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Curiosidades

A importância das vacinas para os idosos

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Curiosidades, Dicas de Saúde

A vacinação em indivíduos acima de 60 anos faz parte da rotina da SOCIEDDE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÃO. “É importante lembrar que só devem ser vacinados indivíduos que realizaram avaliação médica a fim de verificar situações de risco”, afirma a Dra. Michelle Zicker, infectologista atuante na Rede de Hospitais São Camilo SP.

De modo geral, todas as pessoas estão aptas a se proteger. Há exceções para casos pontuais, como o de reação anafilática aos compostos da vacina.

Segundo a Dra. Aline Thomaz, geriatra atuante na Rede de Hospitais São Camilo SP, em pacientes com imunidade comprometida devido a um tratamento contra câncer, por exemplo, a imunização é fundamental, desde que haja um intervalo entre a aplicação de uma dose e as sessões de quimioterapia.

Indivíduos com doenças crônicas, como hipertensão e diabetes, podem se vacinar normalmente. Esse grupo deve se proteger pois a doença os deixa mais vulneráveis a quadros de infecção.

O que fazer diante de surtos de doenças?
Pessoas que estão com a vacinação em dia não precisam se preocupar, já àquelas em dívida devem se vacinar o quanto antes. Doses extras só precisam ser administradas caso o Ministério da Saúde divulgue a necessidade de um novo reforço.

As vacinas recomendadas no calendário de vacinação do idoso são:
- Influenza, Dupla Adulto, Hepatite B e Febre Amarela - Disponíveis nas clínicas privadas de vacinação e na Unidade Básica de Saúde 
- Pneumocócica, Herpes Zoster, Tríplice Bacteriana Acelular, Tríplice Viral, Hepatite A Meningocócica - Disponíveis somente nas clínicas privadas.

Entre as vacinas que estão disponíveis no sistema público e privado, apenas a Influenza apresenta diferença: a vacina disponível no sistema público cobre três tipos de vírus, enquanto a do sistema privado cobre quatro tipos de vírus.


Você sabe o que é arritmia cardíaca?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Curiosidades, Dicas de Saúde

Em condições normais, o coração bate de 60 a 100 vezes por minuto. A arritmia é todo tipo de batimento cardíaco anormal ou descompassado e pode ser classificada como:

- Taquicardia ou taquiarritmia – Quando o coração bate rápido demais.
- Bradiarritmia – Quando o coração bate muito devagar.
- Palpitação ou batedeira –​ Quando o coração bate fora de ritmo.

Sintomas
Nem sempre há sintoma aparente, mas entre os mais comuns estão: palpitação, dor no peito, sensação de batimento cardíaco irregular, tontura, falta de ar e desmaio.

Embora qualquer pessoa possa ter a doença, independente da faixa etária ou do sexo, ela acomete com mais frequência pessoas que já tenham problemas no coração ou idosos que já sofreram infarto agudo do miocardio. Pessoas que possuem doenças cardiovasculares ou têm histórico dessas doenças na família, também estão mais propensas a desenvolver arritmia.

Segundo a SOCIEDADE BRASILEIRA DE ARRITMIAAS CARDÍACAS, a maioria das vítimas de morte súbita se encontra em idade produtiva.

Tratamento
As opções de tratamento vão desde medicamentos anti-arritmicos e cirurgias com implante de marcapasso ou de desfibrilador, até mudanças nos hábitos de vida.

É importante lembrar que ao adotar um estilo de vida saudável com alimentação balanceada, praticar exercícios físicos regularmente, não fumar e consultar- se com um cardiologista, você protege o seu corpo e o seu coração!

​Síndrome do coração partido
Síndrome do Coração Partido ou Síndrome de Takotsubo é uma doença rara, desencadeada por um forte estresse que faz com que o coração fique, temporariamente, muito debilitado.

Os sintomas são semelhantes ao de um infarto do miocárdio. São eles:

- Forte dor no peito.
- Pressão arterial baixa. 
- Dispneia (dificuldade de respirar caracterizada por respiração rápida e curta).
- Fraqueza/Desmaio.

Causas associadas a estresse de intensidade muito forte, como a morte inesperada de um ente querido, o diagnóstico de uma doença grave, perda financeira ou mesmo uma repentina separação, podem desencadear a Síndrome do Coração Partido.

Tratamento
O tratamento para a Síndrome do Coração Partido deve ser orientado por um médico Cardiologista e, dependendo da gravidade, pode ser necessária a internação até a superação da fase aguda.
Vale registrar que, em grande parte dos casos, esses sintomas costumam desaparecer espontaneamente. Porém é sempre indicado que, ao identificar os sintomas descritos, procure-se um médico especialista.

Quais são as causas das aftas?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Curiosidades, Dicas de Saúde

​​O que é afta? 
Afta oral é uma pequena úlcera rasa, muitas vezes referida como uma “ferida na boca”, geralmente muito dolorosa. Ela surge com mais frequência abaixo da língua e nas gengivas, e na maioria das vezes desaparece espontaneamente.
As causas comuns são: trauma local, falta de vitaminas ou alterações no sistema imunológico. Um estilo de vida equilibrado e saudável, associado a cuidados de higiene bucal, podem prevenir o aparecimento dessas lesões. 

A Afta pode ser sintoma de doenças mais graves? 
Segundo a Dra. Marjorie Argollo, gastroenterologista atuante na Rede de Hospitais São Camilo SP, nos casos de aftas orais recorrentes ou que persistem após 3 /4 semanas, é preciso procurar avaliação médica para descartar associação a doenças de origem gastrointestinal, como por exemplo a doença do refluxo gastresofágico ou doença de Crohn. Por isso, a avaliação com o médico especialista é muito importante nesses casos. 

A afta tem tratamento? 
Não existe um tratamento específico para as aftas orais. Porém, alguns cuidados locais são indicados: 

  • - Realize uma escovação bucal delicada. 
  • - Não ingira alimentos ácidos, condimentados ou muito quentes.
Na presença de dor importante ou dificuldade para engolir, medicações para alívio como anti-inflamatórios e analgésicos são recomendadas.

​​Os pés recebem todo o impacto da nossa rotina e são arduamente exigidos durante o dia. Por isso, cuidar bem da saúde dos pés e saber escolher o calçado adequado ajuda a evitar problemas futuros para os pés e para a estrutura do corpo.

Segundo dr. Leandro Gregorut Lima, ortopedista atuante na Rede de Hospitais São Camilo de SP, normalmente o calçado inadequado acaba prejudicando os pés, causando inflamações e tendinites. "O calçado inadequado pode também afetar os joelhos, quadris e coluna, pois a pisada errada faz com que as estruturas articulares acima dos pés tenham que se adaptar ao movimento errado para poder executá-lo", explica o médico. 

Alguns tipos de sapatos acabam favorecendo determinados problemas. Por exemplo, os sapatos de bico fino, favorecem o aparecimento de joanete – saliência óssea que se forma na articulação na base do dedão. Isso porque o bico fino pressiona e espreme o dedão do pé em direção ao segundo dedo, causando a deformidade, inflamação e dor.

O uso de sapatos com salto costuma aumentar a pressão sobre o peito do pé, causando uma inflamação que fica sensível e piora com o uso do salto alto. Já os sapatos baixos, como as rasteirinhas e chinelos, por não terem amortecimento facilitam a inflamação dos tecidos que ficam embaixo do calcanhar, o que causa uma dor pontual no osso que forma o calcanhar. "Classicamente as pessoas lembram do esporão de calcâneo que pode causar uma inflamação com o uso excessivo dos sapatos baixos", explica o ortopedista.

Mesmo o tênis consi​derado confortável, se estiver com o amortecimento vencido pode causar inflamações na planta do pé ou no osso do calcanhar, caso seja usado para a prática de exercícios de impacto, tais como a corrida. Até mesmo a sandália Croc, um calçado macio que não prende a parte posterior do calcanhar favorece a inflamação do Tendão de Aquiles, por exemplo.

"Não existe o calçado certo, o que existe é o sapato certo para a atividade que será desenvolvida, pois cada pessoa tem um calçado ideal e um modelo que seria prejudicial. Por exemplo, quem está acima do peso teria que usar um calçado com amortecimento bom e evitar rasteirinhas e salto alto. Quem faz atividade física, tem que passar em um médico ortopedista para analisar seu tipo de pisada e decidir se compra um tênis para pisada neutra, supinada ou pronada, e não escolher simplesmente o tênis mais colorido ou bonito", alerta dr. Leandro.

Da mesma maneira, quem tem Diabetes, por exemplo, recomenda-se um sapato bem macio e confortável sem costuras internas para não aumentar a chance de lesão por compressão. Assim como quem fica muito tempo em pé não deve usar sapato alto, pois aumenta a chance de inflamação nos ossos dos pés e quem é sedentário tem que usar sapatos com fixação do calcanhar, pois provavelmente tem a musculatura fraca que favorece as torções de tornozelo.

"Na hora de escolher um calçado a primeira questão que precisa ser levada em consideração é a finalidade e depois a qualidade do calçado, pois vale a pena pagar um pouco mais caro por algo que traga mais conforto e durabilidade. Caso a pessoa tenha alguma necessidade especial ou alguma dúvida, deve procurar um ortopedista, que o auxiliará na escolha do calçado adequado", finaliza o médico.

Dicas para relaxar os pés no final do dia

- Faça imersão em água morna

- Passe a planta do pé descalço em cima de uma bolinha de tênis com movimentos de ida e volta ou em uma garrafa com água congelada

- Faça massagem manual com o uso de algum creme hidratante​

Com a temperatura mais fria, os ambientes costumam ficar fechados facilitando o acometimento de doenças respiratórias. Além dos cuidados pessoais, pequenas práticas na limpeza da casa podem ajudar a evitar não só crises alérgicas, mas também gripes e resfriados. A Dra. Cristina Abud de Almeida, alergologista atuante na Rede São Camilo SP, listou algumas dicas. Confira abaixo.

Fluxo de ventilação e luz natural

Ventilação e luz natural são essenciais para evitar que vírus e bactérias fiquem vivos em ambientes fechados. A circulação de ar e iluminação solar são fundamentais para evitar a proliferação e contribuir com a morte de bactérias e vírus.

Dica: Se o dia estiver muito frio, escolha alguns minutos, quando o sol estiver mais intenso, para abrir portas e janelas.

Sapatos

Muitas vezes andamos de sapatos em casa e depois descalços no mesmo ambiente. Sem perceber, podemos ter o contato com as mãos e transferir vírus e bactérias para a boca e olhos. Os sapatos são grandes portadores desses males, então evite a entrada em casa com os mesmos. Essa prática diminui consideravelmente a presença de microorganismos dentro de casa.

Limpeza do ambiente

Alergias se intensificam no inverno e em ambientes com poeira e ácaro. Antes do tempo frio chegar é interessante tirar cobertores e casacos do armário para lavar, ou deixá-los ao sol. O mesmo vale para tapetes. Também é importante tirar o pó dos objetos e passar pano no chão uma ou duas vezes por semana, no mínimo.

Compartilhar objetos

Quando algum familiar estiver resfriado ou gripado é recomendado evitar o uso compartilhado de talheres, copos, toalhas de rosto, travesseiros, lençóis e cobertores. Não se esqueça de sempre lavar as mãos.

 

 

 

 

 

 


Dor de cabeça: quando procurar um médico?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde, Curiosidades

Após estudos recentes, divulgados em março de 2018, a dor de cabeça foi classificada pela Organização Mundial da Saúde como uma das dores mais incapacitantes. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia cerca de 70% da população do país sofre do problema com frequência.

A intensidade ou região afetada é diversa, assim como suas causas. Uma noite mal dormida, picos de estresse ou desiquilíbrios hormonais são fatores recorrentes. Os tipos mais comuns de dor de cabeça são enxaqueca com e sem aura (com sintomas visuais e sensitivos - ou sensibilidade à luz e barulho), cefaleia tensional (excesso de tensão nos músculos do pescoço e da cabeça, que ficam junto ao crânio) e cefaleia cervicogênica (causada por hérnia de disco, artrose, problemas posturais ou excesso de contratura muscular, motivado por estresse e ansiedade).

Segundo o neurologista atuante na Rede de Hospitais São Camilo de SP, Dr Fabiano de Moraes, é fundamental procurar orientação médica quando a dor de cabeça for súbita, quando for extremamente intensa ou quando ela se torna diária ou progressiva (cada vez pior e mais frequente).

Também é fundamental estar atento a outros sintomas associados a ela, como visão dupla, desequilíbrio, fraqueza ou dormência de algum lado do corpo, além de febre e perda de peso. "São considerados sintomas preocupantes que devem motivar a busca imediata de um melhor diagnóstico", esclarece o neurologista.

Tomar analgésicos com frequência também é um sinal de alerta. "Os analgésicos quando tomados mais de duas vezes na semana, podem fazer o papel contrário do esperado. Eles pioram a dor em vez de melhorá-la. Isso acontece porque os medicamentos acabam sensibilizando mais o cérebro permitindo que a dor se torne crônica", finaliza Dr. Fabiano.


O Transplante de Medula Óssea é uma opção de tratamento para diversas patologias como Anemia Aplástica, Mielodisplasias, Mieloma Múltiplo, Linfomas e em alguns tipos de leucemias. Ser Doador de Medula Óssea é um gesto bastante nobre, que pode salvar a vida de muitas pessoas. No entanto, para tornar-se um doador é preciso cumprir alguns requisitos.  Por isso, a Dra Iracema Esteves Lopes, hematologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, esclareceu abaixo dúvidas importantes. Confira:

- Quem pode doar  Medula Óssea?

É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade. Estar em bom estado geral de saúde. Não ter doença infecciosa ou incapacitante. Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

- Existe um banco de Medula Óssea? O que fazer para se voluntariar?

Diferente da doação de sangue, onde o material coletado fica armazenado e é distribuído conforme a necessidade dos hospitais, na doação de medula óssea, é coletada uma pequena amostra de sangue para armazenar os dados do doador. Quando os dados entre pacientes e doadores são compatíveis, o doador é chamado para fazer a doação. Para ser um doador é preciso cadastrar-se no Redome - Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (http://redome.inca.gov.br/) e escolher o Hemocentro mais próximo para fazer a coleta da amostra.

- Quais são os tipos de procedimento para realizar a doação?

Existem duas formas de coleta de células e a decisão entre uma e outra é do doador, mas uma das duas formas pode ser sugerida pelo médico, dependendo da doença apresentada pelo paciente que vai receber o transplante.

A forma tradicional de coleta é realizada em centro cirúrgico. São realizadas múltiplas punções nos ossos posteriores da bacia, sendo aspirado até um volume máximo de 15 ml de medula óssea para cada quilo de peso do doador.

A coleta mais frequente realizada atualmente, contudo, é a periférica, na qual o doador recebe uma medicação que estimula a proliferação das células tronco e a liberação dessas células para o sangue. Enquanto isso, esse material é coletado por meio de um aparelho especializado para esse procedimento. Nesse tipo de coleta não há necessidade de internação hospitalar ou afastamento das atividades normais do doador.

- O processo de doação é doloroso?

Não costuma ser doloroso. Quando é feito o procedimento cirúrgico o doador recebe anestesia.

- O doador corre algum tipo de risco?

A doação é bastante segura. Não costuma haver riscos importantes durante o procedimento. Os hematologistas explicarão cada processo e possíveis complicações, como dor local leve, quando a doação for requerida.

- É necessário fazer algum procedimento antes ou após a doação?

Antes da doação é preciso passar por avaliação médica. É checada a Compatibilidade HLA (para conferir se o doador e receptor possuem compatibilidade sanguínea). Além de exames de sorologias infecciosas. Após a doação é recomendado manter uma rotina mais leve por um ou dois dias.

- Quantas vezes são possíveis doar medula  óssea? Há um intervalo necessário entre as doações?

Segundo o próprio Redome, a medula se recompõe rapidamente, assim, é possível realizar uma nova doação, sem prejuízo à saúde. É recomendado que a segunda doação ocorra após seis meses da primeira. Se possível, utilizando um método de coleta distinto.

- E em algum momento paciente e doador se conhecem?

Não, é obrigatório resguardar a identidade tanto do doador quanto do receptor.

 

 


Com os avanços da medicina, tecnologia e políticas públicas voltadas à saúde, a longevidade da população é cada vez maior. Atualmente, a expectativa de vida do brasileiro é de 75 anos. Entre 1940 e 2016 a expectativa aumentou em mais de 30 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para viver a terceira idade com qualidade é importante desenvolver bons hábitos ao longo da vida. Praticar atividade física regular, alimentar-se de maneira equilibrada, evitar o uso frequente de álcool e cigarro, dormir bem e fazer visitas ao médico e exames periódicos são alguns desses hábitos determinantes. No entanto, a Dra Aline Thomaz, geriatra na Rede São Camilo SP, explica abaixo como essas práticas ajudam a envelhecer bem e de forma feliz. Confira!

Cuidar da Saúde Mental para envelhecer feliz

O envelhecimento ativo e saudável está dentro de um tripé básico: exercícios físicos, alimentação saudável e diminuição do estresse psicológico. Para preservar a sua saúde mental na velhice, é importante que o adulto cultive um círculo de amizades, desenvolva atividades sociais e contribua para a sociedade - hábitos que deverão ser preservados na fase do envelhecimento. Exercitar os neurônios sempre favorecerá a longevidade mental. Superar problemas psicológicos através de psicoterapia também leva a ganhos cognitivos, pois contrabalança o prejuízo ocasionado por condições adversas à saúde mental, como o estresse, ansiedade, fadiga e depressão, sedentarismo, tabagismo, poucas horas de sono e má alimentação.

Comer bem = Envelhecer bem

Sempre que possível deve-se dar preferência a alimentos orgânicos e pouco processados industrialmente. Caprichar no consumo de legumes, verduras, grãos integrais e preferir carnes magras. Independente da idade, mas, especialmente entre as pessoas idosas, devemos evitar exageros principalmente nos doces, salgadinhos, massas em geral, produtos industrializados e refrigerantes. É também importante não embarcar em "dietas da moda" sem consultar um médico nutrólogo ou nutricionista. E para quem é portador de doenças como a diabetes e hipertensão arterial, a orientação nutricional é imprescindível.

Atividade física: nunca é tarde para começar

Nunca é tarde para iniciar ou retomar a prática de exercícios físicos. Eles são sempre efetivos na prevenção de doenças, além de propiciar melhor qualidade de vida e bem-estar ao idoso. 
Mesmo atividades não sedentárias que movimentam o corpo, como jardinagem, caminhadas leves, arrumação da casa dentre outras, ajudam a manter a boa saúde na velhice. 
Hoje, sabe-se que uma carga de exercícios físicos regulares de cerca de 150 minutos por semana, divididos em 3 sessões de 50 minutos ou 5 vezes de 30 minutos intercalados, é algo muito benéfico para a saúde física e mental para os idosos.

Cuidando da pele

Os cuidados com a pele devem ser iniciados desde a infância, com o uso sistemático de protetor solar, especialmente em horários entre as 10h e 16 h, para inibir a ação dos raios ultravioleta, responsáveis pelo câncer de pele e retardar os sinais do fotoenvelhecimento. Outros cuidados devem ser constantes durante toda a vida: evitar banhos muito quentes,  beber água, chás e sucos naturais, evitar o álcool e o cigarro, manter a pele bem hidratada, se necessário fazendo uso de hidratantes corporais.

Mais cuidados, menos remédios

É possível e muito desejável que o indivíduo tenha hábitos e condutas que lhe proporcionem uma melhor qualidade de vida na velhice e, consequentemente, diminuam a necessidade de recorrer a vários medicamentos quando se tornar idoso. Nunca é demais repetir, a alimentação saudável, as atividades sociais, não fumar e os exercícios físicos regulares são fundamentais para que se mantenha uma boa saúde ao longo de todo o ciclo de vida. 

Muitas pessoas apesar de apresentarem um peso corporal considerado equilibrado, possuem um índice alto de gordura no corpo, gerando riscos a sua saúde assim como quem é diagnosticado com obesidade. Popularmente esse grupo de pessoas é chamado de "falsos magros" ou "obesos ocultos".

Essa realidade tem gerado o debate sobre a avaliação isolada do IMC (Índice de Massa Corporal), calculado através da divisão do peso em quilos pela altura em metros elevada ao quadrado. "Apesar de ser o indicador mais usado para diagnóstico de sobrepeso e obesidade, por ser simples e prático, sua principal limitação é não diferenciar massa gorda de massa magra. Independentemente dos valores de IMC, os indivíduos com excesso de gordura corporal têm um alto grau de desregulação cardiometabólica, que está associada a aumento de morbidade e mortalidade" analisa a endocrinologista atuante na Rede São Camilo, dra Cristiane Lauretti.

Por isso, especialistas têm sugerido que a obesidade seja analisada baseada na adiposidade, e não no peso corporal "Independentemente do peso ou do IMC, o excesso de gordura em adultos está associado a alterações metabólicas como aumento do nível de triglicérides e glicemia de jejum, redução do HDL-colesterol e aumento de LDL-colesterol e aumento da pressão arterial, ocasionando, portanto, risco elevado de doenças cardiovasculares" observa dra Cristiane.

Para esclarecer o tema, a dra Cristiane Lauretti tirou as principais dúvidas sobre Obesidade Oculta e o excesso de gordura corporal. Confira:

- Riscos do Excesso de Gordura Corporal

O excesso de gordura corporal está associado à resistência à insulina e inflamação sistêmica crônica de baixo grau. O número elevado de adiposidade é uma fonte de moléculas inflamatórias que podem perturbar o metabolismo da glicose e contribuir para o desenvolvimento da resistência à insulina. Por sua vez, a resistência à insulina influencia o armazenamento de gordura. Ocorre um ciclo vicioso em que o acúmulo de gordura e suas consequências iniciais se alimentam, impulsionando a desregulação metabólica.

- Índice de Massa Corporal (IMC) não deve ser a única medida 

A avaliação isolada do IMC para diagnóstico de obesidade pode classificar erroneamente até 50% de pacientes com excesso de gordura corporal, segundo estudos recentes. Desta forma, confiar apenas no IMC pode ter sérias implicações em nossa capacidade de dimensionar o problema e, portanto, na capacidade de tratar adequadamente suas conseqüências.

- Alimentação ruim e sedentarismo versus Peso equilibrado

Algumas pessoas tem a capacidade de manter um peso reduzido por muitos anos, sem ter nenhuma doença. Uma hipótese para explicar esta condição é a genética, alguns genes envolvidos no balanço energético, diferença entre as calorias ingeridas e as utilizadas, causariam um equilíbrio negativo e capacidade reduzida de acumular gordura no corpo. É possível que eles também estejam associados à utilização maior de gordura do que de carboidratos como fonte de energia.

- A importância da Alimentação equilibrada

A manutenção de um equilíbrio de calorias ao longo do tempo é importante para conservar um peso saudável. Consumo excessivo sustentado de calorias gera acumulo de gordura corporal e leva à obesidade, associada ao maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Prevenção é o fator fundamental. Recomenda-se priorizar alimentos que trazem benefícios à saúde.  

- Medição ideal da gordura corporal

Os métodos usados para quantificar a quantidade de gordura corporal incluem impedância bioelétrica, pletismografia hidrostática, técnicas de diluição de isótopos, absorciometria de raios X duplo (DXA), método de dobras cutâneas, e outros, sendo o DXA um dos métodos mais precisos para medir o total gordura corporal e massa magra diretamente.  Estudos epidemiológicos também demonstraram que a estimativa da gordura central por meio de medidas da circunferência da cintura e relação cintura-estatura pode ser útil na avaliação do risco relacionado à adiposidade.


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