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Setembro 2017

O Transplante de Medula Óssea pode ser uma forma de tratamento para mais de 60 doenças. Mas o procedimento ainda gera muitas dúvidas para pacientes e possíveis doadores. Confira o que é mito e o que é verdade

1. A Medula Óssea é a Espinha?
Mito
A Medula Óssea  é um tecido líquido gelatinoso que fica dentro dos ossos. Ela é responsável pela produção das células do sangue - os glóbulos vermelhos, os brancos e as plaquetas. Já a Medula Espinhal é formada de tecido nervoso e ocupa o espaço dentro da coluna vertebral, sendo responsável pela transmissão dos impulsos nervosos a partir do cérebro para todo o corpo.

2. O transplantado tem que ficar isolado de tudo e de todos
 Verdade
O isolamento ocorre no pré e no pós TMO, sendo necessário para a proteção do paciente, que nesta fase do tratamento se encontra vulnerável,  principalmente aos agentes infecciosos. Essa é uma das etapas mais difíceis para os pacientes e familiares, pois exige a conscientização de todos e a participação da equipe multiprofissional da instituição.  A duração do isolamento será uma decisão do médico, dependendo do tipo de tratamento e das condições de recuperação do paciente.

3. Qualquer pessoa pode ser doadora
Verdade
O doador precisa ter entre 18 e 54 anos e boa saúde! Basta procurar um hemocentro e agendar uma entrevista. Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue para reconhecer as características genéticas importantes para a seleção de um doador (HLA). Sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade é verificada. Uma vez confirmada a compatibilidade, o doador será consultado para decidir quanto à doação. Uma vez selecionado, o doador passará por um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde.

4. O Transplante de Medula Óssea é uma cirurgia
Mito
O transplante Medula óssea pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, ou obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical, o tipo de transplante depende da patologia e da indicação médica. A coleta de material medular é feita em centro cirúrgico, sob anestesia e tem duração de cerca de 2 horas. Já a coleta do material por aférese, não necessita de internação ou de anestesia, é um procedimento semelhante a doação de sangue, o material  é coletado da veia do doador após preparo com medicação por 5 dias com o objetivo de aumentar o numero de células progenitoras circulantes no sangue periférico. 

5. A medula óssea só pode ser doada por alguém da família
Mito
Para realizar um transplante de medula  óssea é necessário que haja compatibilidade entre doador e receptor, condição mais esperada entre familiares. Porém quando não são encontrados doadores na família (aparentado), a solução é buscar doadores entre os indivíduos da população ( não aparentado). Desta forma surgiram os registros de doadores de medula óssea, no Brasil o REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) que faz a busca ativa de doadores cadastrados no Brasil e no mundo.

6. Somente as doenças malignas são indicadas para o transplante?
Mito
O transplante de medula óssea pode ser indicado para o tratamento de um conjunto de cerca de 80 doenças, relacionadas com a fabricação de células do sangue e com deficiências no sistema imunológico. Além de ser indicado em vários tipos de tumores, as doenças do sangue como a anemia aplástica grave, outras anemias adquiridas ou congênitas, mielodisplasia, na maioria dos tipos de leucemias, como a mielóide e a linfóide aguda, mieloma múltiplo, linfomas, doenças do metabolismo e  doença auto- imune.

​7. A pele de quem faz o transplante de medula óssea sempre escurece?
Verdade
Existem algumas alterações orgânicas, efeitos da quimioterapia e radioterapia. A pele pode escurecer, assim como as chamadas mucosites - inflamações transitórias nas mucosas, lábios, gengiva, língua e bochechas.  O tempo de recuperação é variável para cada caso, considerando o tipo de patologia, o tratamento e as condições do próprio paciente.

Uma década atrás, a jornada de trabalho costumava terminar no final do expediente. Com a popularização dos smartphones e dispositivos de trocas de mensagens instantâneas, este cenário mudou completamente e está cada vez mais difícil se desconectar da lista de tarefas profissionais. A leitura de um simples e-mail de trabalho durante o jantar ou a revisão de um relatório momentos antes de dormir inibem o descanso físico e mental, contribuindo para o aumento do estresse e a sensação de insatisfação profissional.  

Quando este comportamento se intensifica a ponto de comprometer a qualidade de vida, pode ser caracterizado como o distúrbio emocional - Síndrome de Burnout. Umas das suas principais características é o estado de tensão e estresse crônico, vivenciados em um ambiente de trabalho com condições desgastantes. A síndrome foi denominada pelo psicanalista nova-iorquino Herbert J. Freudenberger na década de 70, após diagnosticá-la em si mesmo. Para esclarecer dúvidas sobre o tema, a psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, Camila de Cássia Ribeiro, relata suas principais características. Confira:

- Causas

A Síndrome de Burnout acontece principalmente por razões externas, como um ambiente de trabalho sobrecarregado, que propicia um estresse emocional intenso. Por vezes a pessoa ocupa seu cotidiano com afazeres, tendo pouco tempo livre para atividades prazerosas.

- Sintomas iniciais

Um dos principais sintomas é o esgotamento físico e emocional, que pode ser mais intenso quando potencializado pelo estresse vivenciado no cotidiano. Ao longo do tempo, quando não tratada, a Síndrome de Burnout desencadeia mais sintomas psicológicos negativos como: mudanças bruscas de humor, irritabilidade, agressividade, lapsos de memória, ansiedade, depressão e isolamento social. Já os sintomas físicos podem ocasionar palpitações, sudorese intensa, distúrbios gastrointestinais, pressão arterial alterada e dores musculares.

 - Diagnóstico

O diagnóstico da Síndrome de Burnout pode ser feito a partir do momento em que a pessoa sente que algo não vai bem a sua vida profissional. Há um descontentamento muito grande, atividades antes prazerosas passam a não ter mais importância. A realização profissional é acometida por sentimentos negativos, tudo isso prejudicando a vida pessoal também.  O diagnóstico pode ser feito pelo profissional de saúde mental, como o Psiquiatra ou um Psicólogo.  

- Quem pode ter?

Qualquer pessoa que vivencie um trabalho sobrecarregado, com atividades desgastantes pode sofrer com a Síndrome de Burnout. Podemos citar como exemplo, os profissionais da área da saúde, educação, policiais, advogados, quem faz dupla jornada; que atuam com envolvimento interpessoal direto e intenso, por exemplo. 

- Tratamento

O tratamento da Síndrome de Burnout pode ser feito com um Psiquiatra e uso de medicações, quando necessário, e também com Psicoterapia. É importante incluir no cotidiano a atividade física, ter uma alimentação saudável e buscar por momentos de lazer e relaxamento. 

A prática de atividade física combinada com uma alimentação adequada são bons aliados para uma vida com mais qualidade, refletindo de forma positiva no físico e emocional. Lembrando que isso não quer dizer que pessoas com esse estilo de vida estão livres da Síndrome de Burnout, mas, têm menos risco de desenvolver o distúrbio. 

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: