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Janeiro 2020

Cirurgia Bariátrica. Qual a Importância do Psicólogo

Autor: Comunicação Corporativa Categoria:

​A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo de gordura no corpo e aumento de peso. Segundo dados do Ministério da Saúde, o número de obesos no país subiu 68% entre 2006 e 2018.  

O excesso de peso é um fator de risco para vários outros problemas de saúde, como diabetes, doenças cardiovasculares, artrose e câncer. A cirurgia bariátrica é uma alternativa de tratamento para a obesidade quando o paciente tem dificuldades para perder peso através de dieta e exercícios físicos e ainda quando há riscos à saúde associados.
 

Classificação da Obesidade

O Brasil adota a tabela de Índice de Massa Corpórea (IMC) recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para classificar o Sobrepeso e a Obesidade. O cálculo é feito da seguinte forma:

IMC = Peso ÷ (Altura × Altura)

O resultado desse cálculo indica a classificação de acordo com seguinte tabela:

IMCClassificaçãoRisco de doença
< 18,5Baixo pesoNormal ou elevado
18,5 – 24,9NormalNormal
25 – 29,9SobrepesoPouco elevado
30 – 34,9Obesidade grau IElevado
35 – 39,9Obesidade grau IIMuito elevado
≥ 40Obesidade grau IIIMuitíssimo elevado

Cirurgia Bariátrica

De acordo com Cristiane Lauretti, endocrinologista atuante na Rede de Hospitais São Camilo, a Cirurgia Bariátrica é apenas indicada quando um paciente não obteve sucesso no tratamento tradicional da Obesidade, com dieta, exercícios físicos, medicamentos sob orientação de médico, nutricionista e psicólogo. De modo geral, a Cirurgia Bariátrica é indicada sob os seguintes critérios:

- Obesidade grau III (IMC maior ou igual que 40) com dificuldade de controlar o peso com outros tratamentos.

- Obesidade grau II (IMC entre 35 e 39,9) associada a comorbidades e com dificuldades de controlar o peso com outros tratamentos.

Há ainda a chamada Cirurgia Metabólica, que segue as mesmas técnicas cirúrgicas, mas tem o foco no controle da Diabetes. Os critérios são os seguintes:

- IMC maior que 30 associado a diabetes tipo 2 e dificuldade de controlar a glicemia com dieta e medicamentos.
 

O papel da Psicologia

De acordo com Carina Fernandes, cirurgiã do aparelho digestivo atuante na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, é fundamental que uma equipe de referência em Cirurgia Bariátrica seja multidisciplinar, incluindo, entre outros profissionais, psicólogos.  

A obesidade não é apenas uma questão fisiológica. Os aspectos psicológicos do paciente são consideráveis e um acompanhamento profissional é fundamental, 
tanto no momento da decisão de fazer o procedimento, quanto para a manutenção do peso pós cirurgia. Para que o paciente obtenha os melhores resultados é necessário que mude seus hábitos, aderindo a uma alimentação
saudável e a prática regular de atividades físicas. “O contato do cirurgião com o psicólogo deve ser direto, próximo e atento a todos os pacientes que irão passar pela bariátrica.”, explica Fernandes.

Transtorno alimentar

A obesidade costuma estar associada a transtornos alimentares de origem emocional, que por sua vez, podem estar relacionados a ansiedade e depressão. Segundo Ana Paula de Biasi, psicóloga da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o acompanhamento psicológico é fundamental para identificar a presença de transtornos alimentares e assim, realizar um acompanhamento terapêutico do paciente. Biasi explica que os transtornos mais comuns são:
 
- Transtorno da Compulsão Alimentar: caracterizado por um desejo de comer difícil de controlar. O paciente sente necessidade de comer mesmo depois de satisfeito.
 
- Transtorno da Compulsão Alimentar Periódica: caracterizado pelo consumo de grandes quantidades de alimentos em um período de tempo demarcado, por exemplo, a cada duas horas.

Antes da Cirurgia Bariátrica

No pré-operatório, o psicólogo busca identificar eventuais transtorno alimentares e outros aspectos emocionais do paciente que possam interferir na capacidade de ele aderir às mudanças de hábito necessárias para obtenção dos melhores resultados. Também avalia os recursos do paciente para enfrentar o processo, como sua rede de apoio (familiares amigos).

Pós-operatório

Após a cirurgia, o paciente precisa seguir com uma dieta líquida por três semanas. Após esse período, a dieta passa a ser pastosa. A alimentação normal é retomada por volta da oitava semana. A perda de peso nos meses seguintes ao procedimento é gradual (ao longo de um ano a um ano e meio).
 
A medida que o paciente perde peso, há uma melhora na autoestima e disposição do paciente. O psicólogo avalia a adaptação às mudanças e atua no engajamento do paciente para continuidade do tratamento. Alterações de humor podem acontecer nessa fase e o acompanhamento psicológico é importante para oferecer suporte emocional, bem como auxiliar o paciente na construção de uma nova autoimagem e resgate de sua autoestima.


Segundo pesquisa do Ministério da Saúde, o número de obesos no país aumentou 67,8% entre os anos de 2006 e 2018. Por outro lado, a prática de atividade física também aumentou; o registro foi de 38,1% em 2018. Os dados ainda apontam que a prática de alguma atividade física no tempo livre é maior entre os homens.

Alguns cuidados são necessários para o início da prática de exercícios. O primeiro deles é realizar uma avaliação física com o Cardiologista e o Ortopedista, ou um médico especialista em Medicina Esportiva. O objetivo é verificar a saúde do indivíduo e excluir a existência de doenças que poderiam ser agravadas com a prática da atividade física.
 
Após a avaliação, é recomendada a orientação de um profissional do esporte ou um professor de educação física para que defina a quantidade de exercícios aeróbicos e de musculação necessários mediante objetivo. Lembrando que, para pessoas que não praticam atividades físicas, o ideal é começar com exercícios aeróbicos (caminhadas ou bicicletas) mesclados com exercícios de fortalecimento muscular. Isso, porque os músculos que estabilizam a coluna, os quadris, os joelhos e os tornozelos podem não aguentar o esforço repentino sem o fortalecimento prévio.

De acordo com o Ortopedista Leandro Gregorut, atuante na Rede de Hospitais São Camilo, exercícios sem orientação podem desencadear problemas cardiovasculares como Infarto Agudo do Miocárdio ou AVC, lesões osteomusculares como distensões musculares e de ligamentos  e ainda inflamações indesejadas.

Exercícios MENOS indicados para pessoas obesas ou com sobrepeso
A corrida é o exercício menos indicado para o início das atividades. Modalidades que exigem muita força ou explosão muscular também não são aconselhadas.

  • - Cross Fit
  • - Jiu Jitsu
  • - Tênis

Exercícios mais indicados para pessoas obesas ou com sobrepeso

- Caminhada
- Bicicleta
- Atividades na água (hidroginástica, treinos na água)
- Musculação
- Treino funcional​

Hérnia de Disco

Autor: Comunicação Corporativa Categoria:

​A Hérnia de Disco é uma doença que afeta a coluna causando fortes dores. Atinge 5.4 milhões de brasileiros, segundos dados do IBGE.

A Hérnia de Disco consiste no deslocamento do disco que separa as vértebras da coluna em direção a coluna espinhal. O disco deslocado pode causar compressão nos nervos que saem da coluna. “A hérnia de disco pode acontecer na coluna cervical, afetando os braços, ou na coluna lombar, afetando as pernas”, explica Leandro Gregorut, Ortopedista atuante na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Causas 

Normalmente, acontece quando há desidratação do disco intervertebral, provocando achatamento e deslocamento.
Os fatores de risco para a Hérnia de Disco são:

- Idade;
- Sobrepeso;
- Sedentarismo;
- Traumas​

Sintomas 

Os sintomas mais comuns da Hérnia de Disco são:

- Dor na coluna lombar ou cervical, irradiadas para os braços e pernas;
- Formigamento;
- Perda de sensibilidade e de força;
- Em casos graves, incontinência urinária e fecal

Prevenção 

Praticar exercícios físicos é a melhor maneira de se prevenir. É importante fortalecer os músculos do abdômen, da pelve e do CORE, que ficam ao lado da coluna cervical e lombar​.

Diagnóstico 

O diagnóstico da Hérnia de Disco é feito a partir da investigação da história clínica do paciente, exame físico e exames de imagem complementares, sendo a Ressonância Magnética o principal.

Tratamento 

O tratamento pode variar bastante, a depender da gravidade da doença. Casos mais simples podem ser tratados com medicamentos para a dor, fisioterapia, exercícios de alongamento e fortalecimento. Em casos mais sérios, pode ser necessário intervenção cirúrgica, como infiltrações ou cirurgias abertas.

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: