciência permanecem adormecidas.

De acordo com Dr. Edson Issamu Yokoo, neurologista na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, a causa do sonambulismo não é conhecida, mas pode estar ligada à genética, já que muitos dos casos observados têm pessoas da mesma família com o mesmo quadro.

Além disso, alguns fatores, como a ingestão de álcool, a utilização de medicações psicotrópicas, ansiedade, estresse, fadiga, mudanças na rotina do sono e até mesmo a ocorrência de febre podem aumentar a chance de desencadear esse distúrbio.

O sonambulismo não escolhe idade e pode acometer tanto crianças, jovens e até mesmo adultos. “Normalmente, esse transtorno surge durante a idade escolar, entre os 5 a 12 anos, mas a boa notícia é que o quadro apresenta melhora ou até mesmo desaparece durante a adolescência”, complementa o neurologista.
 
O indício de sonambulismo é a recorrência do que pode ser chamado de sintomas mais comuns, que são: caminhar durante o sono, sentar-se na cama, conversar e fazer atividades costumeiras, como abrir e fechar portas e janelas. “A pessoa que sofre com esse transtorno, fica sempre de olhos abertos, mas com o olhar vago e distante”, completa Dr. Edson.

E não para por aí, pois o sonâmbulo pode, ainda, fazer atividades complexas, como escrever uma carta e até mesmo comer, e não se lembrar de nada quando acordar pela manhã.

Falando em acordar, aquela velha história de que não se pode acordar um sonâmbulo não é verdadeira, segundo Dr. Edson: “Não é verdade que o sonâmbulo não possa ser acordado. Ele pode ser sim despertado, principalmente em casos que tragam riscos à sua integridade”.

Porém, é possível observar que quando o sonâmbulo é acordado, ele apresenta certa confusão mental, desorientação e, em alguns casos, até certa agressividade. Por isso, Dr. Edson recomenda que o despertar deve ser calmo e equilibrado.

Mesmo não sendo considerada uma doença, o sonambulismo pode exigir tratamento, principalmente se sua ocorrência trouxer consequências físicas e psicológica a ponto de atrapalharem a vida de quem sofre com esse problema.

Para finalizar, Dr. Edson diz que o diagnóstico é basicamente clínico: “O diagnóstico é feito a partir dos relatos, geralmente dos familiares, sobre o que ocorre durante o sono do paciente e, para confirmar a existência desse distúrbio, ainda pode ser solicitado o exame de polissonografia, estudo do sono que analisa as alterações fisiológicas que ocorrem durante a noite”.

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