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Agosto 2019

O câncer é uma doença de causa desconhecida, porém, há fatores que podem colaborar para o seu desenvolvimento. No caso dos idosos, os tumores são majoritariamente originados por maus hábitos e estilos de vida inadequados ao longo dos anos. 

Quem tem mais de 65 anos é 11 vezes mais propenso a desenvolver uma doença cancerígena do que pessoas com idade inferior, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

De acordo com a Dra. Aline Thomaz, Geriatra atuante na Rede de Hospitais São Camilo SP, com o avanço da idade e após ter vivido por décadas no sedentarismo, alimentação não saudável – principalmente rica em carne vermelha – e práticas como fumo e bebidas alcoólicas, aumentam as chances do surgimento do câncer.

Veja os principais sintomas que podem direcionar a suspeita de câncer na terceira idade:

- Emagrecimento inexplicado.

Falta de apetite.

​Alteração do hábito intestinal (diarreia ou constipação).

Perda de sangue pelas fezes.

Cansaço excessivo.

​Palidez ou pele amarelada.

​Quanto mais rápido for diagnosticado o câncer, maior será a probabilidade de um tratamento eficaz. Para isso, a Geriatra recomenda visitas médicas regulares para o monitoramento contínuo de doenças crônicas como a hipertensão, diabetes, osteoporose, entre outras.

Outra recomendação é estabelecer estratégias precisas para o tratamento do câncer, com o objetivo de priorizar pela qualidade de vida a partir do trabalho em conjunto de uma equipe multidisciplinar, são eles: geriatra, oncologista, cirurgião, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, nutricionista, odontólogo, assistente social e farmacêutico clínico.

Além disso, estudos comprovam que a forma como a pessoa recebe o diagnóstico de câncer faz enorme diferença em sua aderência ao tratamento. O acolhimento é fundamental, uma vez que em casos avançados, os cuidados paliativos podem ser a única alternativa.

​​Os pés recebem todo o impacto da nossa rotina e são arduamente exigidos durante o dia. Por isso, cuidar bem da saúde dos pés e saber escolher o calçado adequado ajuda a evitar problemas futuros para os pés e para a estrutura do corpo.

Segundo dr. Leandro Gregorut Lima, ortopedista atuante na Rede de Hospitais São Camilo de SP, normalmente o calçado inadequado acaba prejudicando os pés, causando inflamações e tendinites. "O calçado inadequado pode também afetar os joelhos, quadris e coluna, pois a pisada errada faz com que as estruturas articulares acima dos pés tenham que se adaptar ao movimento errado para poder executá-lo", explica o médico. 

Alguns tipos de sapatos acabam favorecendo determinados problemas. Por exemplo, os sapatos de bico fino, favorecem o aparecimento de joanete – saliência óssea que se forma na articulação na base do dedão. Isso porque o bico fino pressiona e espreme o dedão do pé em direção ao segundo dedo, causando a deformidade, inflamação e dor.

O uso de sapatos com salto costuma aumentar a pressão sobre o peito do pé, causando uma inflamação que fica sensível e piora com o uso do salto alto. Já os sapatos baixos, como as rasteirinhas e chinelos, por não terem amortecimento facilitam a inflamação dos tecidos que ficam embaixo do calcanhar, o que causa uma dor pontual no osso que forma o calcanhar. "Classicamente as pessoas lembram do esporão de calcâneo que pode causar uma inflamação com o uso excessivo dos sapatos baixos", explica o ortopedista.

Mesmo o tênis consi​derado confortável, se estiver com o amortecimento vencido pode causar inflamações na planta do pé ou no osso do calcanhar, caso seja usado para a prática de exercícios de impacto, tais como a corrida. Até mesmo a sandália Croc, um calçado macio que não prende a parte posterior do calcanhar favorece a inflamação do Tendão de Aquiles, por exemplo.

"Não existe o calçado certo, o que existe é o sapato certo para a atividade que será desenvolvida, pois cada pessoa tem um calçado ideal e um modelo que seria prejudicial. Por exemplo, quem está acima do peso teria que usar um calçado com amortecimento bom e evitar rasteirinhas e salto alto. Quem faz atividade física, tem que passar em um médico ortopedista para analisar seu tipo de pisada e decidir se compra um tênis para pisada neutra, supinada ou pronada, e não escolher simplesmente o tênis mais colorido ou bonito", alerta dr. Leandro.

Da mesma maneira, quem tem Diabetes, por exemplo, recomenda-se um sapato bem macio e confortável sem costuras internas para não aumentar a chance de lesão por compressão. Assim como quem fica muito tempo em pé não deve usar sapato alto, pois aumenta a chance de inflamação nos ossos dos pés e quem é sedentário tem que usar sapatos com fixação do calcanhar, pois provavelmente tem a musculatura fraca que favorece as torções de tornozelo.

"Na hora de escolher um calçado a primeira questão que precisa ser levada em consideração é a finalidade e depois a qualidade do calçado, pois vale a pena pagar um pouco mais caro por algo que traga mais conforto e durabilidade. Caso a pessoa tenha alguma necessidade especial ou alguma dúvida, deve procurar um ortopedista, que o auxiliará na escolha do calçado adequado", finaliza o médico.

Dicas para relaxar os pés no final do dia

- Faça imersão em água morna

- Passe a planta do pé descalço em cima de uma bolinha de tênis com movimentos de ida e volta ou em uma garrafa com água congelada

- Faça massagem manual com o uso de algum creme hidratante​

Não existe uma definição explícita para o termo saúde mental, pelo fato de existirem diferenças culturais e julgamentos subjetivos que interferem neste conceito.

No caso dos idosos, segundo a geriatra Aline Thomaz, atuante na Rede de Hospitais São Camilo SP, são muitos os fatores que influenciam a saúde mental, mas o processo biológico do envelhecimento, por si só, não vem associado a qualquer doença, mas sim à diminuição das nossas reservas funcionais.

Experiências de vida (trauma ou abuso), fatores biológicos e genéticos, fatores externos típicos da vida moderna (como o estresse), problemas familiares e luto por perdas de pessoas próximas, além da frustração por não poderem mais realizar algumas atividades que antes faziam parte do seu dia a dia, são alguns dos aspectos que podem favorecer o aparecimento das doenças psíquicas.


Veja as condições mentais que mais afetam a terceira idade:

Depressão
Os sintomas consistem em desânimo, tristeza, desamparo, desmotivação ou desinteresse pela vida em geral. Existem dois tipos de casos:

-Depressão Reativa: quando esses sentimentos duram por pouco tempo e os sintomas desaparecem com a resolução do problema.

-Depressão Maior: perdura por mais de duas semanas e interfere nas atividades do dia a dia, requerendo tratamento especializado.

Bipolaridade
Também conhecido como doença maníaco-depressiva, é um transtorno que causa mudanças incomuns no humor, nos níveis de atividade e na capacidade de realizar as tarefas do dia a dia. Ocorre alternância de episódios de euforia (mania) e de depressão, com intervalos de normalidade. Tanto um episódio quanto o outro envolvem mudanças claras no humor e nos níveis de atividade.

Esquizofrenia
Doença cerebral crônica que afeta cerca de 1% da população mundial. Ela apresenta várias manifestações que podem incluir delírios, alucinações, problemas com o pensamento e concentração e falta de motivação.

Demência
Descreve um conjunto de sintomas que podem incluir perda de memória, dificuldades de linguagem e pensamento, além de incapacidade para resolver os problemas. Muitas vezes, estas mudanças são sutis na fase inicial da doença, mas progridem ao longo do tempo, afetando seu cotidiano. A pessoa pode apresentar mudanças em seu humor e comportamento e chegar ao ponto de não mais conseguir cuidar de si mesma.


Como manter uma saúde mental positiva e evitar essas condições mentais durante o processo de envelhecimento?

A geriatra elenca as dicas abaixo:

·         Vida social ativa.

·         Ser positivo em relação à vida e a si próprio.

·         Manter-se fisicamente ativo.

·         Ajudar os outros (o voluntariado é uma ótima opção).

·        Dormir o suficiente – sentir-se disposto no dia seguinte e não cansado ou sonolento durante o dia.

Doença de Parkinson

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde

A Doença de Parkinson é uma doença degenerativa do sistema nervoso central, que afeta principalmente as funções motoras do paciente. Sua ocorrência se dá em função da degeneração das células situadas em uma região do cérebro chamada "substância negra". Essas células produzem a substância dopamina, um neurotransmissor intimamente ligado ao controle motor.


Fique atento aos principais sintomas:

Tremores

Acontece quando a pessoa está parada, em repouso, e melhora ao fazer algum movimento. Acomete principalmente as mãos, mas também pode ocorrer no queixo, lábios, língua e pernas

Rigidez

A rigidez muscular muitas vezes começa pelas pernas e braços, dando uma sensação de endurecimento, impedindo atividades cotidianas como caminhar, subir escadas, abrir os braços e vestir-se. É comum o surgimento de dores musculares e cansaço físico. 

Lentidão

A agilidade para fazer movimentos rápidos e amplos fica comprometida, o que dificulta a realização de tarefas simples do dia a dia. O caminhar se torna arrastado, lento e com passos curtos, os braços diminuem o balançar, aumentando o risco de queda. 

Postura
Alterações da postura estão presentes nas fases mais avançadas e finais da doença. Nesta fase, observa-se postura encurvada, inclinação da cabeça, braços inclinados a frente do corpo, além de joelhos e cotovelos fletidos.  

Quais são os tratamentos indicados? 

A doença não tem cura, porém com os avanços da tecnologia no campo da medicina, hoje é possível, com tratamento, diminuir alguns dos principais sintomas. O Dr. Eduardo Urbano, neurocirurgião atuante na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que este tratamento é feito através de medicamentos que procuram compensar a deficiência de dopamina. Em casos selecionados, com prejuízo da qualidade de vida do paciente, é possível otimizar o tratamento através de sistemas de estimulação cerebral profunda. Eles modulam áreas com atividades comprometidas pela doença e diminuem seus sintomas. Essa é uma técnica estabelecida e consagrada na medicina moderna. 

Como se prevenir da doença? 

Não existe um tratamento preventivo para a Doença de Parkinson. Entretanto, o controle da alimentação, atividades físicas regulares e outras atitudes saudáveis, ajudam na neuroproteção, diminuindo a progressão da doença e retardando, inclusive, o início dos sintomas.

 

 


4 práticas para dormir melhor

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Dicas de Saúde

Para usufruir um sono saudável e reparador é necessário praticar pequenos hábitos diários, que começam muito antes de encostar a cabeça no travesseiro. Mas antes é preciso entender: o que caracteriza uma boa noite de sono?

O Dr Edson Issamu, neurologista atuante na Rede São Camilo SP, explica que o sono é dividido em duas fases distintas: o sono inicial, também definido como sono não REM (Rapid Eyes Movement), e o sono profundo, conhecido como sono REM. "Durante a noite, estas fases se alternam em ciclos, ocorrendo de 4 a 6 vezes por noite.  A situação de reparação das energias acontece mais na fase do sono REM, que é a fase também onde ocorre os sonhos" esclarece.

Já o número de horas necessárias de sono depende de cada pessoa "Algumas pessoas podem ficar bem com 4 horas de sono. Outras precisam de 10 horas. Em média, as pessoas necessitam de 8 horas de sono para boa recuperação física e mental" observa o Dr Issamu.

Para que a fase do sono REM ocorra sem diminuição ou interrupções, o neurologista recomenda algumas práticas. Confira:

Mantenha a disciplina!

Durma e acorde nos mesmos horários. Tente não oscilar muito no fim de semana. Isto causa ordenação cerebral adequada para que o cérebro também seja condicionado aos momentos de repouso e reparação.

Cuidado com a música calma e a luz baixa

Um bom sono deve ser realizado em um lugar calmo, silencioso, totalmente escuro, livre de luzes intermitentes e com temperatura agradável. Deve-se evitar dormir com aparelhos eletrônicos ligados, como televisão, música ou luzes, mesmo que em baixa intensidade. Esta situação cria dificuldades para o cérebro entrar no sono REM, diminuindo a eficiência da reparação física e mental.

Prepare seu corpo 1h antes!

Diminua as luzes e sons da casa, tome um chá calmante, leia por 15 minutos, medite ou faça uma atividade relaxante. Isto vai preparando a atividade cerebral e bioquímica para o repouso, facilitando o sono e não perturbando o sono REM.

Evite ingerir alimentos de difícil digestão, bebidas estimulantes e alcoólicas

Estas substâncias causam estimulação cerebral excessiva, em um momento onde a atividade cerebral deve ser reduzida e repousada.

DICA EXTRA: cuidado com o uso medicações para dormir, sem recomendação médica

Estas medicações causam uma sensação mais rápida de sonolência. Porém, reduzem a eficiência do sono REM, causando então um efeito contrário ao desejado. O sono acaba sendo mais curto e em menor qualidade. Outro efeito adverso durante o uso indiscriminado a longo prazo, é o surgimento de dependência química.


Consequências das noites mal dormidas

Curto prazo

Declínio da atividade intelectual imediata, lentidão cognitiva e irritabilidade. 

Médio prazo

Aumento do nível de estresse, perturbações comportamentais, alterações físicas como mudanças na pressão arterial e frequência cardíaca.

Longo prazo

Aumento da chance de ocorrer doenças cerebrovasculares como AVE/AVC, aumento da chance de desenvolver quadro de demência e risco de doenças cardiovasculares como o infarto. 

 

 

 

 

 

 

 


Para ficar livre dos problemas de coluna é necessária uma reeducação completa da postura; este cuidado é muito importante para melhorar a qualidade de vida e evitar problemas que podem surgir com o avanço da idade.

O Dr. Marco Aurélio, ortopedista atuante na Rede São Camilo SP, pontuou alguns problemas decorrentes e relacionados a má postura. Confira:

Agravar a Artrose (Desgaste das articulações)
A má postura pode levar ao desalinhamento da coluna ou dos joelhos, o que pode aumentar o estresse nas articulações.  Isso pode ser particularmente prejudicial se você sofre de artrite nos joelhos, pois com o tempo, esse desalinhamento pode piorar os efeitos da artrose.

Dificultar a Circulação
Quando você se senta o dia todo com má postura, você está impedindo o seu corpo de obter a circulação mínima de que ele necessita. Este hábito, aparentemente inofensivo, pode colaborar para surgimento de varizes, um risco que as mulheres têm maior propensão a ter.

Fadiga
A má postura pode afetar negativamente o seu nível de energia. Quando a postura não está adequada, acrescentamos tensão e compressão a estruturas que não foram feitas para suportar esse peso. Essas tensões se acumulam com o tempo e desgastam nossos ossos, articulações e ligamentos.

Dores de cabeça
Má postura pode contribuir com dores de cabeça. A tensão do pescoço contraído compromete a curvatura natural da coluna, levando à chamada cefaleia tensional.

Eficácia respiratória
Seu diafragma precisa ter espaço suficiente na cavidade torácica, para liberar e contrair adequadamente cada respiração. Sua capacidade de respirar de forma otimizada é aumentada quando o corpo está alongado e em alinhamento adequado. Má postura e desalinhamento da coluna podem comprometer sua capacidade de respirar bem.

Mas é possível reduzir as chances de problemas nesta área do corpo com alguns hábitos no dia a dia. Anote mais algumas dicas do Dr. Marco Aurélio:

·         Se alimente de forma equilibrada para manter o peso corporal dentro de uma faixa saudável.

·         Faça exercícios regularmente para manter os músculos das costas fortes e flexíveis.

·         Evite ficar sentado por tempo prolongado.

·         Mantenha uma boa postura quando estiver sentado.

·         Use técnicas adequadas para se levantar (levante com as pernas, ao invés das costas).

·         Evite flexões e torções frequentes. Especialmente dobrar, torcer e levantar ao mesmo tempo (ex. movimento para escavar a areia).

·         Durma o suficiente para o descanso do seu corpo.

·         Evite fumar.

Caso sinta dores constantes, procure um médico especialista


Autor: Comunicação Corporativa Categoria: