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Blog São Camilo

Fevereiro 2020

Lábio Leporino: como a correção cirúrgica é realizada?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria:

​A fissura labial, também conhecida como lábio leporino, é uma abertura no lábio superior. Segundo a OMS, uma a cada 650 crianças, nasce com essa alteração congênita no Brasil.

Causas

Segundo a cirurgiã plástica Dra. Andrea Oliveira, atuante na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, as causas estão relacionadas a fatores genéticos ou riscos submetidos durante a gravidez, como radiação, certos medicamentos, álcool, drogas e fumo.

Consequências

As fissuras labiopalatinas não são alterações apenas de caráter estético. Elas levam a problemas de saúde como má nutrição, distúrbios respiratórios, de fala e de audição, infecções crônicas, alterações de dentição, além do grande impacto na socialização e na autoestima das crianças.

Cirurgias

A primeira cirurgia para o fechamento do lábio leporino, em geral, corrige praticamente todas as alterações, mas podem permanecer alguns detalhes que necessitarão de reparação. Isso também ocorre no fechamento da fenda labiopalatina, que resulta em melhor prognóstico para as alterações da fala e da audição.

“É de extrema importância o acompanhamento odontológico e ortodôntico, não só para preservar a estrutura dentária, mas também para assegurar a qualidade da alimentação dessas crianças antes de serem submetidas a cirurgia” afirma Dra. Andrea.

Além da cirurgia, a solução do problema inclui orientação de clínicos de diferentes áreas como fonoaudiólogo, otorrinolaringologista, bucomaxilo. O acompanhamento psicológico também auxilia pais e filhos a enfrentarem as fases mais difíceis dessa alteração anatômica congênita.
 

Recuperação

É recomendada a realização da cirurgia ainda na infância, porém não muito cedo para que não afete o crescimento dos ossos. Enquanto esperam pelo final da reconstituição, as crianças usam um aparelho ortodôntico, que cobre a fenda palatina e permite que se alimentem.

O tratamento de lábio leporino/fenda de palatina é longo e só termina com a consolidação total dos ossos da face (17/18 anos). Durante todo esse tempo, os portadores de fissuras oronasais (relativo a nariz e boca) devem ser acompanhados por especialistas em diferentes áreas, especialmente por cirurgiões plásticos e fonoaudiólogos.

Pedra na vesícula é mais comum em mulheres 40+

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Especialidades

A vesícula tem como principal função armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado que atua na digestão de gorduras. A formação de pedras causa enjoos e a sensação de indigestão. Algumas pessoas sentem dores intensas e agudas na parte superior direita do abdômen. Geralmente, a dor ocorre após as refeições.
 
Causa
Existem várias causas para a formação de pedras na vesícula.  Segundo dados do Ministério da Saúde, a doença acomete com mais frequência mulheres que tiveram filhos, com mais de 40 anos. Também é frequente em pessoas obesas que tiveram grandes oscilações de peso ao longo da vida.
 
Tratamento
Segundo o gastroenterologista Danilo Castellani, atuante na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, há indicação cirúrgica para pacientes com pedras na vesícula, mesmo para àqueles que não sentem dores. “Apesar de não haver consenso, eu recomendo a cirurgia para que o paciente não corra o risco de ter uma crise ou uma complicação quando estiver viajando, por exemplo. A cirurgia é simples e em até duas semanas o paciente está de volta à rotina”, completa Castellani.

Pacientes não operados correm expressivos riscos; podem sofrer complicações graves como a colecistite aguda (inflamação da vesícula) ou pancreatite (infamação do pâncreas).
 
Lembre-se: Somente médicos especialistas podem realizar diagnósticos e indicar tratamentos.

Você fica irritado quando está com fome?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria:

​A fome pode sim gerar irritação. Isso porque baixos níveis de glicose no sangue liberam hormônios do estresse.
De modo inverso, fatores emocionais também podem afetar o apetite e a nossa percepção de fome.

Válvula de escape

Segundo Natália Reis Morandi, psicóloga da Rede de Hospitais são Camilo de São Paulo, em situações emocionais desgastantes, a comida pode se tornar uma espécie de válvula de escape. Para aliviar a sensação de estresse emocional, o organismo busca a sensação prazerosa de comer, emitindo um sinal de fome. “É um apetite que não tem a ver com a necessidade fisiológica de se alimentar após algum tempo sem comer”, explica Morandi. A pessoa tem esta sensação mesmo estando satisfeita ou de estômago cheio. Nesses casos, o indivíduo busca preferencialmente alimentos doces e gordurosos, que são altamente calóricos e têm grande capacidade de disparar no organismo dopamina e endorfinas, hormônios relacionados ao prazer.​

No entanto, esse alívio é apenas passageiro. O prazer logo passa e o estresse e a sensação de fome retornam, induzindo o indivíduo a se alimentar em demasia. Esse ciclo pode leva-lo ao sobrepeso e a obesidade.

Transtorno alimentar

Em alguns casos, o mecanismo do apetite aumentado pelo estresse emocional pode se tornar um transtorno alimentar. Por exemplo, quando essa situação prazerosa se atrela a um sentimento desfavorável, como a culpa por exemplo, o próprio sentimento​ gera o estresse emocional que desencadeia a busca por comida como um recurso de conforto. A medida que esse comportamento se intensifica, pode gerar um processo de compulsão alimentar.

Saúde mental

Casos de compulsão alimentar precisam de acompanhamento profissional . O profissional poderá auxiliar o indivíduo a trabalhar esses comportamentos compulsivos, auxiliando o autoconhecimento e fortalecimento dos recursos emocionais, permitindo que a pessoa consiga lidar com essas situações de forma mais saudável e funcional.


Andragogia: o aprendiz no centro do processo de educação

Autor: Comunicação Corporativa Categoria:

​O público composto por profissionais da área assistencial, dentro do contexto hospitalar, é muito plural. São pessoas de diferentes idades, origens e repertórios culturais. E este é um dos maiores desafios enfrentados por equipes de treinamento e desenvolvimento profissional. Fabiana Melo, Coordenadora do Serviço de Educação Continuada da Rede de Hospitais São Camilo, explica como é o trabalho da Educação Continuada da Instituição. Confira a entrevista:
 

Qual a importância e os desafios da Educação Continuada no contexto hospitalar?

A Educação continuada deve ser considerada como uma área estratégica em um hospital, proporcionando capacitação e desenvolvimento dos profissionais para refletir diretamente no cuidado prestado, contribuindo com a melhoria contínua e segurança dos pacientes.
Um dos desafios da Educação Continuada em um hospital é atender os princípios da Andragogia. A Andragogia é uma ciência que tem a preocupação educacional centrada no aprendiz, enquanto a pedagogia tradicional é centrada no professor.  Na Andragogia, o aprendiz é envolvido como parte do processo.

Quais são os principais objetivos da Educação Continuada na Rede de Hospitais São Camilo?

O Setor de Educação Continuada Corporativo é responsável pela capacitação técnica da equipe de enfermagem. Mas também tem papel fundamental no trabalho de articulação com outros setores do hospital. O setor de Educação Continuada possui três grandes pilares:
Jornada Técnica, voltada para o aprimoramento de habilidades técnicas, especialmente para a prática assistencial da equipe de enfermagem.
Jornada Institucional, de interesse de toda a instituição. Foco em melhores práticas, consolidação da cultura e aspectos legais.
Jornada Interdisciplinar, de interesse dos profissionais e do gestor, caracterizado por workshops, cursos livres e ciclo de palestras.
Os objetivos do nosso trabalho são norteados pela Segurança do Paciente, Segurança do Profissional, Acreditações e Legislações e todos estão diretamente ligados aos objetivos estratégicos da Instituição.

Os eventos no São Camilo costumam envolver, além de palestras e aulas em formato tradicional, atividades interativas, como jogos. Quais os benefícios da inclusão de atividades interativas e formatos que fogem do tradicional?

Quando iniciamos o desenvolvimento do processo de aprendizagem, pensamos nos princípios da Andragogia, bem como estilos de aprendizagem e modelos de aprendizagem, assim conseguimos proporcionar aos participantes uma experiência que desperta o aprendizado e sobretudo como eles podem transferir esse conhecimento para a prática.
Fomentar as diferentes estratégias educacionais é fundamental devido a diferença cultural e formação das equipes. Por exemplo, há pessoas que são mais voltadas para o visual e tem mais facilidade com recursos visuais, enquanto outros são mais auditivos. Temos que estar atentos a essas diferenças e ter recursos que atendam individualmente esses profissionais. Hoje, o modelo tradicional baseado apenas em aulas expositivas diminui o engajamento e a participação da equipe.

Como o São Camilo se posiciona externamente com os eventos de Educação Continuada?

O Serviço de Educação Continuada do Hospital São Camilo faz parte da Comissão de Educação Continuada da ABRASSIM (Associação Brasileira de Simulação Realística) e participa de eventos relacionados ao tema “Saúde e Educação”. Neste contexto, contribui com apresentação de trabalhos científicos e relatos de experiências. 
Em 2019, fomos premiados com o 2º Lugar no Congresso Internacional de Qualidade em Serviços e Sistemas de Saúde, no Eixo Temático: “Educação em Saúde”.

Câncer de pulmão acomete apenas fumantes?

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Especialidades

Recentemente, a apresentadora de TV Ana Maria Braga anunciou estar enfrentando um novo Câncer de Pulmão. O tumor da apresentadora é o do tipo Adenocarcinoma, variedade mais comum da doença.

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o Câncer de Pulmão é o segundo mais comum no Brasil, com um número estimado de 31 mil novos casos em 2018.  Dados da OMS também de 2018 revelam que o cancer de pulmão é o responsável pelo maior número de mortes por câncer no mundo todo. 

Adenocarcinoma 

O Adenocarcinoma é a variedade mais comum de câncer de pulmão, responsável por aproximadamente metade de todos os caso de câncer pulmonar. Esse tipo de câncer é um pouco mais comum em mulheres e em pessoas mais jovens. Existem diversos subtipos de Adenocarcinoma, sendo que cada subtipo difere quanto à sua agressividade, resposta ao tratamento e chances de cura.

Câncer de pulmão e fumantes

O principal fator de risco para Câncer de Pulmão é o tabagismo. Cerca de 85% dos pacientes acometidos com a doença são fumantes ou ex-fumantes (segundo dados do INCA). Ainda assim, pessoas que nunca fumaram e aqueles que convivem com fumantes, os chamados tabagistas passivos, também podem ser afetados. Fatores ocupacionais também são importantes, principalmente para trabalhadores expostos a inalação de agentes como o asbesto (indústria de amianto) e alguns metais (especialmente cromo e níquel). Outros fatores como exposição a poluição atmosférica, predisposição genética e algumas doenças pulmonares crônicas podem contribuir para o surgimento da doença. 

Sintomas​

Os sintomas mais comuns do Câncer de Pulmão são:
  • - Tosse;
  • - Dor ao respirar;
  • - Falta de ar;
  • - Emagrecimento;
  • - Fraqueza e cansaço.

  • Diagnóstico

​A suspeita de Câncer de Pulmão é feita a partir de alterações na radiografia do tórax e na tomografia computadorizada. O diagnóstico somente pode ser confirmado através de uma biópsia. As chances de cura do Adenocarcinoma​ são muito maiores quando o diagnóstico é precoce. Portanto, diversos países tem implementado programas de rastreamento de câncer de pulmão em pacientes com fatores de risco. No Brasil, ainda não há um programa nacional desse tipo, mas alguns serviços privados de saúde praticam esse rastreamento.

Tratamento

O tratamento para o câncer de pulmão evoluiu bastante nos últimos anos. Atualmente envolve cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia. A cirurgia consiste na retirada da parte do pulmão onde está localizado o tumor. As demais terapias (quimioterapia, radioterapia e imunoterapia) podem ser utilizadas como uma complementação à cirurgia, e também podem ser utilizadas naqueles pacientes que não podem ser submetidos ao tratamento cirúrgico. A imunoterapia, que é um dos tratamentos utilizados por Ana Maria Braga, é um tratamento novo, que consiste em uma terapia que permite que as células de defesa do organismo ataquem o tumor. As células do tumor produzem proteínas que neutralizam o mecanismo de defesa do organismo. Os medicamentos da imunoterapia retiram esse bloqueio, permitindo que as células de defesa ajam contra o tumor.

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: