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Entenda a Síndrome de Guillain-Barré e sua possível relação com o zika vírus

Autor: Comunicação Corporativa Categoria: Saúde da Mulher, Saúde do Homem

A Síndrome de Guillain-Barré é a uma doença de caráter autoimune e ocorre quando os anticorpos do paciente - que normalmente são liberados para atacar e neutralizar uma eventual invasão de micro-organismos ou partículas estranhas no organismo - desenvolvem uma reação cruzada onde, além de atacar os agentes invasores, atacam também seus próprios nervos.

Segundo Dr. Edson Issamu Yokoo, neurologista no Hospital São Camilo de São Paulo, essa síndrome se manifesta por uma paralisia flácida ascendente (que vai dos pés até a cabeça) e pela fraqueza motora e/ou déficit sensitivo que afetam os membros inferiores e superiores. Em alguns casos, a paralisia pode acometer nervos cranianos e nervos que controlam a atividade respiratória e neurovegetativa. Ela também pode ocorrer de outra forma mais rara, que se caracteriza pela paralisia do olhar e ataxia, que é a alteração do equilíbrio e da coordenação motora.

Guillian-Barré x zika vírus

Essa doença, que antes era considerada rara, vem assustando muitas pessoas, principalmente por sua possível relação com o zika vírus. Dr. Edson explica que os fatores de risco dessa síndrome correspondem à exposição do paciente às infecções, sejam elas virais ou bacterianas.

“De maneira geral, qualquer micro-organismo pode causar a reação cruzada dos anticorpos causando a síndrome, incluindo o zika vírus. Além disso, o aumento dos casos da doença coincide com as áreas de recentes epidemias do vírus zika, dengue e chikungunya e, portanto, considero que o zika vírus pode ser a causa desses novos e crescentes casos de Guillain-Barré”, complementa.                                                                    

Por isso, é importante ficar atento aos sintomas mais comuns da síndrome e procurar um médico assim que perceber a diminuição progressiva de força muscular precedida de algum tipo de infecção.

Diagnóstico

O diagnóstico é basicamente clínico e vai desde o exame físico até a entrevista com o paciente para estabelecer uma avaliação mais precisa. “Além disso, na fase inicial, é solicitado o exame do líquido cefalorraquidiano, também conhecido como líquor (capaz de diagnosticar patologias neurológicas através de punção lombar), de pesquisa infecciosa e sorológica e eletroneuromiografia (método usado na avaliação diagnóstica de doenças dos nervos periféricos, neurônios motores espinhais, músculos e junções neuromuscular), dependendo da intensidade e do tempo de manifestação do quadro”, completa Dr. Edson.

Tratamento

Como a doença é mediada por anticorpos, os tratamentos existentes para essa síndrome buscam a inibição ou a retirada deles por ultrafiltração.

Nos casos mais graves, que é quando há insuficiência respiratória e comprometimento dos nervos cranianos, o profissional pode indicar monitoramento em ambiente de Unidade de Terapia Intensiva.

Quando tratada adequadamente, o paciente apresenta grande chance de recuperação total dos sintomas, mas sem tratamento, a paralisia pode atingir as regiões superiores do corpo, causando inibição da capacidade de respirar, deglutir, falar, além de causar alteração da pressão e da frequência cardíaca.  

Fonte: Comunicação