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Medo de anestesia? Entenda como funciona e por quê confiar

Especialista também tira as dúvidas mais comuns e revela técnicas que diminuem os efeitos colaterais do procedimento

Se você já fez uma cirurgia, deve se lembrar de ter contado até 10 de trás pra frente e de repente acordar como se nada tivesse acontecido. Parecia que você estava apenas dormindo, mas esteve durante um bom tempo sob efeito de uma anestesia que, além de te fazer dormir, também tem a função de impedir a dor, o movimento e a formação de memórias durante um procedimento cirúrgico. 

A anestesia funciona a partir da combinação de medicações que podem ser injetados na veia, inalados através da respiração ou aplicados em uma parte específica do corpo. A indicação da anestesia é para procedimentos em que haverá estímulo de dor ou incômodo constante. De acordo com o Dr. Luiz Fernando dos Reis Falcão, anestesiologista da Rede de Hospitais São Camilo de SP, a medicação mais forte utilizada atualmente é conhecida como opioide, que pode ser mil vezes mais potente que a morfina. "Entretanto, para evitar os efeitos colaterais da anestesia, como dificuldade de urinar, respirar e coceira, especialistas na Bélgica desenvolveram as técnicas opioide-free ou poupadora de opioides, já utilizadas no Brasil, com baixa ou nenhuma quantidade da substância, sem abrir mão da eficácia", explica.

As novas técnicas são indicadas principalmente para pessoas com apneia do sono, comum em obesos, pois facilita a respiração na volta da anestesia. "São perfeitas para este caso, uma vez que o opioide pode dificultar a respiração", completa o médico.

Tipos de anestesia

Há dois tipos de anestesia: a geral e a regional. A anestesia geral, por exemplo, é aquela que faz dormir durante todo o procedimento. Já a regional é subdividida em anestesia de neuroeixo, aplicada na coluna para anestesiar das pernas até a barriga ou peito (como a raquianestesia e peridural) e anestesia periférica, aplicada em um nervo específico para causar efeito apenas uma parte específica do corpo. 

Segurança

O médico conta que o anestesista acompanha o procedimento do início ao fim. "Enquanto você está sob anestesia, ele confere a pressão arterial, frequência cardíaca, respiração e quantidade de oxigênio no sangue. Isso irá garantir a segurança da anestesia para que você possa acordar pensando que vem de um profundo sono, como se estivesse em casa", tranquiliza o anestesiologista. 

Veja abaixo outras dúvidas respondidas pelo médico:

1) É possível não acordar de uma anestesia geral?

Não, após uma anestesia geral todos devem acordar. O mito de "não acordar" é originado de casos que podem ter tido alguma complicação durante a cirurgia ou que não resistiram ao procedimento.

2) Todo mundo pode tomar anestesia? 

Sim, não existe contraindicação específica para receber a anestesia. O que pode acontecer é a alergia a alguma medicação, que deve ser substituída por outra com o mesmo objetivo de dormir e tirar a dor.

3) Anestesia é totalmente segura ou pode causar alguma complicação?

Nos dias atuais, a anestesia é muito segura. Existem diversas medicações e monitores avançados para oferecer esta confiança para médico e paciente. Entretanto, por mais seguro que o procedimento seja, existem os riscos não controláveis, como uma reação alérgica a alguma substância, por exemplo. 

4) É verdade que quando a pessoa acorda da anestesia, ela pode não sentir os membros inferiores?

Sim, isso pode acontecer quando a pessoa recebe a anestesia geral e na coluna (raquianestesia e peridural). A anestesia na coluna, além de tirar a dor, também retira os movimentos. É preciso lembrar, porém, que é um efeito temporário e que acaba em algumas horas, junto com a medicação.

Rede de Hospitais São Camilo 

A Rede de Hospitais São Camilo é composta por quatro hospitais modernos em São Paulo. Três ficam nos bairros da Pompeia, Santana e Ipiranga, capacitados para atendimentos eletivos, de emergência e cirurgias de alta complexidade, como transplantes de medula óssea. A quarta Unidade, recém-incorporada à Rede, na Granja Viana, recebe 24 horas por dia, pacientes em reabilitação com doenças crônicas ou em cuidados continuados e paliativos. Os serviços contam com equipe interdisciplinar que contempla as áreas de Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição Clínica, Serviço Social, Farmácia, Capelania, Psicologia, Hemoterapia, Radiodiagnóstico e Exames Laboratoriais. Em infraestrutura, apresenta a unidade semi-intensiva, sala para hemodiálise e exames diagnósticos. Em 2019, oferecerá as atividades de centro médico com consultas e medicina diagnóstica para todas as idades. Já em 2020, se transformará em hospital geral incluindo o atendimento de urgência e emergência. Excelência médica, qualidade diferenciada no atendimento, segurança, humanização e expertise em gestão hospitalar são os principais pilares de atuação. Hoje, a Rede de Hospitais São Camilo presta atendimento em mais de 60 especialidades, oferece ao todo 736 leitos e um quadro clínico de mais de 3,7 mil médicos qualificados. As unidades possuem importantes acreditações internacionais, como a Joint Commission International (JCI), renomada acreditadora dos Estados Unidos reconhecida mundialmente no setor e a Acreditação Internacional Canadense. A Rede de Hospitais São Camilo faz parte da Sociedade Beneficente São Camilo, uma das entidades que compreende a Ordem dos Ministros dos Enfermos (Camilianos), uma entidade religiosa presente em mais de 30 países, fundada pelo italiano Camilo de Lellis, há mais de 400 anos. No Brasil, desde 1928, a Rede conta com expertise e a tradição em saúde e gestão hospitalar.

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Fonte: Assessoria de Imprensa