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Curiosidades

Com a temperatura mais fria, os ambientes costumam ficar fechados facilitando o acometimento de doenças respiratórias. Além dos cuidados pessoais, pequenas práticas na limpeza da casa podem ajudar a evitar não só crises alérgicas, mas também gripes e resfriados. A Dra. Cristina Abud de Almeida, alergologista atuante na Rede São Camilo SP, listou algumas dicas. Confira abaixo.

Fluxo de ventilação e luz natural

Ventilação e luz natural são essenciais para evitar que vírus e bactérias fiquem vivos em ambientes fechados. A circulação de ar e iluminação solar são fundamentais para evitar a proliferação e contribuir com a morte de bactérias e vírus.

Dica: Se o dia estiver muito frio, escolha alguns minutos, quando o sol estiver mais intenso, para abrir portas e janelas.

Sapatos

Muitas vezes andamos de sapatos em casa e depois descalços no mesmo ambiente. Sem perceber, podemos ter o contato com as mãos e transferir vírus e bactérias para a boca e olhos. Os sapatos são grandes portadores desses males, então evite a entrada em casa com os mesmos. Essa prática diminui consideravelmente a presença de microorganismos dentro de casa.

Limpeza do ambiente

Alergias se intensificam no inverno e em ambientes com poeira e ácaro. Antes do tempo frio chegar é interessante tirar cobertores e casacos do armário para lavar, ou deixá-los ao sol. O mesmo vale para tapetes. Também é importante tirar o pó dos objetos e passar pano no chão uma ou duas vezes por semana, no mínimo.

Compartilhar objetos

Quando algum familiar estiver resfriado ou gripado é recomendado evitar o uso compartilhado de talheres, copos, toalhas de rosto, travesseiros, lençóis e cobertores. Não se esqueça de sempre lavar as mãos.

 

 

 

 

 

 


Dor de cabeça: quando procurar um médico?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde, Curiosidades

Após estudos recentes, divulgados em março de 2018, a dor de cabeça foi classificada pela Organização Mundial da Saúde como uma das dores mais incapacitantes. Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia cerca de 70% da população do país sofre do problema com frequência.

A intensidade ou região afetada é diversa, assim como suas causas. Uma noite mal dormida, picos de estresse ou desiquilíbrios hormonais são fatores recorrentes. Os tipos mais comuns de dor de cabeça são enxaqueca com e sem aura (com sintomas visuais e sensitivos - ou sensibilidade à luz e barulho), cefaleia tensional (excesso de tensão nos músculos do pescoço e da cabeça, que ficam junto ao crânio) e cefaleia cervicogênica (causada por hérnia de disco, artrose, problemas posturais ou excesso de contratura muscular, motivado por estresse e ansiedade).

Segundo o neurologista atuante na Rede de Hospitais São Camilo de SP, Dr Fabiano de Moraes, é fundamental procurar orientação médica quando a dor de cabeça for súbita, quando for extremamente intensa ou quando ela se torna diária ou progressiva (cada vez pior e mais frequente).

Também é fundamental estar atento a outros sintomas associados a ela, como visão dupla, desequilíbrio, fraqueza ou dormência de algum lado do corpo, além de febre e perda de peso. "São considerados sintomas preocupantes que devem motivar a busca imediata de um melhor diagnóstico", esclarece o neurologista.

Tomar analgésicos com frequência também é um sinal de alerta. "Os analgésicos quando tomados mais de duas vezes na semana, podem fazer o papel contrário do esperado. Eles pioram a dor em vez de melhorá-la. Isso acontece porque os medicamentos acabam sensibilizando mais o cérebro permitindo que a dor se torne crônica", finaliza Dr. Fabiano.


O Transplante de Medula Óssea é uma opção de tratamento para diversas patologias como Anemia Aplástica, Mielodisplasias, Mieloma Múltiplo, Linfomas e em alguns tipos de leucemias. Ser Doador de Medula Óssea é um gesto bastante nobre, que pode salvar a vida de muitas pessoas. No entanto, para tornar-se um doador é preciso cumprir alguns requisitos.  Por isso, a Dra Iracema Esteves Lopes, hematologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, esclareceu abaixo dúvidas importantes. Confira:

- Quem pode doar  Medula Óssea?

É preciso ter entre 18 e 55 anos de idade. Estar em bom estado geral de saúde. Não ter doença infecciosa ou incapacitante. Não apresentar doença neoplásica (câncer), hematológica (do sangue) ou do sistema imunológico. Algumas complicações de saúde não são impeditivas para doação, sendo analisado caso a caso.

- Existe um banco de Medula Óssea? O que fazer para se voluntariar?

Diferente da doação de sangue, onde o material coletado fica armazenado e é distribuído conforme a necessidade dos hospitais, na doação de medula óssea, é coletada uma pequena amostra de sangue para armazenar os dados do doador. Quando os dados entre pacientes e doadores são compatíveis, o doador é chamado para fazer a doação. Para ser um doador é preciso cadastrar-se no Redome - Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (http://redome.inca.gov.br/) e escolher o Hemocentro mais próximo para fazer a coleta da amostra.

- Quais são os tipos de procedimento para realizar a doação?

Existem duas formas de coleta de células e a decisão entre uma e outra é do doador, mas uma das duas formas pode ser sugerida pelo médico, dependendo da doença apresentada pelo paciente que vai receber o transplante.

A forma tradicional de coleta é realizada em centro cirúrgico. São realizadas múltiplas punções nos ossos posteriores da bacia, sendo aspirado até um volume máximo de 15 ml de medula óssea para cada quilo de peso do doador.

A coleta mais frequente realizada atualmente, contudo, é a periférica, na qual o doador recebe uma medicação que estimula a proliferação das células tronco e a liberação dessas células para o sangue. Enquanto isso, esse material é coletado por meio de um aparelho especializado para esse procedimento. Nesse tipo de coleta não há necessidade de internação hospitalar ou afastamento das atividades normais do doador.

- O processo de doação é doloroso?

Não costuma ser doloroso. Quando é feito o procedimento cirúrgico o doador recebe anestesia.

- O doador corre algum tipo de risco?

A doação é bastante segura. Não costuma haver riscos importantes durante o procedimento. Os hematologistas explicarão cada processo e possíveis complicações, como dor local leve, quando a doação for requerida.

- É necessário fazer algum procedimento antes ou após a doação?

Antes da doação é preciso passar por avaliação médica. É checada a Compatibilidade HLA (para conferir se o doador e receptor possuem compatibilidade sanguínea). Além de exames de sorologias infecciosas. Após a doação é recomendado manter uma rotina mais leve por um ou dois dias.

- Quantas vezes são possíveis doar medula  óssea? Há um intervalo necessário entre as doações?

Segundo o próprio Redome, a medula se recompõe rapidamente, assim, é possível realizar uma nova doação, sem prejuízo à saúde. É recomendado que a segunda doação ocorra após seis meses da primeira. Se possível, utilizando um método de coleta distinto.

- E em algum momento paciente e doador se conhecem?

Não, é obrigatório resguardar a identidade tanto do doador quanto do receptor.

 

 


Com os avanços da medicina, tecnologia e políticas públicas voltadas à saúde, a longevidade da população é cada vez maior. Atualmente, a expectativa de vida do brasileiro é de 75 anos. Entre 1940 e 2016 a expectativa aumentou em mais de 30 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para viver a terceira idade com qualidade é importante desenvolver bons hábitos ao longo da vida. Praticar atividade física regular, alimentar-se de maneira equilibrada, evitar o uso frequente de álcool e cigarro, dormir bem e fazer visitas ao médico e exames periódicos são alguns desses hábitos determinantes. No entanto, a Dra Aline Thomaz, geriatra na Rede São Camilo SP, explica abaixo como essas práticas ajudam a envelhecer bem e de forma feliz. Confira!

Cuidar da Saúde Mental para envelhecer feliz

O envelhecimento ativo e saudável está dentro de um tripé básico: exercícios físicos, alimentação saudável e diminuição do estresse psicológico. Para preservar a sua saúde mental na velhice, é importante que o adulto cultive um círculo de amizades, desenvolva atividades sociais e contribua para a sociedade - hábitos que deverão ser preservados na fase do envelhecimento. Exercitar os neurônios sempre favorecerá a longevidade mental. Superar problemas psicológicos através de psicoterapia também leva a ganhos cognitivos, pois contrabalança o prejuízo ocasionado por condições adversas à saúde mental, como o estresse, ansiedade, fadiga e depressão, sedentarismo, tabagismo, poucas horas de sono e má alimentação.

Comer bem = Envelhecer bem

Sempre que possível deve-se dar preferência a alimentos orgânicos e pouco processados industrialmente. Caprichar no consumo de legumes, verduras, grãos integrais e preferir carnes magras. Independente da idade, mas, especialmente entre as pessoas idosas, devemos evitar exageros principalmente nos doces, salgadinhos, massas em geral, produtos industrializados e refrigerantes. É também importante não embarcar em "dietas da moda" sem consultar um médico nutrólogo ou nutricionista. E para quem é portador de doenças como a diabetes e hipertensão arterial, a orientação nutricional é imprescindível.

Atividade física: nunca é tarde para começar

Nunca é tarde para iniciar ou retomar a prática de exercícios físicos. Eles são sempre efetivos na prevenção de doenças, além de propiciar melhor qualidade de vida e bem-estar ao idoso. 
Mesmo atividades não sedentárias que movimentam o corpo, como jardinagem, caminhadas leves, arrumação da casa dentre outras, ajudam a manter a boa saúde na velhice. 
Hoje, sabe-se que uma carga de exercícios físicos regulares de cerca de 150 minutos por semana, divididos em 3 sessões de 50 minutos ou 5 vezes de 30 minutos intercalados, é algo muito benéfico para a saúde física e mental para os idosos.

Cuidando da pele

Os cuidados com a pele devem ser iniciados desde a infância, com o uso sistemático de protetor solar, especialmente em horários entre as 10h e 16 h, para inibir a ação dos raios ultravioleta, responsáveis pelo câncer de pele e retardar os sinais do fotoenvelhecimento. Outros cuidados devem ser constantes durante toda a vida: evitar banhos muito quentes,  beber água, chás e sucos naturais, evitar o álcool e o cigarro, manter a pele bem hidratada, se necessário fazendo uso de hidratantes corporais.

Mais cuidados, menos remédios

É possível e muito desejável que o indivíduo tenha hábitos e condutas que lhe proporcionem uma melhor qualidade de vida na velhice e, consequentemente, diminuam a necessidade de recorrer a vários medicamentos quando se tornar idoso. Nunca é demais repetir, a alimentação saudável, as atividades sociais, não fumar e os exercícios físicos regulares são fundamentais para que se mantenha uma boa saúde ao longo de todo o ciclo de vida. 

Muitas pessoas apesar de apresentarem um peso corporal considerado equilibrado, possuem um índice alto de gordura no corpo, gerando riscos a sua saúde assim como quem é diagnosticado com obesidade. Popularmente esse grupo de pessoas é chamado de "falsos magros" ou "obesos ocultos".

Essa realidade tem gerado o debate sobre a avaliação isolada do IMC (Índice de Massa Corporal), calculado através da divisão do peso em quilos pela altura em metros elevada ao quadrado. "Apesar de ser o indicador mais usado para diagnóstico de sobrepeso e obesidade, por ser simples e prático, sua principal limitação é não diferenciar massa gorda de massa magra. Independentemente dos valores de IMC, os indivíduos com excesso de gordura corporal têm um alto grau de desregulação cardiometabólica, que está associada a aumento de morbidade e mortalidade" analisa a endocrinologista atuante na Rede São Camilo, dra Cristiane Lauretti.

Por isso, especialistas têm sugerido que a obesidade seja analisada baseada na adiposidade, e não no peso corporal "Independentemente do peso ou do IMC, o excesso de gordura em adultos está associado a alterações metabólicas como aumento do nível de triglicérides e glicemia de jejum, redução do HDL-colesterol e aumento de LDL-colesterol e aumento da pressão arterial, ocasionando, portanto, risco elevado de doenças cardiovasculares" observa dra Cristiane.

Para esclarecer o tema, a dra Cristiane Lauretti tirou as principais dúvidas sobre Obesidade Oculta e o excesso de gordura corporal. Confira:

- Riscos do Excesso de Gordura Corporal

O excesso de gordura corporal está associado à resistência à insulina e inflamação sistêmica crônica de baixo grau. O número elevado de adiposidade é uma fonte de moléculas inflamatórias que podem perturbar o metabolismo da glicose e contribuir para o desenvolvimento da resistência à insulina. Por sua vez, a resistência à insulina influencia o armazenamento de gordura. Ocorre um ciclo vicioso em que o acúmulo de gordura e suas consequências iniciais se alimentam, impulsionando a desregulação metabólica.

- Índice de Massa Corporal (IMC) não deve ser a única medida 

A avaliação isolada do IMC para diagnóstico de obesidade pode classificar erroneamente até 50% de pacientes com excesso de gordura corporal, segundo estudos recentes. Desta forma, confiar apenas no IMC pode ter sérias implicações em nossa capacidade de dimensionar o problema e, portanto, na capacidade de tratar adequadamente suas conseqüências.

- Alimentação ruim e sedentarismo versus Peso equilibrado

Algumas pessoas tem a capacidade de manter um peso reduzido por muitos anos, sem ter nenhuma doença. Uma hipótese para explicar esta condição é a genética, alguns genes envolvidos no balanço energético, diferença entre as calorias ingeridas e as utilizadas, causariam um equilíbrio negativo e capacidade reduzida de acumular gordura no corpo. É possível que eles também estejam associados à utilização maior de gordura do que de carboidratos como fonte de energia.

- A importância da Alimentação equilibrada

A manutenção de um equilíbrio de calorias ao longo do tempo é importante para conservar um peso saudável. Consumo excessivo sustentado de calorias gera acumulo de gordura corporal e leva à obesidade, associada ao maior risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão e alguns tipos de câncer. Prevenção é o fator fundamental. Recomenda-se priorizar alimentos que trazem benefícios à saúde.  

- Medição ideal da gordura corporal

Os métodos usados para quantificar a quantidade de gordura corporal incluem impedância bioelétrica, pletismografia hidrostática, técnicas de diluição de isótopos, absorciometria de raios X duplo (DXA), método de dobras cutâneas, e outros, sendo o DXA um dos métodos mais precisos para medir o total gordura corporal e massa magra diretamente.  Estudos epidemiológicos também demonstraram que a estimativa da gordura central por meio de medidas da circunferência da cintura e relação cintura-estatura pode ser útil na avaliação do risco relacionado à adiposidade.


A osteoporose é uma patologia que acelera a perda de massa óssea, deixando os ossos mais frágeis e porosos. Ela costuma surgir na terceira idade e provoca a diminuição da absorção de minerais e de cálcio. Com isso, os riscos de fraturas aumentam, principalmente no quadril, costela e colo do fêmur. De acordo com a Fundação Internacional da Osteoporose, a doença atinge 10 milhões de brasileiros e deve crescer 32% até 2050 no país.

Há muitas dúvidas sobre as causas e tratamentos da doença. Por isso, convidamos o dr. Levi Jales Neto, reumatologista na Rede de Hospitais São Camilo de SP, para esclarecer o que é MITO e o que é VERDADE. Confira:

1. MITO ou VERDADE: apenas as mulheres desenvolvem a patologia.

MITO. Homens também têm osteoporose, sendo prevalente após os 70 anos. Segundo a Fundação Internacional da Osteoporose, uma em cada três mulheres acima de 50 anos terá osteoporose. Entre os homens, o índice é de um em cinco. A chance entre as mulheres é maior por causa da diminuição de alguns hormônios após menopausa.

2. MITO ou VERDADE: apenas os laticínios são fontes boas de cálcio.

MITO. Existe cálcio também de origem vegetal.  Como nozes, sementes, alho e vegetais de folha verde escura. É importante a consulta com o nutricionista para adaptar fontes variadas de cálcio no cardápio.

3. MITO ou VERDADE: hábitos alimentares ruins na infância podem influenciar no surgimento da doença.

VERDADE. A massa óssea é formada na infância e adolescência e necessita do cálcio e da vitamina D para sua formação, geralmente proveniente de uma dieta equilibrada e exposição solar.

 4. MITO ou VERDADE: é arriscado praticar atividades físicas quando há o diagnóstico da doença.

MITO. Somente as atividades de elevado impacto e atividades com flexão da coluna podem aumentar a incidência de fratura.

5. MITO ou VERDADE: osteoporose pode ser uma doença silenciosa.

VERDADE. A maioria dos casos de osteoporose só é diagnosticada após a fratura, porque não apresentam sintomas. Por isso, é necessária a investigação com densitometria óssea durante os exames anuais para tratarmos preventivamente.

6. MITO ou VERDADE: osteoporose não possui cura e tratamento.

MITO. Apesar de não haver cura, existem diversos tratamentos incluindo medicamentos e medidas não medicamentosas. O tratamento depende de cada paciente, por isso é fundamental acompanhamento médico.

7. MITO ou VERDADE: a principal forma de prevenção é ter uma alimentação equilibrada e praticar exercícios físicos

VERDADE. Diversos estudos comprovam essas medidas como prevenção. Por isso é fundamental a inclusão de alimentos ricos em cálcio na dieta, além de manter uma alimentação equilibrada. Já a atividade física exerce pressão sob o tecido ósseo, estimulando sua formação e rigidez. Sem contar o desenvolvimento do reflexo e equilíbrio, prevenindo quedas.

 

Ter um parente em uma situação vulnerável, como internação, tratamento, reabilitação ou até mesmo debilitado pela idade, exige dedicação por parte de familiares. Apesar da vontade de proporcionar os melhores cuidados para amenizar o desconforto do familiar,  é importante que os cuidadores encontrem uma forma equilibrada de dividir as tarefas para não sobrecarregar um dos integrantes a ponto dele adoecer também. A contratação de um profissional da saúde para apoiar a família também é uma opção, mas é fundamental não confundir os papéis.

Os cuidadores aparentados costumam cuidar por vínculo afetivo e são ligados emocionalmente ao paciente, sendo na maioria das vezes  cônjuges ou filhos. A proximidade e intimidade podem causar ainda mais estresse nesse período, principalmente quando a rotina dos cuidados não é acordada de forma clara.

Rita Callegari, psicóloga na Rede de Hospitais São Camilo de SP, observa que esse papel normalmente é direcionado as mulheres da casa, como: esposa, filhas, sobrinhas e noras. "Também é comum que, mesmo havendo vários filhos, um assuma a atividade de cuidado diário, enquanto os outros se sintam suficientemente participativos por arcarem com despesas. Nesta situação, o cuidador principal pode apresentar estresse devido ao desgaste que a devoção do cuidado integral exige e ser piorado por ausência de ter com quem revezar".

Para estes cuidadores, o apoio da família é imprescindível. Ter com quem revezar para poder sair de casa, passear, ir ao cinema ou mesmo fazer uma caminhada contribui para o controle do estresse. "Envolver os jovens da casa, sempre muito ocupados com sua rotina de vida, também é importante para a educação dos futuros cuidadores, que desde cedo devem compreender a dinâmica da família como apoiadora dos mais frágeis" analisa Rita.

Também é importante que o cuidador entenda que precisa de descanso e que essa pausa não está relacionada à falta de afeto ou preocupação com o familiar adoentado, mas um cuidado natural com a própria saúde. Entre os principais sintomas do desgaste estão: gripes, alergias, problemas no intestino, cansaço crônico, perda de concentração, mudança no comportamento (irritabilidade, introversão ou sensibilidade), podendo levar a doenças mais sérias tanto físicas quanto emocionais, como depressão e ansiedade.

Por isso, é importante fazer reuniões com frequência estipulada para saber quais serão as tarefas de cada familiar e períodos de cuidados de cada um "É preciso diálogo constante, paciência e empatia entre os familiares para encontrar a melhor dinâmica" sugere Rita.

Cuidadores contratados e profissionais de saúde

Muitas famílias optam por contratar profissionais para auxiliar a rotina da família. No entanto, algumas medidas precisam ser refletidas segundo a psicóloga:

- Não confundir os papéis pode evitar dissabores e até mesmo processos trabalhistas no futuro. É importante que os contratados tenham as formalidades exigidas (contrato, folgas, remuneração e recibos) bem documentadas. As condições oferecidas a esse trabalhador são também responsabilidade de quem contrata, pois respeito e dignidade faz parte da relação diária.

- O cuidador profissional não pode ser o único responsável pelo paciente, é fundamental que a família também se encarregue desses cuidados em alguns períodos. Afinal, o cuidador tem suas folgas para descansar e assim esperamos deles uma condição emocional equilibrada.

- Durante a contratação pode ser mais seguro solicitar uma carta de referência, checar experiências anteriores e até mesmo antecedentes criminais. Ou optar por uma empresa especializada em cuidados de enfermos.

- Quando o paciente estiver internado é importante lembrar que é preciso adaptar-se a dinâmica da Instituição. Por isso, se os familiares tiverem preferências em relação aos cuidados do paciente é fundamental estabelecer diálogos com os profissionais de saúde para compreensão de cada escolha.

 

 

 

Quais são suas metas de ano novo?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Curiosidades

​Esta é a época do ano em que muitas pessoas fazem um balanço dos erros e acertos vividos e começam a pensar em novos objetivos. Colocar no papel quais são as metas para o próximo ano é o primeiro passo. Depois é importante criar meios para alcançá-los e então definir algumas estratégias para não abandonar os objetivos.

Rita Calegari, psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que é importante avaliar o desempenho do que já passou e não se esquecer que os planos que fazemos devem ser revisados constantemente durante o ano. "Vivemos num mundo onde a velocidade com a qual nossa vida muda - e em consequência nossos planos - deve ser considerada ao imaginar metas em médio e longo prazo. Com ajustes pontuais e frequentes para o alcance da meta proposta, as chances de êxito são muito maiores!"

Confira abaixo algumas dicas para você alcançar seus objetivos em 2018!

Objetivos realistas
Tenha objetivos que você possa realizar. Comece pelo mais fácil, normalmente aquilo que depende de você e que possa trabalhar aos poucos.

Propósito
Invista em objetivos que reflitam o seu propósito pessoal, ou seja, aquilo que te faz sentir que vale a pena viver, que anima a sua alma e ajuda a mostrar o melhor da sua personalidade. Saber aonde se quer chegar é um dos primeiros passos.

Foco
Ter foco significa estar comprometido com o que se deseja alcançar, afastando distrações e se concentrando naquilo que deseja.

Planejamento
Seja organizado e faça um cronograma de suas ações. É importante visualizar onde você está, para onde quer ir e o que irá fazer para chegar lá.

Disciplina
É preciso ser persistente e não desistir no primeiro obstáculo. Mesmo nos momentos mais difíceis, não perca seu objetivo de vista.

Motivação
Olhe para as dificuldades de forma positiva e busque oportunidades quando elas aparecerem. Busque o apoio de amigos, familiares e outros profissionais.

Paciência
Mudar hábitos ou alcançar metas não acontece da noite para o dia. Seja paciente com você mesmo e com imprevistos que possam acontecer.

Comemore
Fique feliz a cada conquista por menor que ela possa parecer. Isso irá manter a motivação para a próxima etapa.

Febre Amarela

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde, Curiosidades

O QUE É

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, com duração de no máximo 10 dias e de gravidade variável. O vírus da febre amarela é transmitido pela picada dos mosquitos transmissores infectados. A doença não é passada de pessoa a pessoa e a vacina é a principal forma de prevenção e controle da doença. A maioria das pessoas melhora após esses sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem a doença grave correm risco de óbito.

SINTOMAS

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem:

  • - Início súbito de febre
  • - Calafrios
  • - Dor de cabeça intensa
  • - Dores nas costas
  • - Dores no corpo em geral
  • - Náuseas e vômitos
  • - Fadiga e fraqueza

   

EM CASOS GRAVES, A PESSOA PODE DESENVOLVER

Febre alta icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) hemorragia (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina) eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos

TRATAMENTO

O tratamento consiste em controlar os sintomas e prevenir complicações. É recomendado repouso, ingestão abundante de água, boa alimentação e reposição sanguínea, quando indicado. Não é aconselhável tomar remédio que contenha ácido acetilsalicílico. Após a cura, não há mais riscos de reinfecção.

VACINAÇÃO

A vacina contra a febre amarela é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. É contraindicada para gestantes, crianças com menos de 9 meses de idade, pessoas com o sistema imunológico debilitado e alérgicas a gema de ovo. Nesse caso, ao visitar áreas suscetíveis, é recomendado o uso de repelente, camiseta, calça comprida, meias e luvas.

*Pessoas com contraindicação devem procurar aconselhamento médico, pois, em alguns casos, a vacinação pode ser autorizada (com indicação médica).

O Transplante de Medula Óssea pode ser uma forma de tratamento para mais de 60 doenças. Mas o procedimento ainda gera muitas dúvidas para pacientes e possíveis doadores. Confira o que é mito e o que é verdade

1. A Medula Óssea é a Espinha?
Mito
A Medula Óssea  é um tecido líquido gelatinoso que fica dentro dos ossos. Ela é responsável pela produção das células do sangue - os glóbulos vermelhos, os brancos e as plaquetas. Já a Medula Espinhal é formada de tecido nervoso e ocupa o espaço dentro da coluna vertebral, sendo responsável pela transmissão dos impulsos nervosos a partir do cérebro para todo o corpo.

2. O transplantado tem que ficar isolado de tudo e de todos
 Verdade
O isolamento ocorre no pré e no pós TMO, sendo necessário para a proteção do paciente, que nesta fase do tratamento se encontra vulnerável,  principalmente aos agentes infecciosos. Essa é uma das etapas mais difíceis para os pacientes e familiares, pois exige a conscientização de todos e a participação da equipe multiprofissional da instituição.  A duração do isolamento será uma decisão do médico, dependendo do tipo de tratamento e das condições de recuperação do paciente.

3. Qualquer pessoa pode ser doadora
Verdade
O doador precisa ter entre 18 e 54 anos e boa saúde! Basta procurar um hemocentro e agendar uma entrevista. Em seguida, será feita a coleta de uma amostra de sangue para reconhecer as características genéticas importantes para a seleção de um doador (HLA). Sempre que surgir um novo paciente, a compatibilidade é verificada. Uma vez confirmada a compatibilidade, o doador será consultado para decidir quanto à doação. Uma vez selecionado, o doador passará por um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde.

4. O Transplante de Medula Óssea é uma cirurgia
Mito
O transplante Medula óssea pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, ou obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical, o tipo de transplante depende da patologia e da indicação médica. A coleta de material medular é feita em centro cirúrgico, sob anestesia e tem duração de cerca de 2 horas. Já a coleta do material por aférese, não necessita de internação ou de anestesia, é um procedimento semelhante a doação de sangue, o material  é coletado da veia do doador após preparo com medicação por 5 dias com o objetivo de aumentar o numero de células progenitoras circulantes no sangue periférico. 

5. A medula óssea só pode ser doada por alguém da família
Mito
Para realizar um transplante de medula  óssea é necessário que haja compatibilidade entre doador e receptor, condição mais esperada entre familiares. Porém quando não são encontrados doadores na família (aparentado), a solução é buscar doadores entre os indivíduos da população ( não aparentado). Desta forma surgiram os registros de doadores de medula óssea, no Brasil o REDOME (Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea) que faz a busca ativa de doadores cadastrados no Brasil e no mundo.

6. Somente as doenças malignas são indicadas para o transplante?
Mito
O transplante de medula óssea pode ser indicado para o tratamento de um conjunto de cerca de 80 doenças, relacionadas com a fabricação de células do sangue e com deficiências no sistema imunológico. Além de ser indicado em vários tipos de tumores, as doenças do sangue como a anemia aplástica grave, outras anemias adquiridas ou congênitas, mielodisplasia, na maioria dos tipos de leucemias, como a mielóide e a linfóide aguda, mieloma múltiplo, linfomas, doenças do metabolismo e  doença auto- imune.

​7. A pele de quem faz o transplante de medula óssea sempre escurece?
Verdade
Existem algumas alterações orgânicas, efeitos da quimioterapia e radioterapia. A pele pode escurecer, assim como as chamadas mucosites - inflamações transitórias nas mucosas, lábios, gengiva, língua e bochechas.  O tempo de recuperação é variável para cada caso, considerando o tipo de patologia, o tratamento e as condições do próprio paciente.

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: